Capítulo 27

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   - Posso abrir agora? - perguntei

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   - Posso abrir agora? - perguntei.

     - Ainda não - ele me fez parar e tirou a venda dos meus olhos - agora pode.

     Abri os olhos e me deparei em frente a uma loja que parecia ser especialista em carrinhos de bebê (parecia que só tinha isso lá dentro).

     - Senhor Eduardo o que estamos fazendo aqui?

     - Viemos compra um carrinho de bebê pro seu bebê.

     - Por que? - perguntei enquanto ele me empurrava loja adentro.

     - Porque você vai precisar de um.

     - Mas não precisava me trazer aqui. Eu ia comprar um depois.

     - Você não vai comprar - ele me encarou como se eu tivesse dito um absurdo - eu vou comprar.

     Quase cai quando ele falou isso.

     - O que foi? Está entrando em trabalho de parto?

     - Não, só me assustei mesmo - me recumpus - senhor, não precisa fazer isso por mim.

     - Não fale idiotices Amanda. Você é uma ótima funcionária e merece sim! Agora vamos entrar logo que eu não tenho o dia inteiro.

Tempos depois

     Meu bebê não podia dar sinais de que estava pronto pra nascer numa hora mais inoportuna.

     Estava no meio de um almoço de negócios com o meu chefe. E não era só um almoço com um investidor, mas sim com vários investidores e diretores da R&W de outros países, lá tinha no mínimo umas cinquenta pessoas.

     - Amanda está tudo bem? - o senhor Joseph me perguntou.

     - Sim - tentei disfarçar.

     - Eu até acreditar em você, mas é como se estivesse escrito na sua cara que você está mentindo.

     - Não é nada sério senhor - ele continuou me encarando - é que minha barriga está bem pesada e isso me incomoda um pouco.

     - Sua barriga está realmente grande - ele pareceu acreditar - se estiver muito cansada pode ir pra casa.

     - De jeito nenhum, eu estou bem!

     As dores aumentaram e eu comecei a morder o garfo pra disfarçar, até que me deu uma vontade de ir ao banheiro, coloquei meu bloco de anotações em cima da mesa e discretamente tentei perguntar ao meu chefe se eu poderia me ausentar por alguns minutos, mas ele não me ouviu e nem sentiu quando eu o cutuquei, de tão concentrado que estava, quando finalmente consegui chamar a atenção dele não só ele mas todos na mesa começaram a prestar atenção em mim.

     - Amanda não precisa me pedir pra ir no banheiro, quando quiser sair pode ir - meu chefe falou baixo mas as pessoas que estavam em volta me ouviram.

     Fiquei com tanta vergonha que levantei correndo, justo no momento em que minha bolsa estourou.

     - Ela fez xixi bem aqui?! - o cara que estava ao lado do meu chefe falou com uma cara de nojo - pedi até o apetite.

     E isso nem foi a pior parte! A pior parte foi que boa parte do líquido caiu no colo do meu chefe.

     - Isso não é xixi seu imbecil - o senhor Lucas falou - a bolsa dela estourou.

     - Com licença senhoras e senhores, mas minha secretária está entrando em trabalho de parto e eu preciso levá-la paro o hospital - o senhor Eduardo falou e me pegou no colo quando viu que eu não conseguia andar.

...

     Quatorze horas em trabalho de parto! Quatorze horas!

     Eu já estava achando que ia morrer. Meu bebê não queria sair, me fez sentir dores e passar vergonha pra depois decidir que era melhor ficar dentro da minha barriga. Estava me afogando na minha dor enquanto minhas forças se esvaiam, quando ouvi o médico pedindo pra chamar um cirurgião e o médico chefe.

...

     - Meu bebê está morto? - perguntei ofegante quando vi a cara de todos que estavam na sala.

     - Amanda - a médica chefe que por acaso era a mãe do meu chefe se aproximou com um semblante meio estranho - o seu bebê é bem grandinho, vai ser um pouco mais difícil.

     - Aí que susto que me deram - respirei aliviada, pronta pra fazer o que fosse necessário pro meu bebê vir ao mundo, nem que tivesse que fazer uma episotomia.

     - Não é só isso - só pela expressão dela eu já fiquei desesperada - ele está com o cordão umbilical enrolado no pescoço.

     - Até faríamos uma cesariana, mas não tem como. Ele já está com boa parte da cabecinha pra fora - o cirurgião falou.

     - O que vai acontecer? - eu já estava chorando.

     - Vamos tentar fazer ele nascer antes que sufoque. Mas vamos precisar da sua ajuda.

...

     Mais DUAS HORAS! Duas horas! Meu bebê nasceu com o rostinho tão roxo que parecia uma ameixa. Era tão grave que nem me deixaram pegar ele.

     - O que aconteceu? Pra onde levaram meu bebê?

     - Calma, está tudo bem. Só levaram ele pro pediatra examiná-lo.

     Pediatra?! Aí meu Deus! O Matthew era pediatra daquele hospital. Ele ia ver meu bebê, saber que era meu. E se ele se lembrasse que não usamos proteção nenhuma e pedisse um reste de DNA? E se ele quisesse tirar meu filho que eu nem conheci ainda de mim?

Aguardando a FelicidadeOnde histórias criam vida. Descubra agora