Não estava aguentando mais andar, devíamos ter andando uns trinta quilômetros só essa manhã - ou não,só sabia que tinha antado bastante - começamos a caminhada o sol nem havia levantado ainda, mas eu não queria parar, não pra correr o risco de ser pega por eles.
Não aguentava mais, estava a dois dias fugindo, eu não tinha mais leite para alimentar o bebê, não tínhamos alimento, só uma maçã que peguei na cabana antes de fugir, ela seria a refeição das crianças, talvez a última.
Nos sentamos ao lado da plantação que eu não saberia dizer o que era, não tinha árvores por ali, à única sombra era a dessa plantação. Tirei a maçã da bolsa e comecei a tentar parti-la, quando ouvi barulho de motores, não esperei mais nenhum segundo, puxei as e crianças e junto com a Luma começamos a correr pela plantação adentro, só senti falta dela uns dez minutos depois.
Refiz todo o caminho que tinha corrido e procurei por ela, pra minha "sorte" no desespero ninguém olha pro que está danificando e no caso da Luma isso juntava ao fato dela não estar enxergando, isso rendeu vários pés de não sei o que quebrados. E foi assim que a encontrei, fui seguindo os galhos quebrados e a encontrei quatro metros depois desmaiada.
Eu não precisei nem de um minuto pra perceber que estava completamente perdida dentro da plantação, não sabia mais de que lado eu tinha vindo e muito menos pra que lado ir. Estava pronta pra me jogar ao lado da Luma e esperar a morte me levar, quando avistei de longe - bem longe mesmo - o que se parecia uma antena, devia estar no mínimo à uns dois quilômetros e meio de distância e eu estava desidratada, mas não hesitei em correr o mais rápido que eu conseguia até lá.
Uma hora! Foi o tempo que gastei pra chegar até a antena, mas pro meu azar o sinal não pegou. Foi aí que tive a ideia de subir nela, não tinha nada a perder mesmo, então mesmo quase desmaiando comecei a subir. Já estava quase na metade quando consegui rede e rapidamente liguei pro escritório do Eduardo, queria ligar diretamente pra ele, mas não sabia onde estávamos e nem o prefixo, minha sorte era que o número da sala do Eduardo não precisava de um prefixo e eu tinha ele gravado na mente.
Por algum milagre consegui falar com ele, na verdade foi com uma pessoa que acho que se chamava Marcus, eu estava delirando tanto que não tinha certeza de mais nada.
Passou-se umas boas horas até a ajuda chegar, ou talvez tenha sido só uns quarenta minutos, ou dez, talvez ela não tenha chegado e eu estava vendo miragens, não sabia dizer. Tudo que eu sabia sobre mim era que estava delirando, tive certeza disso quando vi o papa-leguas e o coiote dançando macarena na minha frente.
MATTHEW
2 dias antes
- Eduardo - o Joseph apareceu correndo pela sala da casa do meu primo que tinha praticamente se transformado numa cede do FBI, não estou exagerando, deve ter mais policiais aqui do que numa delegacia - Eduardo...
- O que foi? - ele perguntou desanimado.
- O Marcus do TI me disse que a empresa recebeu uma ligação desse número a uns vinte minutos atrás.
- Mas o que esse número tem de tão especial que fez você voar até aqui? - minha prima perguntou.
- Esse número ligou diretamente pra sua sala Eduardo.
- É a Amanda - me levantei depressa e me aproximei.
- Deixa eu ver o número - a Miranda pediu - é o meu número.
- Vamos pra empresa - falei e praticamente corri até a garagem.
...
- Sabe me dizer de onde veio essa ligação? - o Eduardo perguntou ao Marcus do TI.
- Sim, mas vai levar um tempo.
- Por que? - perguntei perguntou.
- Primeiro porque eu teria que rastrear e talvez grampeear o número se ficar muito complicado, mas isso seria ilegal e acarretaria problemas para vocês, então preciso de uma autorização pra fazer isso.
- Vou ligar pro delegado, ele pode conseguir uma autorização - o Joseph falou.
2 dias depois
- Ela veio de um lugar chamado Sugarbush Hill Maple Farm que fica em Ontário - o Marcus falou.
- Isso é uma fazenda que recebiam visitantes mas recentemente foi fechada pra visitas - o Dylan falou.
- Filho onde você vai? - meu tio perguntou ao meu primo quando o viu saindo apressado comigo logo atrás.
- Atrás da minha esposa.
- Querido você não pode ir lá - minha tia falou correndo atrás da gente - é muito perigoso.
- Vou correr o risco.
....
Chegamos em Ontário horas mais tarde e depois tivemos que dirigir durante horas até o local.
- Chegamos. A entrada da fazenda fica a dez metros - o Joseph falou olhando o GPS - é melhor estacionar aqui pra não correr o risco de nos verem.
Saímos do carro e fomos andando até a fazenda, não fazíamos ideia por onde começar a procurar.
- É o Dylan - o Dhek falou enquanto atendia o celular, logo em seguida ele colocou no viva-voz.
- É o seguinte - a voz dele soou ao telefone - vocês vão seguir em linha reta durante dois quilômetros, depois vão virar a esquerda e seguir mais dez quilômetros e depois...
- Calma - o Eduardo falou - é melhor ir falando enquanto nós andamos.
- Não tem sinal! A única torre de sinal fica muito distante de onde vocês estão, no meio de uma plantação e ela não tem muita cobertura.
- Então o jeito é decorarmos o caminho que o Dylan disse e seguir na sorte - o Joseph falou.
- De acordo com a ligação que rastreei, a chamada veio de vinte quilômetros de onde vocês estão - a voz do Marcus soou ao telefone.
- Se elas conseguiram escapar e supondo que elas não fugiriam sem as crianças, elas não devem estar muito longe - falei - a Luma não está enxergando e isso torna tudo mais difícil.
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Aguardando a Felicidade
RomanceAmanda tem 19 anos e trabalha na empresa R&W. Em uma visita a uma amiga de trabalho acaba conhecendo o primo do seu chefe. Vários encontros e uma noite. Uma noite. Foi o suficiente pra gerar uma nova vida. Mas por causa de um desentendimento ele fo...
