CAP. 16

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Sabe quando sentimos uma sensação boa e torce pra que ela nunca acabe? É o que estou sentindo agora. Sei que já disse umas mil vezes que esperava que aquilo não fosse um sonho, mas parecia que eu estava incrédulo, com medo de acordar, como já ocorreu diversas vezes...
No mais, dei um risinho fraco de satisfação após concluir isso e Samanta percebeu, me olhando e querendo saber :
- No que está pensando?
Abaixei meu olhar e respondi :
- Que isso aqui não seja um sonho.
Ela gargalhou, me abraçando mais e beijando meu peito, apoiando a cabeça ali sem deixar de me fitar :
- Acredita que sinto o mesmo? Parece surreal. Não imaginava que me encontraria. Na verdade, não queria...
Acariciei seu rosto :
- Te encontraria até no inferno, sua capetinha. Só demorei pra vim porque no começo, comprei sua ideia de ficarmos separados. Mas depois toquei o foda-se. A gente não pode desistir de quem ama.

Ela me olhou rapidamente e logo abaixou o olhar, parecendo envergonhada:
- Desculpe, Rodrigo! Perdoe por ter tirado teu filho de você, por ter sumido. Eu não via outra solução pra gente. Acreditava que se ficássemos longe um do outro, evitariamos tanto sofrimento. Eu estava péssima, arrasada... Confesso que melhorei bastante ao vê você e meu pai hoje. Pensava que morreria sem o perdão dele.

A observei um pouco e com certeza, não poderia cogitar o sofrimento daquela mulher. Ricardo havia se tornado um pai ausente depois da morte dos nossos pais. Teve que assumir responsabilidades muito depressa, levando - o a abrir mão da filha. Caso contrário, perderíamos tudo aquilo que papai construiu com grande esforço. Quando Samanta finalmente o tinha novamente, esse trágico ocorrido os distancia, deixando-a arrasada. Viver com um peso na consciência é algo terrível...

Sorri rapidamente e a envolvi em meus braços, beijando - lhe o alto da cabeça :

- Relaxa, meu amor. O que importa é que estamos juntos.

Ela também sorriu e me abraçou com uma meiguice maravilhosa que eu estava morrendo de saudades.

- Pensava que ia morrer,juro! - disse voltando a apoiar o rosto no meu peito.
- Pois ainda não vai. Ainda temos muito pra viver. Vamos voltar pra o Brasil e criar nosso filho por lá.

Ao ouvir isso, ergueu-se de uma vez, me encarando. Parecia assustada e estranhei aquilo :

- Para o Brasil?

Levantei uma sobrancelha, deixando transparecer meu estranhamento :

- Sim. Não quer?

Pareceu relutante. Pensou para falar, enquanto eu a observava, até que voltou a me fitar:

- Todos no Brasil vão nos julgar. Não quero passar por isso novamente...

É, minha maluquinha que não se importava com a opinião dos outros não estava mais tão "foda-se" assim. Mas precisava ser compreensivo. Pelo menos naquele momento, pois preciso voltar e não quero nunca mais ficar longe dela e do meu filho. Depois retomariamos aquele diálogo.

- Entendo, entendo... Deixemos para conversar sobre isso em outra ocasião. Agora só quero aproveitar o momento. - informei deixando claro a minha intenção no tom da voz e ela percebeu, se erguendo e colocando seu corpo sobre o meu, vindo beijar minha boca devagar, com carinha de sapeca.

Ela se ergueu e sentou - se sobre mim, com certeza se preparando para uma cavalgada, mas claro que antes iria me provocar. Deitado, a vi mexer em seus cabelos imensos, mordendo o canto do lábio inferior ao mesmo tempo que sorria fraco. Meu coração parecia que queria saltar do peito. Então pegou minhas mãos e as colocou sobre seus seios, lindos, os bicos bem durinhos, pedindo para serem chupados. Os puxei com tesão e ela reagiu com um gemido sensual, fechando os olhos e esboçando uma cara de sofrimento gostoso. Caralho, que gostosa! Desci minhas mãos para sua cintura e apertei, erguendo - a um pouco quase implorando em silêncio para que sentasse no meu pau, que já estava duro de novo, louco pra foder aquela delícia.

Me fitou, um olhar safado e manuseou meu pau, esfregando - o no seu grelo, me deixando louco. Puta que pariu! Ficou naquela safadeza até eu não aguentar mais e pedir :

- Vai, senta nele e rebola bem gostoso!

Samanta riu, pronta pra acatar meu pedido, quando ouvimos alguém bater na porta, tentando abri - la desesperadamente :

- Mãe, abre a porta, mãe!

Aquela mulher virou - se para mim com os olhos arregalados, saindo em um pulo, ordenando em sussurros e gestos enquanto pegava um vestido em algum canto do quarto :

- Se veste agora, Rodrigo!

Nem esperaria ela mandar. Já estava me levantando da cama, pondo a calça jeans de volta. Realmente não sabia como reagir e apenas me sentei em uma cadeira que tinha ali perto, quando então Samanta finalmente abriu a porta e já ouvimos a reclamação dele:

- Poxa, mãe! Por que a porta estava trancada?

Apontou pra mim, parecendo nervosa :

- Porque seu pai está aqui e queria privacidade com ele.

Acho que nem entendeu o que ela disse. Quando me viu, só correu até mim e se jogou no meu colo, me abraçando :

- Ah, pai, tu estás aqui. Ótimo! Vamos dormir todos juntos.

E que maravilha! Mais um sonho realizado. Ruy deitou-se entre nós dois e ficamos conversando um pouco sobre tudo, até ele pegar no sono e eu e Samanta nos encararmos, sorrindo.
Por incrível que pareça, era a primeira vez que uma transa interrompida não me frustrava.
Pra viver aquilo para sempre , abriria mão de todos os prazeres maliciosos do mundo...

***

Que fofo!
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Beijos do Rodrigo!
😘

PROIBIDO ESQUECEROnde histórias criam vida. Descubra agora