Capítulo treze

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- Blake, Ethan.

Phoebe morava a algumas quadras da Waller e quando paro o carro em frente ao endereço, ela já estava na portaria me esperando pontualmente. Estava num vestido vermelho curtinho e umas botas pretas que iam até a canela. Ela entra no carro e me dá um beijo no rosto.
- Olá.
- Olá. - repito e ela sorri.
Me dou conta de que até um assunto surgir, irá demorar. Ela parece ser tímida, apesar de ser bem determinada quando quer algo.
- Você quer fazer alguma pergunta sobre o tempo pra isso não ficar muito constrangedor?- pergunto e ela acena, achando graça.
- E então, hoje está meio quente não é?
- Nossa, super. Eu acho que nunca houve uma noite tão quente em Álamo. - ela fica em silêncio. - agora é aquela parte em que você me diz sobre seus pais, seus medos e aflições nos conflitos da vida.
- Você é mesmo bom nesse negócio de não deixar o assunto morrer, estou abismada. - ela zomba.
- Não é querendo me gabar, mas são muitos anos de comédia romântica na conta.

Ela se solta com o decorrer do tempo e me conta de fato sobre seus pais, sua irmã pequena e sobre sua faculdade de cinema. Quando chegamos no teatro, ela cumprimenta alguns amigos dela e vamos nos sentar nos nossos assentos marcados.
- Essa é uma daquelas peças conceituais em que a gente assiste e bate palma mesmo sem ter entendido nada?- questiono brincando, o que a tira um sorriso tímido.
- É exatamente esse tipo.
- Não! - finjo estar profundamente decepcionado.
- Juro. - ela ri- Mas se for muito ruim, pago sua bebida depois que sairmos daqui. - não tínhamos combinado nada depois daqui, mas pelo visto ela tem outros planos e por mim tá tudo ok.
- Então não vou gostar de jeito nenhum dessa apresentação.
- Feito. - as pessoas vão lotando os assentos e voltamos a ficar em silêncio.- queria te perguntar uma coisa.
- Claro.
- Sei que já te perguntei sobre ela... mas só queria ter certeza.
- Ela?
- A Grace. Vocês não têm nada mesmo? É por que não quero ser uma megera. Sei que você disse que não tem nada, mas sei lá.. qualquer um que vê vocês lá acha facilmente que são um casal. - minha garganta aperta. Eu e Grace ficamos um de frente pro outro, não temos nenhuma atitude de casal.
- É mesmo? Porque?- estava curioso.
- Ah sei lá... acho que o jeito que conversam, que dividem a comida e além disso, estão sempre juntos. Por isso perguntei. Mas quando ela sentou longe de você, achei que talvez tivesse dado errado. - ela ri tímida. - não vou bancar a ingênua, estou interessada em você mas se tiver algo entre vocês, pulo fora.
- Não tem nada entre a gente, só somos amigos.
- Tem certeza?
- Absoluta. Grace além de uma amiga, é noiva do meu melhor amigo.
- Ah. Então me enganei, mas só queria esclarecer as coisas.
Conversamos mais um pouco, dessa vez sem ser sobre Grace e a peça começa, e justo como imaginei é sem pé nem cabeça. Me desculpem pensadores contemporâneos e grandes artistas, mas não consigo ver sentindo em um cara nu pintando de amarelo vagar pelo mundo para descobrir o que é Ubuntu. Não faz o menor nexo, mas apesar disso estou olhando fixamente pro palco. Phoebe toca minha coxa e acaricia minha perna enquanto continua assistindo tranquilamente a peça, e em um dado momento, vira a palma da mão como se esperasse que eu colocasse a minha na sua.Ok, eu poderia gostar dela, ela é divertida, engraçada e não liga de fazer o que está afim, mas por enquanto, eu gostaria de ir devagar. Quando estamos na metade da peça, meu telefone toca. Todos sentados próximos a nós dois me fuzilam como se eu tivesse acabado de dizer que era fã de Hitler. Quando olho o visor, vejo o nome de Grace. Não queria deixar Phoebe sozinha e sair para atender, então recuso e começo a mandar mensagem, mas antes de terminar de escrever Grace retorna.
- Desculpa, vou ter que atender. - Phoebe acena e eu saio rumo à entrada.
- Grace?
- Ethan! Preciso que você venha aqui!
- O que? Agora, Grace?
- Aí meu Deus, ela.. ela engoliu alguma coisa e tá inerte aqui no chão. Ethan, o que eu faço?!
- Ela quem? O que tá acontecendo Grace?
- A minha cachorra, minha cachorra Ethan, ela... ela tá parada no chão sem mexer, ela comeu tudo o que tava no lixo, O que eu vou fazer?! Eu tô sem carro e ela é muito pesada pra mim! Meu Deus. Ela tá muito mal, Ethan. E se ela morrer? - Grace estava desesperada.
- Eu to indo aí. - desligo o telefone e vou até Phoebe explicar que Grace está com uma urgência. A cara que ela faz quando ouve o nome dela, não é nada boa, mas não a julgo. Estou interrompendo nosso encontro pra ir atrás da mulher que ela acha que tem algo comigo.
- Eu vou recompensar você ok? - digo baixinho para não atrapalhar a peça horrível.
- Tudo bem.
- Prometo a você, peço desculpa por sair assim, mas ela tá sem carro e realmente precisa da minha ajuda.
- Tudo bem, tá tudo bem. - antes que eu saia, ela se despede com um selinho e volta a olhar pra peça. Sem muito tempo pra analisar tudo isso, volto pra entrada e dirijo o mais rápido que posso até a casa de Grace. Assim que chego, ela abre a porta dos fundos e me conduz até a cozinha. Lolita está com os olhos abertos mas sem reação, estirada no chão.
- Vou carregar ela até a picape, pega o que for preciso. - coloco ela no banco de trás e Grace vai junto, o tempo todo mexendo na sua cabeça de pêlo. Ela sussurrava pra ela palavras  carinhosas enquanto íamos até o veterinário. Olhava Grace pelo retrovisor e tudo oque eu via era pânico. Acho que Grace já estava cansada de perder coisas.
- Ela vai ficar bem, Grace. Prometo a você.
- Ela tem que ficar Ethan. Ela é tudo... - sua voz se abaixa quase inaudível - que me sobrou.
Entramos no veterinário e a carreguei até a mesa do consultório. Grace explicou pra ele que ela já é mais velha e sempre teve a mania de comer objetos e revirar o lixo, e ele afirma pra ela que agora, com a idade avançada desse jeito pra um cachorro, tudo passa a ser um risco pra ela e que Grace não pode deixar de jeito nenhum se repetir oque aconteceu hoje. Ela escuta e depois ele nos pede pra sair da sala. Nos sentamos na sala de espera, e Grace parecia atordoada.
- Não quero que ela morra Ethan, não sou descuidada. Só... não vi ela fazer isso. -Grace força até o seu limite pra que a água acumulada nos olhos não desça - Ela é minha companhia. Só tinha ela quando perdi tudo e continuo tendo ela, não posso perder mais nada.
- Ela não vai morrer, já disse que não.Prometo à você.- ela ri num riso fraco e sem vida.
- Você adora prometer coisas que não sabe se vai realmente dar certo.
- É porque não aceito o contrário. - faço algo imprudente mas que naquele momento, parecia certo. Passo os braços em volta dela e deito sua cabeça em mim. Grace luta para não chorar, e sua tensão vai se dissipando conforme ela fica apoiada em mim.
- Desculpa ter estragado seu encontro.
- Não tem problema.- e eu estava sendo sincero.
Ficamos cerca de uns quarenta minutos sentados ali. O médico veio, falou que precisou fazer lavagem e que agora ela estava sedada, que precisaria ficar até amanhã pra ser monitorada. Grace soltou um suspiro de alívio tão grande que parecia que ela tinha tirado uma tonelada das costas. O médico a instruiu a tirar tudo o que seja plástico ou papel do descarte comum, por que ela iria comer novamente e o mesmo iria acontecer. Ela é uma cachorra de idade e precisa de uma atenção ainda maior. Grace retornou para Evan dentro do carro, avisando de Lolita. Quando chegamos na sua porta já eram quase onze da noite. Grace parecia muito mais calma, bem diferente de quando estava quando cheguei.
- É a primeira vez que vou dormir sozinha. - ela suspira, olhando na direção da casa com pesar.-Mesmo antes de Jake ir, ou Evan estar aqui, ela já me fazia companhia. Não sei se vou consegui dormir sozinha assim. - minha cabeça está me dizendo repetidas vezes "não fale bobagens" mas raramente eu me ouvia.
- Quer que eu fique aqui? - Grace arregala os olhos redondos pra mim.- posso ficar no seu sofá de novo.
- Tem certeza? - Deus, estou me afundando e peço que você entenda.
- Claro. Somos amigos, seria como uma noite do pijama.- dou uma piscadela e ela ri.
- Você quer ir na sua casa, buscar algo pra vestir, e usar amanhã?
Ela sabe que estamos rompendo fronteiras aqui. Ela parece não se importar.
- Não precisa. Amanhã cedo antes de irmos pro trabalho eu passo em casa.- ela concorda -Você abre a garagem pra eu por o carro? - Grace desce e eu penso se a atitude correta seria correr pra minha casa. Concluo que sim, mas entro com o carro na sua garagem.
Eram quase onze e meia e Grace foi pra cozinha fazer algo para comermos.
- Vinho? Numa terça à noite?
- Eu estou te devendo uma. Provavelmente você nem comeu quando saiu correndo do seu encontro. Literalmente. - Grace pisca e eu começo a rir. Ele coloca duas taças sob a mesa de centro e um saco de salgadinhos.
- Você é tão refinada Grace, vinho e Cheetos.
- Ei, não reclama não, é o que tem na dispensa.
Grace liga a televisão e começamos a ver Cake Boss. Depois Grace me faz assistir o vestido ideal e terminamos a primeira garrafa de vinho. Eu não tinha bebido tanto assim, mas Grace certamente já tinha bebido o suficiente. Ela levanta pra pegar outro e eu intervenho.
- Amanhã não é sábado pra você ficar de ressaca. Pode parar aí. - Grace ri como se fosse uma criança levando sermão.
- Tá bom mãe, Vamos dormir então?
Grace me leva até o quarto de hóspedes do lado do seu, apesar de eu ter me oferecido pra ficar no sofá. Ela ajeita rapidamente o lençol, coloca uma colcha na cama e vai até seu quarto, voltando com uma blusa larga meio surrada.
- Evan deixou algumas roupas aqui, se quiser usar pra dormir.
- Não, eu não costumo usar...
- Roupa? Também não gosto de dormir de roupa. - de forma alguma irei mentalizar isso. De forma alguma. De forma alguma irei pensar que Grace está dormindo nua ao lado do meu quarto. - eu aceno confirmando e ela dá de ombros.- então tá. Boa noite, Ethan.- Grace sai e a vejo entrar no seu quarto. Vou até o banheiro do corredor e fico apenas com a calça que eu já estava dormindo, não há a menor chance de dormir na casa dela como eu estava acostumado. Assim que volto do banheiro, ela está sentada na minha cama vestindo apenas uma blusa grande do time de Hóquei da faculdade. A blusa era de Evan e certamente ficava melhor nela.
- Achei que já tinha ido dormir. - não consigo parar de olhar para Grace. Seu cabelo estava pendendo nas costas, e seus seios formavam uma taça dentro da blusa, e pra piorar tudo, ela estava sem sutiã. Grace tem ideia de como aquilo é uma tortura lenta pra qualquer um? Afasto meus pensamentos impuros sobre ela.
- Não sei por que te liguei. - ela diz por fim. Já vi Grace bêbada e sabia que ela não estava tão alta assim pra não saber o que estava dizendo.
- Oi?
- Eu liguei pra você, Ethan. Poderia ter ligado pra Aubrey... poderia ter ligado pra minha mãe. Sei lá. Eu liguei pra você. - já tinha tomado meu tempo pensado nisso, dentro do carro antes de chegar na sua casa pra levar Lolita, mas não como um problema, afinal, amigos ajudam os outros não?- eu acho que estou em problemas.
- O que você quer dizer com isso?
- Sem eufemismos, Ethan?
- Sem nenhum. Me diz exatamente o que você quer dizer.
- Não queria que você saísse com ela.
- Ok... mas você precisava de ajuda, então não é tão ruim assim.
- Dá pra parar de tentar amenizar a situação?Eu fiquei feliz de te tirar desse encontro porque... não queria você lá e isso é egoísta. - caminho até ela e me sento no baú em frente à cama, próximo às suas pernas.
- Por que você não quer que eu saia com ela? - Grace suspira.
- Eu acho que se eu disser, ferramos com tudo de vez.
- Mas diz. Talvez eu possa te ajudar.
- Você não pode.
- Fala o motivo.
- Eu não... eu não consigo imaginar você trepando com ela, tá legal?- ok. Aquilo me acertou em cheio.
- Por que não?
- Escuta, eu vou dizer e ir pro meu quarto. E você não vai se importar com isso, por que é algo idiota. Amanhã você vai sair com ela de novo.
- Tá Grace. Diz logo o que você quer dizer.
- Promete que vai sair com ela.
- Prometo. Diz logo.
- Eu acho que somos bons amigos, e podemos consertar esse meu pequeno devaneio...
- Diz logo, Grace.
- Eu passei o dia tentando não pensar em como seria sair assim com você, não como a gente costuma sair.- sua voz fica ainda mais baixa e rouca e eu luto pra ficar firme onde estou. - e o pior Ethan, é que não é só de um jeito romântico. Estou tentando arduamente não pensar em como deve ser...- ela para e desiste  no meio da frase - Boa noite,Ethan.- Grace se levanta da cama num salto e some no corredor. Escuto sua porta batendo e eu vou atrás.
- Grace. Abre a porta, a gente tem que conversar.
- Não temos o que conversar. É uma merda tudo isso, mas não temos o que conversar e eu não quero abrir a porta pra você Ethan.
- Como assim? Você está com medo de mim? Só queria conversar sobre oque você me disse.
- Jamais teria medo de você. Nunca tive. Tenho medo de mim e das coisas que tenho pensando. Não posso fazer isso, Ethan.
-  Eu quem não posso fazer isso com ele, Grace. - eu tenho total ciência de como meu corpo reagiu a isso, e estava lutando com o pouco de autocontrole que me restou.
- Nós não vamos fazer nada com ninguém, já passou.
- Você deve estar com raiva do que aconteceu, só isso. - rezava por dentro pra que eu estivesse errado- Você quer se vingar do beijo pensando isso, mas não acho que seria a melhor solução e nem o que você quer, você bebeu um pouco, isso está confundido você.- Grace parece irritada. Ela abre a porta e aponta o dedo indicador no meu peito.
- Não estou pensando em nada por vingança. Eu sequer pensei no que aconteceu com ele Ethan, e eu não estou bêbada. Só estou com coragem a mais que o normal pra dizer tudo isso. Você precisa me ajudar tá legal? Não quero mais pensar em você assim.
- Grace...
- Eu disse que não seria uma boa te contar.
- Não foi mesmo. - eu suspiro. - Olha, eu vou sair do seu quarto e se eu voltar, você não abre ok? Independente do que eu disser, mesmo que você queira abrir, não abre. - a respiração de Grace fica pesada. Seu peito sobe e desce denso.- preciso ficar no meu quarto.
- O que nós vamos fazer?
- Não sei. Precisamos focar em outras coisas. Você em Evan e eu em Phoebe, é o que vamos fazer. Só estamos achando que tem algo entre nós porque passamos o dia juntos e... e estamos sozinhos. Vou pro meu quarto, ok? Boa noite.-eu me viro andando em direção à porta e Grace murmura algo.
- Eu sou a única? - Grace diz baixinho, como se desejasse que eu não escutasse com clareza.
- Oi?
- Sou a única que teve esse tipo de pensamento? Me sinto horrível por isso, mas é difícil Ethan, parece que tem alguma coisa entre a gente que... é difícil explicar. É só minha carência? Ou porque passamos muito tempo juntos? É tesão? química? sei lá. - aquilo estava acabando com ela, era visível no seu semblante que ela precisava acabar com isso.
- Você não vai querer saber, vai por mim.- sigo meu caminho. Temo que se eu começar a dizer tudo o que tenho sentindo por ela, as coisas irão ficar de um jeito que não tem mais volta. Se é que ainda tem.
- Ethan? - ela me chama - por favor, só me fala.
- Você não é a única, já faz tempo que não é a única a se sentir assim.
- Não? - ela se aproxima mais. - O que você tem pensado, Ethan? - cacete. Eu não poderia estar mais excitado do que estou agora, e isso não é bom. Costumo pensar menos do que quando estou completamente normal.
- Grace..
- Nós não vamos fazer nada. Só não quero me sentir culpada sozinha, eu o amo, Ethan, mas preciso parar de ter essas ideias sobre você. O que Você pensou em mim?
- No que isso irá ajudar?
- Vamos ser sinceros um com o outro, talvez ajude. O que você pensou sobre mim? - Grace sabe que sua respiração está ofegante enquanto finge estar tranquila? já cruzamos todas as linhas que podíamos cruzar. Eu suspiro e me aproximo dela. Ficamos centímetros um do outro quando eu me inclino até seu ouvido.
- Já pensei tantas vezes em você, Grace. Me sinto ridículo por todas as coisas que pensei sobre você. Juro que não é por querer, eu tento mas...
- Eu quero ouvir. - ela fica na ponta dos pés até sua orelha ficar rente à minha boca. É um caminho sem volta.
- Penso sobre você em cima de mim, enquanto entro fundo em você. Tenho vontade de beijar você toda vez que você ri do seu jeito exagerado, penso em tocar seu corpo toda vez que você me abraça e penso sobre como seu cabelo ficaria bagunçado e jogado no meu travesseiro pela manhã. -Grace geme. Puta. Que. Pariu. Ela arfa como se estivéssemos vendo pornô.
- Vou sair do seu quarto. Agora. - Grace me segura pelo cós da calça.
- Não. Fica.
- Não vamos fazer nada, Grace. Por mais que eu queira. Não somos esse tipo de filhos da puta.
- Vem pra minha cama? - ela quase suplica- só dorme comigo.
- Você sabe que não vai ficar só nisso. - estamos arfando como se tivéssemos corrido a São Silvestre.
- Ethan.- Sua cabeça se apoia no meu peito e antes que eu responda, Grace beija a pele quente. Eu gemo baixo com o contato. Aquilo só podia ser o céu. Não tenho mais um pingo de vontade de sair dali. Ergo Grace no meu colo e coloco as suas pernas envoltas em mim, sigo até a cômoda. Quando sua bunda  senta no móvel gelado, ela geme de novo. Grace desabotoa minha calça e eu a interrompo. Eu preciso dela antes. Tiro sua blusa e quando seus seios saltam pra fora, gemo de antecipação. Grace é a coisa mais bonita que eu já vi. Suas mãos puxam minha cabeça até encontrarem seu mamilo rijo. Eu a chupo forte e consigo ouvir nossos gemidos ecoando pelo quarto. Nunca quis algo como eu queria Grace agora.
- Preciso tanto disso, Ethan. - não. Eu certamente preciso muito mais de você do que o contrário. Sua mão tateia meu rosto e assim que toca minha boca, me puxa do seu seio e sinto a sua boca na minha logo em seguida. Beijo Grace como se ela fosse uma pintura frágil e delicada, porque aquele momento não parecia ser real. Queria ficar nele pra sempre, porque sei que quando acabar, acabou de vez. Então, estou sim prolongando o inevitável, mas os planos dela são outros. Sua boca me devora como se não houvesse amanhã, ela morde meu lábio inferior com tanta força e desejo, que não ligo pra dor. Nos perdemos um no outro. Quase não há intervalos, estamos consumindo um ao outro com pressa.
O celular toca. Eram quase uma da manhã e o celular dela toca. -  Grace se solta e desce correndo até a mesa ao lado da cama, onde havia o deixado. Ela parece ter despertado algo na sua cabeça quando pega o celular e lê o visor. Ela empalidece.
- É ele. - Grace está seminua quando me afasto e ela atende. - o-oi. - ela luta pra sua voz ficar sair calma. Me sinto pior do que já me senti toda a minha vida.
- Sim. Nossa. Eu liguei mesmo. É porquê... você pediu pra avisar quando chegasse. Já cheguei. Um pouco. Só bebi um pouco. Sim Evan, ela vai ficar lá. Sim, estou bem. Sim. Ok, está bem. Uhum. Também te amo. - Grace mal consegue me olhar enquanto fala ao telefone. Não a espero terminar a ligação. Eu saio do quarto, e rezo pra que Grace continue no dela.

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