quatre-vingt-un ❇ gifts

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𝙩𝙝𝙞𝙧𝙙 𝙥𝙚𝙧𝙨𝙤𝙣

Giselle arrumou o vestido preto em seu corpo e subiu a meia-arrastão pelas suas pernas enquanto colocava a bota de cano curto, igualmente preta. Talvez aquela não fosse a cor de roupa mais adequada para o Natal, mas ela não estava preocupada com isso. Ela só queria comer e estar com sua família e seu namorado.

— Você está linda. — Jack a abraça por trás e dá um beijo na curva do seu pescoço — Se não tivesse tanta gente na sua casa nós poderíamos estar nos divertindo agora.

Ela sabia bem o que "se divertir" significava e talvez por isso, um sorriso um tanto malicioso surgiu em seu rosto.

— Vai ficar na vontade... — ela sussurrou, enquanto passava a ponta de sua unha pela nuca do garoto fazendo ele a querer ainda mais, mas ele não poderia arriscar. Queria causar uma boa impressão do começo ao fim para a família Deschamps e se eles fossem pegos... — Você também está lindo, amor.

Jack usava uma calça jeans e um moletom vinho. Parecia simples, mas para Giselle ele era o homem mais estiloso do mundo.

Eles desceram de mãos dadas e viram na sala de jantar, todos sentados na mesa. Não eram muitas pessoas, dois tios e duas tias de Giselle, seu pai, sua avó, Emma, Lily — outra prima dela que já estava beirando os trinta —, seu marido e três crianças menores.

Eles se sentaram lado a lado e começaram a conversar com todos, enquanto iam saboreando algumas coisas. Deviam ser quase meia-noite quando a avó Deschamps pediu silêncio na mesa e disse:

Queria agradecer a todos que dedicaram tempo e dinheiro para estar hoje aqui. Sei que Natalie também estaria muito feliz de estar aqui conosco e seja onde ela está, sei que está contente e orgulhosa, principalmente da Giselle. — a garota abre um enorme sorriso, sentindo seus olhos começarem a lacrimejar ao ouvir o nome da mãe — Um ótimo natal a todos e que o Ano Novo de vocês seja perfeito também. Vamos brindar?!

Todos concordam, levantando suas taças com champanhe ou suco e Jack vendo que aquilo era um brinde faz o mesmo. Em meio a sorrisos, eles batem suas taças uma nas outras e dão um gole.

— Feliz natal! — Giselle exclama e sorri, agradecendo aos céus por estar naquele momento tão especial e feliz.

Todos finalmente começam a comer a ceia de Natal e deliciando aquela receita de família. Principalmente Emma que dava um mordida e elogiava, já bêbada. Ela havia tomado quase toda garrafa de vinho e mesmo bêbada insistia em beber mais champanhe.

Ela se levantou da cadeira um pouco desequilibrada, dizendo que ia ao banheiro e assim sumiu da visão de todos. Provavelmente foi vomitar todo seu almoço e jantar.

— Vamos abrir os presentes? — tia Sarah pergunta após todos terminarem de comer e se levanta, animada.

Todos se reúnem em volta da árvore e se sentam no chão em perna de índio e as crianças com suas mãos velozes agarram os presentes com seus nomes e rasgam as embalagens e é ali que Jack percebe que esqueceu o presente de Giselle em sua mala:

— Oh, eu esqueci meu presente! Volto já, Elle. — ele dá um beijo em seu rosto e se levanta rapidamente, subindo as escadas correndo. Estava ansioso para ver sua reação ao presente que ele havia comprado antes deles irem viajar e estava guardado a alguns dias.

Ao passar pela segunda porta do corredor, ele ouve o som de alguém vomitando e curioso, segue o som. Tem a visão de Emma, soltando tudo no vaso sanitário e decide ajudá-la, segurando seus cabelos.

— Saí daqui, Jack! Eu estou vomitando. — ela diz com dificuldade.

— Me deixe te ajudar, Emma. — ele diz e após a mesma vomitar tudo, se joga para trás, dando a descarga — Não devia ter bebido tanto.

— Natal é estressante. — ela diz, se levantando também e pega uma escova de dentes vermelha, começando a escovar seus dentes — Não acha?

— Depende onde e com quem está. — ele responde, olhando seus sapatos.

Emma, após ter se livrado daquela sensação ruim, se virou para Gilinsky. Ela não podia negar que desde que o viu sentiu uma enorme atração por ele, já que o mesmo fazia exatamente seu tipo e ela sabia o que ele tinha de melhor. Mas Gilinsky não tinha olhos para mais ninguém, então não olhou com segundas intenções para a Deschamps mais velha.

— Porra, Jack, você não sabe a vontade que eu estou de te beijar. — ela admitiu, ainda um pouco alterada e sem nem dar tempo de Jack formular uma frase aproximou seu rosto do dele, que conseguiu desviar a tempo fazendo a mesma dar um beijo no canto de seus lábios.

— Emma! — ele disse após o ato da mais velha e antes de começar a discutir com ela, ouviu a voz da garota que ele amava mais que tudo:

— Então era esse o presente que você queria me dar, Jack?

O mesmo virou para trás, vendo na porta do quarto Giselle com seus olhos marejados e uma face de repulsa e nojo.

Como ele poderia explicar que ela estava ali no lugar e hora errada?


um capítulo pra vocês lerem na aula bjs

𝗣𝗔𝗥𝗞𝗢𝗨𝗥, gilinsky [✓]Onde histórias criam vida. Descubra agora