What is happening, Justin?

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Assim que Justin me beijou, demoramos alguns segundos pra finalizar o beijo e então, ele se deitou no sofá, colocando a sua cabeça no meu colo. Comecei a massagear os seus fios loiros e o vi de olhos fechados. Ele parecia tão exausto e confuso. Eu queria perguntar o que estava acontecendo, mas eu também tinha uma sensação ruim. Imediatamente, quando me dei conta da sensação ruim que eu sentia, me veio algumas cenas da nossa saída da boate. Os paparazzi. Os flashes. As pessoas que não estavam lá pra dar força ao Justin e sim esperando que ele caísse.

Talvez a vida de Justin Bieber não seja tão fácil quanto parece. Ser famoso tem sim suas vantagens, mas acredito que quando falamos sobre os prejuízos que a fama pode trazer pra vida de uma pessoa, sim, são terríveis prejuízos.

Justin Bieber estava um caco. Havia milhares de pessoas ao seu redor, mas, em todas as vezes que eu lhe encontrei, todas as poucas vezes que eu fui pra sua casa, nenhuma delas Justin parecia ter companhia. Em todos os instantes ele esteve sozinho, e talvez isso seja um motivo pelo qual definitivamente ele esteja enlouquecendo.

Encostei a minha cabeça no encosto do sofá e fitei o teto. O único barulho presente naquela imensa mansão era de nossas respirações. Não havia vozes, tão pouco barulho de passos. Abaixei o meu olhar pela última vez, tendo a visão completa de Justin deitado no meu colo com os olhos fechados. Eu podia dizer que ele estava morto naquela posição, mas a única coisa que me garantia que ele ainda estava vivo era o seu peito que fazia movimentos de respiração.

Eu queria poder salva-lo, mas quando a palavra salvação vinha na minha cabeça, eu podia escutar uma voz áspera e irônica gritar: ''nem mesmo você está salva, Abbie!''.

Bufei impaciente, encostando a minha cabeça novamente no sofá e fechando os meus olhos por alguns segundos. Por ter tantos problemas em mente e querendo ainda mais solucionar cada um, eu esqueci que eu corria um risco ainda maior assim que eu fechasse os meus olhos. Mas não temi, tão pouco me recordei do que era, apenas fui pra outra dimensão.

[...]

Sim, eu sou totalmente burra. Pode me xingar. Pode dizer o que quiser, eu concordo plenamente.

Não tive noção de quantas horas eu cochilei, meia hora, duas horas. Eu só acordei desnorteada da vida e confusa. Olhei ao meu redor por não reconhecer aquele ambiente e quando me dei conta de onde era, dei um pulo, olhando para o meu colo pronta pra ver Justin ainda deitado ali, mas não, nem se quer havia sinal dele.

Olhei ao redor da sala e as luzes do abajur ainda continuavam acesas. Me levantei do sofá e devagar, andei até a saída da sala e pela escadaria da mansão avistei uma pequena luz acesa em algum cômodo no andar de cima.

Ele estava lá. Só podia ser ele. Não havia mais nenhuma alma viva quando chegamos naquela mansão a não ser empregados ou o próprio Justin.

Fiquei olhando por alguns segundos pra aquela luz e pensando no que fazer. Eu não queria ir embora, mas também não queria subir. Era íntimo do Justin e eu não tinha o direito de quebrar a sua privacidade. Mas...

- Merda. - Sussurrei.

Ele já estava mal quando deitou no meu colo. E se...

Bufei irritada, deixando a educação e todas as regras que Scott havia me dado sobre ''como não desapontar os clientes'' e andei em direção aquela enorme escadaria marfim. Comecei a subir a mesma, andando em direção ao cômodo onde vinha a luz e parando na porta em instantes.

- Justin? - O chamei cautelosamente.

Silêncio. Não obtive respostas.

- Justin, você está aí? - Perguntei mais uma vez.

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