23. Minha Caçadora Preferida

938 63 130
                                    

(Atenção ! Os capítulos 23 e 24 foram postados ao mesmo tempo. Se não recebeu as notificações, volte ou avance para ler os capítulos.)

STILES

Uma mosca pousa no meu nariz e eu passo a mão ali, querendo espantá-la e voltar a dormir.

Continuo de olhos fechados, sentindo que estava caindo no sono novamente quando a desgraçada retorna, entrando com tudo no meu nariz.

Engasgo e arregalo os olhos, levantando e quase pulando na cama. Coloco o dedo em uma das narinas e forço o oxigênio para baixo, desesperado para tirar a mosca do meu nariz.

Repito o movimento com mais força, várias vezes, até a mosca sair junto com alguns detritos nasais. Pego a infeliz e jogo pela janela, esperando que ela morra com a queda.

Esfrego o nariz e olho para baixo, notando que eu estava pelado, debaixo do cobertor.

Paro na mesma hora e volto a arregalar os olhos quando eu vejo a Lydia dormindo do meu lado, também nua.

Deito novamente e olho para o teto, chocado.

Nossa.
A noite de ontem ...
Aconteceu mesmo.

Uau.
Eu transei.

Quer dizer ... eu sou uma pessoa que transa agora.

Suspiro, sentindo o meu corpo meio pesado. Olho para a Lydia, já sabendo que ela era a causa disso.

Por isso, eu dormi que nem uma pedra ontem. Deixar ela humana por muito tempo era maravilhoso, mas também me deixava muito cansado.

Me aproximo, vendo a Lydia dormir pela primeira vez em 559 anos.

Ela devia estar aproveitando para compensar o sono atrasado.

Mas, nossa ...
Como ela era linda ...

Lydia se remexe na cama, abrindo os olhos verdes em seguida, bem lentamente.

- Hm ...

- Bom dia. - Falo, perto do ouvido dela.

Lydia se vira e tem a mesma reação que eu tive, apesar de nenhuma mosca ter entrado no nariz dela.

Lydia suspira, colocando a mão na testa e olhando para o teto, absorvendo tudo o que aconteceu.

- É, eu sei. - Falo, imaginando o que deveria estar passando na cabeça dela naquela hora. - Está arrependida ?

Lydia me olha, ainda pensativa.

- Eu fui mal, não é ? - Falo, paranóico. - Quer dizer, dizem que a primeira vez é meio ruim, mas eu não achei.

- Stiles.

- Eu sei que ele é meio tortinho para a direita. - Olho para a minha cintura. - Mas tem jeito pra tudo nesse mundo ...

- Não, não é isso. - Ela fala, com a mão na testa. - Eu ... eu tive um sonho.

Olho para Lydia, surpreso.

- Você teve um sonho ? - Falo. - Vampiros não devem sonhar, não é ?

- Não. Só humanos sonham. - Lydia fala, ainda pensativa. - Mesmo sendo humana agora, eu nem sabia que podia transar. Quanto mais, sonhar.

- E como foi ? - Pergunto.

Lydia olha para o teto, lembrando.

- Eu era só uma criança. Devia ter uns 6 ou 7 anos. - Ela fala. - Era o meu aniversário.

Olho para Lydia, ainda surpreso, enquanto ela continua contando.

- Eu morava na Inglaterra. Em uma fazenda, bem afastada da cidade. Não tínhamos muito dinheiro, então o meu pai me deu uma rosa vermelha. E eu ... eu sorri. Eu estava feliz. Pra mim, era o melhor presente do mundo.

Lua de SangueOnde histórias criam vida. Descubra agora