Purgatório - dia 3 (parte 2)

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Continuando...

Leiftan P.O.V

Simon Guardian. Ele é Simon Guardian. Ele é o irmão mais velho de Katie, que deveria estar morto, mas meio que está...

Isso explica muita coisa, como ele ter explodido em fúria uns minutos atrás, e que ele se importa tanto com Katie.

Kaiot me liberta da energia sombria.

- Eu não queria ter feito isso... Estou virando um louco. - ele diz, e entra no Q.G, deixando o próprio neto desmaiado.

Por que Simon tem tanto ódio do próprio avô? E o que será que Kaiot quer explicar...?

Me aproximo de Simon, e encosto seu corpo numa árvore. Ele vai ter que me explicar muita coisa ao acordar...

- Sim, eu sei... - Simon acaba acordando, e diz, fraco - Eu me regenero rápido...

- Então, você é o irmão da Katie?

- E, pelo visto, você é meu cunhado, não é? - ele sorri, levando a brincadeira essa situação.

Engulo seco essas palavras.

- De um certo modo, é... Mas não é a hora de falarmos sobre a minha relação com a Katie.

- Tá. - ele bufa - Não quis contar nada sobre meu passado, pois além de ser irrelevante para quebrarmos essa maldição, eu não gosto de falar do assunto...

- Mas, por que você não conseguiu encontrar a paz...?

- A Morte quis me manter aqui - ele admite - pois "O futuro de Eldarya depende de você e sua irmã, e cada um de vocês devem agir em "planos"diferentes." Palavras dela, não minhas. E quando morri, ela acabou me dando parte de seus poderes, e me tornei um Senhor da Morte.

- Eu já ouvi falar sobre essa lenda... - digo - Mas, os Senhores da Morte não são condenados a viverem a eternidade levando as almas para o céu e o inferno?

- Apenas os que FAZEM o ritual para se tornarem um. - ele explica - Como eu fui obrigado a isso, a Morte é menos rígida comigo.

- E tinha que ser justamente você a "agir" no Purgatório?

- Sim. Por que eu descobri mais coisas do que a Katie, as mesmas que ela vai descobrir daqui um tempinho...

- Como? - pergunto.

- Você provavelmente sabe da Primeira Prova, a que ela fez para provar o seu valor aos Dragões. - concordo com a cabeça - Eu falei com Fáfnir, e apareci nessa prova...

- Mas você não está morto? Como você conseguiu falar com Fáfnir...?

- Ele possui uma enorme ligação com o Mundo Espiritual, incluindo com aqueles que estão "em espera". - Simon explica - Enfim, eu apareci nessa prova, só que na minha forma de 10 anos, não a de 25 que está lhe contando tudo agora... - ele ri - Sinto muita falta dela, e foi meio estranho ver ela quase o dobro do meu tamanho de quando eu era pequeno...  Estou fugindo do assunto, desculpe... - ele dá uma pequena pausa - Nos últimos segundos da prova, lhe disse sobre...

- O postêr... - completo sua frase.

- Estão, você já deve ter descoberto a importância daquilo para Katie entender tudo... Sobre a minha morte, sobre a morte daquele idiota caduco... E sobre...

Ele corta sua própria frase.

- Sobre o que Simon?

- Isso eu falarei quando retornar, pois todos daquele Q.G precisam saber disso... - ele diz, convicto.

- Uma coisa que eu não entendi, foi o motivo para tamanho ódio entre você e seu avô...

- Virou o FBI agora? Quantas perguntas...! - ele diz, um pouco aborrecido.

- FBI? - mas que raios é essa coisa?

- Esqueci... Coisa de humano... - Simon sorri.

- Eu acho que você deveria ouvir Kaiot. Seja lá o que for que ele queira te contar... - falo, com sinceridade.

- Mas nem pensar! - Simon fala, zangado. - Eu já sei qual é o assunto que ele vai querer voltar, e eu NUNCA O OUVIREI SOBRE ISSO.

Simon se levanta, e pega sua foice, que estava jogada na grama. A concerta, e usa sua energia aengel para também concertar o campo da batalha entre ele e o avô.

- Bem, vamos continuar tentando quebrar essa coisa? - ele atrai a caixa de metal para sua mão. Deve ser um dos poderes que a Morte lhe concedeu.

Quando eu iria responder...

Uma mulher apareceu.

Ela aparentava ter uns 45 anos, e possuia longos cabelos negros, mas com um brilho violeta, que acentuavam seu rosto um tanto magro. Seus olhos azuis-violeta também ressaltavam sua beleza. Eu conseguia sentir sua aura de longe: ela era uma aengel, com certeza...

Mas, como...?

- Er, quem é a senhora? - pergunto.

- Com quem você... - Simon se vira, e uma expressão chocada assume seu rosto.

Ele fica pálido, lágrimas ameaçam rolar pelo seu rosto, e acaba derrubando sua foice e a caixa. Sua voz sai tão fraca, que o menor ruído atrapalharia a compreensão da única palavra que saiu de sua boca:

- M-Mamãe...?

Continua...

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