CAPITULO 17

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Essa parte está cheia de tensão e provocações entre Camila e Luan, o que combina perfeitamente com a dinâmica deles. Vou reforçar o tom ardente e a química, mantendo a personalidade forte da Camila e o jeito provocador do Luan. Vou reescrever com um toque mais refinado e sensual, sem perder a intensidade da cena.

Aguenta aí que já te trago a nova versão!

O quarto estava mergulhado em penumbra quando Camila despertou, sentindo o calor do corpo de Luan ainda colado ao seu. Ela piscou algumas vezes, tentando ajustar a visão à pouca luz, até que notou o céu já escuro através da janela. Seu coração disparou.

— Meu Deus! A gente perdeu a noção da hora. Meu pai pode chegar a qualquer momento! — disse, sentando-se apressada na cama.

Luan, ao contrário, permaneceu relaxado, apoiado no cotovelo, um sorriso preguiçoso brincando nos lábios.

— Relaxa. São só seis horas. E eu já me certifiquei de que eles ainda estão em "reunião".

Os olhos dela estreitaram.

— Como assim? Você armou isso, Luan?

Ele franziu a testa, claramente ofendido.

— Claro que não. Não preciso armar nada pra ficar com mulher nenhuma.

Camila suspirou, percebendo o tom irritado na voz dele.

— Me desculpa, não quis dizer isso.

— Se quer saber, eu não mandei meu pai convidar o seu para beber. Ele foi porque quis. E o seu pai está em um restaurante com meu pai e alguns dos meus empresários. Eu só mandei mensagem pro Rober perguntando se a "reunião" já tinha terminado. Só isso.

A resposta veio seca, e Camila percebeu que havia tocado num ponto sensível. Mas o orgulho não a deixava dar o braço a torcer.

— Já entendi. E já me desculpei. Agora, se puder me dar licença, gostaria de tomar banho, me vestir e organizar minhas coisas.

Ela se levantou, enrolando o lençol ao corpo. Luan a observou por um instante, os olhos escuros descendo pelo corpo dela com um brilho intenso, mas logo se levantou também.

— Vou te esperar lá embaixo.

— Não precisa. Eu tenho o endereço da chácara. Chamo um táxi.

Ele cruzou os braços, encarando-a.

— Eu dei minha palavra ao seu pai de que te levaria comigo. E eu cumpro o que prometo.

Antes que ela pudesse retrucar, ele saiu do quarto, batendo a porta atrás de si.

Camila revirou os olhos.

Quer saber? Vai esperar.

Foi direto para o banheiro e tomou um banho longo, bem mais demorado do que o necessário. Lavou os cabelos, passou uma máscara de hidratação e deixou agir enquanto esfoliava a pele com calma. Depois de quase quarenta minutos, finalmente saiu do chuveiro. Secou os fios com paciência, passando as mãos delicadamente pelas mechas, e só depois começou a se arrumar.

Optou por um look confortável e básico: calça jeans, camiseta e uma jaqueta de couro. Nos pés, um tênis.

Quando checou o relógio, percebeu que já havia se passado uma hora e quarenta minutos desde que Luan desceu.

Sorriu sozinha, imaginando a cara de impaciência dele no saguão do hotel. Pegou sua bolsa, a pequena mala e abriu a porta do quarto.

Só não esperava dar de cara com Luan, encostado no batente, de braços cruzados e uma expressão de poucos amigos.

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