CAPITULO 94

13 2 2
                                        

DOIS ANOS DEPOIS...

Era um almoço de domingo tranquilo, com o calor da tarde invadindo a casa dos pais de Luan. A mesa estava cheia, as risadas ecoavam pela cozinha e a brisa suave se misturava ao cheiro do churrasco que Amarildo, com seu jeito acolhedor, preparava na churrasqueira. As crianças estavam animadas, correndo pelo quintal, saltando de um lado para o outro, sob os olhares atentos de Luan, e Benjamin, que agora, mais maduro, com 14 anos, já não implicava tanto com os irmãos ainda pequenos, agora com 3 anos, Benjamin ao lado do pai observava atento as brincadeiras e as travessuras dos pequenos.

Camila e Bruna estavam sentadas na sala, conversando com Marizete, e entre risos e confidências, a conversa naturalmente se inclinava para a família e os próximos passos. A vida, para elas, era uma constante renovação. A felicidade das crianças, a união da família, e o quanto todos estavam ali, lado a lado, eram temas que elas apreciavam ao longo dos anos.

De repente, Luan entrou na sala com um sorriso discreto, mas cúmplice. Sem dizer uma palavra, ele se aproximou da televisão e começou a mexer no controle remoto.

— O que está acontecendo? — perguntou Bruna, curiosa, sentando-se mais ereta. — O que você está armando, hein?

Luan sorriu para a esposa, com um olhar misterioso.

— Nada demais, amor. Só... uma surpresa para todos.

Enquanto as imagens apareciam na tela, Bruna franziu a testa. Era um vídeo gravado do estádio, com a torcida vibrando, e o logo do time de Veiga sendo exibido em destaque.

— O que é isso? — Bruna perguntou, agora mais intrigada.

Luan olhou para a televisão com um sorriso nervoso. Ele sabia que ela ainda não fazia ideia.

O vídeo começou a focar em Veiga, que estava no gramado, olhando para as câmeras com um sorriso nervoso, mas cheio de sinceridade. A torcida, em pleno apoio, começou a gritar e aplaudir, enquanto o vídeo narrava uma história de amor, até que no final, Veiga apareceu de joelhos, olhando diretamente para a câmera.

— Bruna, minha amor... — ele começou, com a voz rouca, sendo captada pelo som do estádio.

Nesse momento, a sala ficou em completo silêncio. Bruna engoliu em seco, com os olhos brilhando.

A campainha tocou.

Luan insistiu para que Bruna atendesse a campainha, até que Bruna levantou-se e caminhou até a porta, ainda em choque. Quando abriu, ali estava Veiga, ajoelhado, com a mesma expressão intensa que a tela do vídeo havia mostrado, mas agora frente a ela. Ele olhou nos olhos dela, segurando sua mão.

— Bruna, você aceita se casar comigo? — ele perguntou, com toda a sinceridade do mundo, a voz quebrando de emoção.

Lágrimas começaram a cair dos olhos de Bruna, enquanto um sorriso aberto se formava em seu rosto. Ela o puxou para um abraço apertado.

— Claro que sim, meu amor. Claro que sim!

A sala explodiu em aplausos, e todos se aproximaram para celebrar aquele momento tão especial.

Depois de alguns minutos, todos já estavam na área externa da casa, as crianças agora, brincava na piscina com Luan e Veiga. E Benjamin, já apresentava sinais de cansaço...

— Acho que vou precisar de uma pausa daqui a pouco — comentou Benjamin, com uma risada abafada, observando os gêmeos se divertindo na água.

— Não se preocupe, Benjamin, você ainda é jovem o suficiente para aguentar a pressão — brincou Veiga, se jogando na piscina para se refrescar.

ABISMOOnde histórias criam vida. Descubra agora