CAPITULO 13

73 4 1
                                        

Uma semana depois, chegou a semana do Natal. Camila estava ansiosa para ver suas amigas, mas, ao mesmo tempo, não sabia como reagiria ao ver Luan aos beijos com sua namorada. Por isso, decidiu que não ficaria na chácara, indo com seu pai para o hotel. Ele ainda insistiu durante a semana para que ficasse com as meninas, mas ela não quis arriscar.

Assim que desembarcaram do voo, um carro estava aguardando com uma plaquinha com seus nomes. "Ele não desistiu mesmo! Eu disse que não havia necessidade..." Camila pensou consigo mesma.

Chegando ao hotel, o motorista informou que ficaria à disposição deles, mas seu pai insistiu em dispensá-lo, dizendo que passariam o dia no hotel para descansar da viagem. Trocaram telefones, e o pai de Camila afirmou que ligaria para ele no dia seguinte. Após o check-in, subiram para os quartos. Camila havia sugerido que ficassem em uma suíte dupla, mas seu pai preferiu que cada um ficasse em uma suíte separada.

Assim que entrou no quarto, Camila tirou o casaco e os sapatos, colocou a mala ao lado da porta e foi direto para o banheiro, ansiosa por um bom banho quente. Estava distraída com o celular quando abriu a porta do banheiro e se deparou com um "SURPRESA!"

— O que estão fazendo aqui? Eu ia ligar para vocês agora mesmo! — disse, abraçando as amigas.

— A gente só queria te fazer uma surpresa, amiga. Gostou? — Bia respondeu, sorrindo.

— Eu ameeeeeei!!! Ai, que saudade que eu estava!

— Nem me fala. A Itália é triste e fria sem vocês por perto.

— Own... Não diga isso, Bia, Verona deve ser linda!

— É, é uma bela cidade. Mas os europeus não são tão receptivos como a gente... Ainda não consegui me acostumar com as pessoas, o clima, e nem fiz muitos amigos.

— Nova York não é muito diferente. Eu só fiz amizade com uma garota até agora. E na empresa, todo mundo me olha torto, tirando o Kevin, que agora será meu chefe.

— É verdade! E o que aconteceu com aquele lance de vocês?

— Faz assim, liga na recepção, pede algo para a gente comer, que estou morrendo de fome! E me esperem tomar um banho que a gente já coloca o papo em dia.

— Tá bom!!!

Deixando as amigas jogadas na cama, Camila foi direto para o chuveiro. Não demorou muito; ela só queria relaxar um pouco após as 12 horas de voo.

— B1, B2, tem alguém aí no quarto?

— Eu! Tô aqui, amiga...

— Aí, entrei tão distraída que larguei minha mala lá na sala... Pega para mim? Preciso de uma roupa. — Camila pediu, ainda em seu roupão.

— Tá aqui!

— Obrigada, Bia!

— Olha o que chegou... — Bruna entrou no quarto com um carrinho de comida, toda animada.

— Graças a Deus! Tô com tanta fome que sou capaz de comer um boi inteiro hoje.

— Gorda! — Bia jogou um travesseiro nela.

— Sem brincadeira, meninas, hora de comer é sagrado.

— E de fofocar também! — Bia ironizou.

— Exato! Então, não enrola e começa a contar tudinho o que rolou nesse quase um ano que você passou fora.

— Depois é a sua vez, Dona Ana Beatriz.

— Minha vida na Itália andava mais parada que água de dengue.

ABISMOOnde histórias criam vida. Descubra agora