CAPITULO 16

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A reunião acontecia na ampla sala de conferências, com todos atentos ao debate sobre o projeto.

— Então, chegamos à conclusão de que será realizado um concurso cultural intitulado 15 Anos dos Meus Sonhos, correto? — Amarildo, pai de Luan, perguntou, observando os demais à mesa.

— Isso. Agora, precisamos definir as regras do concurso e o processo de escolha das vencedoras — respondeu o pai de Camila.

— Eu sugeriria um concurso com duas ou três etapas e uma final decidida por voto popular — opinou Camila, cruzando os braços.

— Concordo! — Luan se manifestou de imediato, acompanhando a sugestão dela. Camila conteve um suspiro. Se dissesse que o sol era quadrado, ele provavelmente concordaria também.

— Tudo bem, Camila, mas como funcionaria esse concurso? — questionou Amarildo.

Ela se ajeitou na cadeira antes de explicar:

— Minha ideia é conseguir o apoio de algum programa de TV para divulgar o concurso e realizar as duas primeiras fases com jurados convidados. A terceira etapa seria decidida por voto popular, feito por meio de um aplicativo ou de um link no site oficial.

— Acho que envolver televisão pode ser algo muito chamativo... Que tal usarmos o canal do Luan no YouTube? — sugeriu Joana, diretora de mídia do cantor.

Camila franziu o cenho.

— Não acho que seja o ideal. Se fizermos isso no canal do Luan, o concurso parecerá algo exclusivo dele, e não é esse o objetivo. Ele será o artista piloto, mas queremos envolver fãs de outros artistas também. Um programa de TV traria mais mídia para a empresa de turismo e despertaria mais interesse no projeto.

— Mas o YouTube... — Joana começou, mas Camila a interrompeu.

— Além disso, a final poderá contar com a presença do artista, o que tornaria a experiência ainda mais especial. Mesmo aquelas que não ganharem a viagem terão a chance de conhecer o ídolo e ganhar um kit especial como prêmio de consolação.

Houve um breve silêncio enquanto os presentes refletiam sobre a argumentação dela.

— Bom ponto... — Arleide murmurou, concordando com um aceno.

— Faz sentido — Amarildo admitiu.

— Por mim, tudo bem — Luan acrescentou, desta vez sem a mesma animação de antes.

— Alguém discorda? — Amarildo perguntou.

Ninguém se opôs.

— Então, encerramos a reunião por aqui — concluiu ele. Depois, voltou-se para Camila. — Você conseguiria permanecer no Brasil por mais um tempo ou precisa voltar para Nova York imediatamente?

Camila hesitou por um instante antes de responder:

— Bem, eu precisaria conversar com o meu chefe. Acabei de assumir um novo cargo, mas acredito que, por se tratar de um assunto de trabalho, consigo estender minha estadia por mais uns quinze dias.

— Quinze dias... Você acha que consegue montar o concurso nesse tempo, Jojô? — Amarildo perguntou, lançando um olhar questionador para Joana.

— Acho difícil, mas podemos nos dividir. Se precisar, eu vou para lá e você vem para cá... O que acha? — ela sugeriu.

— Combinado. Então, nos vemos depois das festas para começar a colocar a mão na massa! — Amarildo se levantou, encerrando a reunião. — Um bom Natal para quem entra em recesso e uma boa passagem de ano para quem vai pegar a estrada com a gente. Até semana que vem!

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