Fim da dinastia Volturi

6.4K 487 1.2K
                                        

Alec

A Lua cheia estava aqui, exceto que a Lua não brilhava esplêndida no céu. Hoje, a única coisa que iluminava o firmamento escuro eram as estrelas.

Lupa nos guiava, seu capuz cobria sua cabeça, mas eu poderia reconhecê-la a centenas de metros. Ela andava como se não estivesse indo para uma guerra e sim para uma execução. Olhando para ela tudo que eu conseguia ver era a morte guiando-a. Não. Era mais que isso. Lupa se tornou a própria morte. Michael caminhava um passo atrás dela, diferente de Lupa ele não usava um capuz. Sua pele negra refletia o brilho das estrelas. O vento soprou e balançou os cabelos crespos e curvilíneos de Michael, o deixando cem vezes mais bonito do que ele já era. Michael poderia facilmente ser um deus.

Arrastando Caius pelo pescoço, Jane se movia devagar. Íris e Nix posicionaram-se uma de cada lado de Jane protegendo-a. Não que ela precisasse, mas Íris e Nix jamais deixariam Jane correr o mínimo de perigo. Heméra arrastava igualmente Athenodora em algum lugar atrás de nós. Athenodora estava absurdamente melhor da abstinência que o poder de Corin impôs-lhe visto que Corin não estava mais viva. Myra disse que o poder do imortal só tinha influência em outras pessoas enquanto esse imortal permanecesse vivo.

Segundo Heméra, a morte de Corin foi algo desproposital, não era para ter acontecido, pelo menos não da forma como ocorreu, mas não importava, pelo menos não mais. Um pouco afastada, a mãe de Renesmee segurava a manipuladora — Chelsea — um pouco mais distante da posição de Heméra, privando-a. Eles eram os únicos que foram capturados que por alguma razão que eu desconhecia ainda estavam vivos.

Renesmee caminhava ao meu lado. Estávamos no meio da multidão. Escondidos. Lupa queria dessa forma. Em toda minha vida Imortal eu nunca tinha visto um exército tão grande como este. Vampiros, híbridos, bruxas, lobisomens e metamorfos. Todos estavam aqui.

O som de nossos passos podiam ser ouvidos a quilômetros de distância por um sobrenatural. Lupa queria isso, queria que eles soubessem que estávamos indo. Ela queria que eles soubessem que a morte estava chegando, que ela estava chegando.

Ness apertou mais ainda minha mão, o coração dela batia mais acelerado que o normal. Era a primeira batalha dela. Eu esperava com todo meu coração petrificado que fosse a última.

Ela estava preocupada, assim como toda sua família. Vários amigos dos Cullen estavam lutando pelo que os Volturi acreditavam, até mesmo os Denali — primos dos Cullen. Carlisle tentara alertá-los, eu não sabia se funcionara. Nenhum de nós sabia.

Marchamos em silêncio até um campo aberto fora da cidade. Queríamos conquistar a cidade, libertá-la, mas não éramos idiotas, lutar dentro de Volterra era o mesmo que sentenciá-la a destruição total.

Lupa parou bem de frente para a cidade, e todos nós nos posicionamos atrás dela. Centenas de pessoas se colocaram na retaguarda da líder dos filhos da lua.

— O que faremos agora? — Ouço a voz de alguém perguntar ao longe.

Agora, nós esperamos — Michael responde, sua voz ressoa pela noite.

Meus olhos passearam pelo meio da multidão e vi tantos rostos aflitos. Será que todos eles vão amanhecer com vida? Eu sabia a resposta. Entretanto, ao olhar para eles uma coisa sobressaia a aflição: esperança. Esperança por um mundo melhor, esperança de que eles possam existir com liberdade. Era triste, mas uma verdade cruel. Em um mundo como esse, você precisa lutar se quiser apenas existir.

Quando as vibrações na terra começaram, e os sons de centenas de passos se fizeram audíveis, ninguém ousou nem mesmo respirar.

Eles vieram.

Lua Negra Onde histórias criam vida. Descubra agora