36. Catherinna

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Essa primeira semana no hospital da família do Lucca tem sido mais de adaptação do que qualquer outra coisa. É um hospital bem equipado, não é o maior da capital, mas é um dos melhores, com a melhor equipe de especialistas da região.

Não me deixaram ter muito contato com os pacientes enquanto estive no pronto atendimento, trabalhei mais como uma auxiliar, e hoje estou na maternidade, unidade onde minha cunhada é a médica responsável.

— Oi pequena Cathy! — Minha cunhada me cumprimenta ao entrar na unidade.

— Olá doutora Louise! — Sorrio ao respondê-la.

— Espero que goste de trabalhar na minha unidade!

— Vou amar doutora, apesar de preferir crianças, gosto muito de trabalhar com as mãezinhas também.

— Desculpe Cathy, sei que fui egoísta ao te puxar para a maternidade, mas queria poder ficar por perto de você um pouco. Além de minha cunhada, é minha amiga, uma das únicas que tenho, e não convivemos muito durante esse tempo que namoro com seu irmão, vi nisso uma oportunidade... perdão!

— Que é isso cunhadinha, sem drama! Não é nenhum sacrifício trabalhar na maternidade. Claro que tenho minhas preferências, mas amo estar em qualquer setor, fique tranquila.

— Você preferia estar na pediatria, não é?

— Sim, eu preferia, mas eu gosto daqui também, não se estresse com isso. O importante é trabalhar na enfermagem, o setor não faz muita diferença no momento, sou grata por ter essa oportunidade Louise, acalme seu coração, ok?

— Ok, pequena Cathy! Estou sentindo que tudo vai mudar nas nossas vidas. E pra melhor! Pode me acompanhar até minha sala?

— Posso sim! Queres me passar a rotina da unidade?

— Sim, se estiver tudo bem para você.

— É claro! Podemos ir quando quiser. — Digo e ela acena em concordância, liderando a frente até a porta do seu consultório. 

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— É isso Cathy, ficou alguma dúvida? — Pergunta após me explicar a rotina da unidade que chefia.

— Não doutora, tudo tranquilo por enquanto. — Digo e ela faz uma careta.

— Não me chama de doutora quando estamos sozinhas Cathy. — Entendi a careta agora. — Qualquer coisa pode perguntar, para mim ou para qualquer outra funcionária da unidade.

— Obrigada doutora. — Outra careta. — Desculpa, não resisti à provocação.

— Sua sorte é que é minha cunhada preferida.

— Se serve de consolo, você é a minha também. — Nós duas rimos.

— Serve. — Ela diz.

— Precisa de mais alguma coisa Lou?

— Não, pode ir dar uma circulada e ver o funcionamento da unidade na prática. Até mais tarde!

— Até mais tarde então!

Saio da sala dela e vou circular pela unidade. É tudo muito organizado, as paredes em tons de rosa são impecáveis, assim como os leitos e todo o resto, certamente irei amar trabalhar aqui. Confesso que fiquei incomodada com a sala da Louise, muita coisa fora do lugar, mas assim que eu conseguir um tempinho livre sem ela por perto, arrumo tudo.


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