Desde que vi Catherinna pela primeira vez, senti algo diferente por ela, uma necessidade de conhecer, de estar perto. Lembro bem que ela não me deu muita atenção quando fomos apresentados, para ser bem honesto, acho que ela sequer me viu.
Sempre a via pelos corredores da Universidade, mas nunca tive uma oportunidade para me aproximar. Inúmeras vezes pedi para Paola que facilitasse uma aproximação, mas ela sempre achava alguma desculpa. Não sei, mas desconfio que o problema dela seja ciúmes da Cathy.
Em certa ocasião, ouvi sem querer uma conversa dela com o marido ao telefone, e descobri que Catherinna iria estar com eles em casa à noite, era a oportunidade perfeita para mim. Apareci na casa deles como quem não quer nada, com a desculpa de um trabalho qualquer do curso, e aceitei o convite para jantar com eles.
— Oi maninho, cheguei! — Ouvi sua voz antes de vê-la.
— NA SALA, KITCATHY. — Luigi grita para ela.
Ela entra na sala sorrindo e noto que fica momentaneamente desconcertada quando percebe que há mais alguém na sala. Ela está tão linda! Os olhos verdes se dilatam demonstrando o susto ao me ver ali. Tem os cachos escuros presos em um rabo de cavalo simples, usa jeans e uma camiseta básica, a maquiagem é quase imperceptível, e o sorriso tímido nos lábios e as bochechas rosadas denunciam seu constrangimento com o meu olhar.
— Boa noite gente! Desculpa a demora! Tive que ficar até agora ajudando a Analú e o Dylan com a matéria que teremos prova amanhã e nem vi a hora passar. Espero não ter feito vocês esperarem muito! — Fala rápido, parece um pouco nervosa, fica ainda mais linda.
— Sem problemas Kitcathy, a gente estava esperando você chegar para decidir mesmo. — Luigi responde e a vejo fazer uma careta de leve, um dia vou perguntar o porquê disso.
— Catherinna, se lembra do Rick? — Paola diz apontando em minha direção.
— Desculpe, nos conhecemos? Realmente não lembro! — Ela sorri e automaticamente sorrio em resposta. Poderia olhar para ela para sempre.
— Tudo bem, sem problemas! Na verdade, não te culpo por não se lembrar, já que nos vimos rapidamente em uma balada, há alguns meses. O importante é que estamos aqui agora. — Digo para tranquilizá-la, realmente não importa o fato dela não lembrar, já imaginava que ela não havia percebido minha presença aquele dia. Quando ela sorri pelas minhas palavras, noto que fica com as bochechas rosadas novamente, o que a faz parecer ainda mais delicada.
— E então, o que vai ser? — Ela pergunta, mudando de assunto e olhando para o irmão — Está meio tarde para algo mais elaborado.
— Você poderia, por favorzinho, fazer aquele seu macarrão que eu amo? — A cara de coitado que ele faz é cômica.
— Faço sim bebezão. — Ela responde com um sorriso, seguindo em direção à cozinha.
— Te amo Kitcathy! Você é a minha irmã preferida! — Ele fala.
— Lógico, sou a única que você tem. — Ela responde, arrancando uma gargalhada do irmão. A interação deles é muito bonita de se ver, dá para perceber como se gostam.
O jantar foi ótimo, nunca havia comido um macarrão tão gostoso, nem minha mãe cozinha bem assim. Conversamos sobre muitas coisas, descobri que ela faz o mesmo curso que eu e Paola, mas está ainda nos primeiros semestres, enquanto nós estamos na metade.
Depois de interagir com eles durante esse jantar, fica difícil entender o Luigi ter se envolvido com alguém como Paola. Ele é um cara muito legal e ela é uma patricinha mimada, arrogante e pedante, e sei que a maioria dos seus amigos, assim como eu, somente a atura, já que a mulher é insuportável na maior parte do tempo, mas nos conhecemos desde crianças, então, aprendi a conviver com ela.
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Assim é...Destino?
ChickLitAs pessoas não entram na vida da gente por acaso, cada uma tem um motivo para estar nela, e o tempo de permanência é determinado justamente pela razão que a fez entrar. Então faremos parte da vida de alguém enquanto essa pessoa precisa da gente ou e...
