Há momentos, como o que estou vivendo agora, que fico pensando se eu mereço realmente tanta felicidade em minha vida. Estar com Catherinna torna cada pequeno momento mais que perfeito, observar sua interação com minha família e com Olivia, é algo que me realiza.
Chegar em casa e ter o jantar preparado especialmente para mim, por suas mãos, foi incrivelmente satisfatório, e como tudo que faz, estava perfeito! Não brinquei quando disse a ela que gostaria que estivesse aqui todos os dias, não só para preparar as maravilhas que ela faz, mas também porque almejo estar em sua companhia a cada segundo do dia.
A forma como ela lidou com a situação da pequena a chamando de mãe, foi a melhor que eu poderia esperar. Sei que ela tinha receios que eu pudesse, de alguma forma, não aprovar, mas mal sabe ela que, se fosse possível mudar, ela, e somente ela, seria a mãe biológica da minha princesinha.
No curto tempo que temos de namoro, trocamos apenas alguns beijos e algumas carícias mais intensas. Não é por falta de vontade, porque certamente há (e muita), mas não quis avançar as coisas com ela ainda. Além do mais, não conseguimos ficar sozinhos tempo suficiente para tentar algo mais.
Claro que há uma razão para que eu não tenha pressa para tomá-la, eu poderia dar um jeitinho se fosse o que eu quisesse, mas consegui organizar tudo o que eu queria para o próximo mês e agora está faltando somente conhecer o restante da sua família, então, não preciso me apressar.
O jantar está marcado para mais tarde, Enzo e os irmãos me ajudaram a preparar tudo e, com sorte, irei conseguir conhecer minha sogra, cunhados e ainda comemorar meu noivado junto com todos. Basta apenas que ela diga SIM. Jordan foi de extrema importância nisso tudo, a parte mais difícil ficou com ele, mas o garoto é um ótimo ator e tirou de letra. Minha boneca ficou realmente assustada!
Sei que ela já está aqui, Jordan foi ao seu encontro e eu fiquei, conforme planejado. Confesso que estou extremamente nervoso com a possibilidade de receber uma negativa da minha Catherinna por ela achar que ainda é muito cedo, que ainda não é o momento. Mesmo assim eu preciso arriscar, quero que sejamos um do outro de todas as formas o mais rápido possível, cinco anos foram suficientes de espera, pelo menos da minha parte.
Estou fora do campo de visão dos dois, mas posso ver o rosto da minha boneca coberto de lágrimas quando ela para em frente a porta do consultório, o mesmo em que a vi pela primeira vez, há cinco anos. Ela respira fundo e abre a porta. Vejo todas as suas reações de onde estou, noto o momento exato em que sua aflição se torna alívio e o choro de reconhecimento vem à tona. Deixo que ela absorva tudo ao seu entorno antes de me aproximar dela, pois, sei que, assim como eu, ela vai sentir minha presença no momento em que chegar perto suficiente.
Ela está parada praticamente no mesmo lugar onde estava quando a conheci. A diferença é que o uniforme de trabalho deu lugar a um lindo vestido floral, que combina perfeitamente com sua personalidade romântica. Os cabelos negros descem até o meio de suas costas com cachos volumosos, e nos pés, apenas uma delicada rasteirinha, já percebi que minha menina não é muito adepta aos saltos altos.
Tudo nela a torna simplesmente única à sua maneira, mostra o quão desprendida de luxos ela é. Uma pessoa que aprecia as coisas pequenas e não se deixa deslumbrar pelo dinheiro, seja seu ou dos outros, ajuda todos como pode e tem sempre um lindo sorriso no rosto, capaz desdobrar qualquer um, como eu estou nesse momento, de joelhos, totalmente rendido aos seus encantos. Sinto seu perfume no mesmo instante em que ela nota a minha presença, vejo-a sorver o ar e, com ela ainda de costas, faço a pergunta mais importante da minha vida.
— Casa comigo?
Ela gira o corpo em minha direção, vagarosamente, mas não fala nada. Ainda há lágrimas em seus olhos, mas também um belíssimo sorriso enfeitando seus lábios carnudos. Sua demora está me deixando nervoso e algumas coisas começam a permear meus pensamentos, decido verbalizá-los para tentar justificar a minha pressa em tê-la.
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Assim é...Destino?
ChickLitAs pessoas não entram na vida da gente por acaso, cada uma tem um motivo para estar nela, e o tempo de permanência é determinado justamente pela razão que a fez entrar. Então faremos parte da vida de alguém enquanto essa pessoa precisa da gente ou e...
