48. Lucca

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—Quando que a sua namorada chega papai?

A pergunta sai da boca da minha filha no momento que ela me nota chegando ao espaço e vejo minha boneca murchar, o sorriso lindo dando lugar a um misto de decepção e tristeza. Será ciúme?

— Não sabia que esperava alguém, podemos conversar outro dia, sem problema.

Sim! Claramente ciúmes! Um sorriso de satisfação começa a surgir em meus lábios quando as palavras saem de sua boca, na clara tentativa de fugir da situação. Ah Catherinna, você não vai escapar assim tão fácil não, hoje nós iremos conversar, pode estar certa disso!

— Não há mais ninguém para chegar, você é nossa única convidada.

Noto a confusão em seu rosto e nos olhinhos da minha pequena, e peço por tudo que há de mais sagrado, que ela não fale nada que possa me constranger ou levar Cathy a pensar besteira. Aproveito que minha filha resolveu ficar quietinha e me aproximo para cumprimentá-la.

— Olá Catherinna, que bom que veio!

— Olá Lucca, obrigada por concordar com meu pedido.

— Fico feliz que o tenha feito, na verdade, precisamos terminar aquela conversa de qualquer forma.

— Sim, precisamos...

— Já pode almoçar tia bonequinha? Tô morrendo de fome!

— Podemos sim amor. — Respondo a pequena faminta, e indico a direção da sala de jantar.

Desde que me sentei em meu escritório para ouvir o que minha boneca tem a dizer, está muito difícil me concentrar

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Desde que me sentei em meu escritório para ouvir o que minha boneca tem a dizer, está muito difícil me concentrar. Minha princesinha foi uma boa distração durante nosso almoço, mas agora, não há nada além de nós dois e minhas lembranças.

Deixei-a falar até agora, já que da última vez somente eu falei e ainda a assustei, mas algumas coisas que ela disse me deixaram bastante confuso. Até entendi a curiosidade dela quanto a Clarissa, mas ainda não compreendi o motivo dela ter cogitado a possibilidade de termos nos reconciliado em algum momento nesses cinco anos.

Fiquei um pouco constrangido ao admitir que interpretei mal uma conversa que ouvi dela ao telefone. Entendo sua frustração em relação ao fato de eu ter tirado conclusões precipitadas e inverídicas, mas naquele momento, meu cérebro de homem apaixonado levou tudo para o desfecho mais dramático possível.

— Então você "ligou os pontos", achou que o casamento era meu porque eu disse que amava meu irmão. Isso que dá pegar conversas fora de contexto! Mas não posso exigir nada, pois possivelmente fiz a mesma coisa.

— O que quer dizer? — Pergunto curioso, ela não parece esse tipo de pessoa.

— Quero dizer que eu também julguei precipitadamente algo que você falou naquela época. Você falou que amava uma mulher e conclui ser comprometido, então, nisso, estamos quites. — Não tenho ideia sobre a quem ela possa estar se referindo, não havia nenhuma mulher na minha vida naquela época, exceto minha mãe e minha irmã.

Assim é...Destino?Histórias para pegar e não largar. Descubra agora