Epílogo

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Lucca

Há cinco anos eu achava que minha vida era perfeita. Como eu estava enganado! Hoje, após poucos meses com a minha boneca em minha vida, consigo realmente entender o significado de vida perfeita. Estar com ela, desde a primeira vez que a tomei em meus braços, sentir todo o amor e carinho em seus gestos, toques, palavras, gera uma sensação de plenitude tão grande que me deixa emocionado.

Nunca pensei que eu realmente pudesse ser feliz dessa forma, que eu teria o meu para sempre como meus pais têm. A cumplicidade e o amor tão presentes que é quase possível tocar os sentimentos. Cinco anos não foram nada, eu esperaria muitos mais para ter isso que minha Catherinna me proporciona. No meu peito só cabe gratidão por ter meu destino entrelaçado com o dela.

Catherinna me fez entender que, devo ser grato até mesmo pela Clarissa ter passado por minha vida e agido da forma como agiu. Segundo minha pequena, se ela não tivesse feito o que fez, não teríamos a nossa princesinha. Claro que de uma forma ou de outra, iríamos nos conhecer, já que nossos irmãos são apaixonados um pelo outro, porém, se fosse diferente, não seria possível nos relacionarmos como casal.

Hoje é um dia muito especial, não por ser meu aniversário, longe disso, e sim porque recebi finalmente os papéis que tanto esperei. Estou doido para ver a reação da minha boneca quando entregar em suas mãos.

— Amor? Está em casa?

— No quarto baby... — Ouço sua voz vinda do andar de cima.

— Oi... — Digo entrando no quarto. — ... Por que ainda não está no jardim com todos?

— Precisei subir para pegar umas coisas que havia esquecido aqui, mas já estava voltando para lá. — Ela diz, vindo em minha direção e me dando um longo beijo.

— Estão todos aqui?

— Sim, mas pode tomar seu banho bem sossegado que todos conhecem a rotina dos médicos. — Sorrindo ela se afasta um pouco.

— Vai me esperar amor? Quer tomar um banho comigo?

— A proposta é realmente tentadora, mas vou te esperar junto com os outros, tudo bem?

— Uma pena... Estava morrendo de saudades da minha boneca, mas pelo jeito ela não está nem aí para mim, nem mesmo no meu aniversário...

— Quanto drama! E eu ainda reclamava da Louise... Vai logo que quero comer bolo...

— Deus! Somos uma família de formigões...

— Parece que sim! Te amo! — Com um beijo ela se despede e vai até o closet.

­— Também te amo, não vou demorar. — Digo entrando no banheiro.

Quando chego ao jardim, estão todos reunidos e me aguardando

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Quando chego ao jardim, estão todos reunidos e me aguardando. Vi que até os irmãos da Catherinna estão aqui, junto com suas digníssimas esposas, aquelas duas peçonhentas, não entendo como meus cunhados não percebem que elas são dois projetos de Clarissa. Nem posso culpá-los, pois demorei quase dez anos para conhecer a víbora com quem me relacionei, pelo menos ela me deu a minha princesinha.

Assim é...Destino?Histórias para pegar e não largar. Descubra agora