As pessoas não entram na vida da gente por acaso, cada uma tem um motivo para estar nela, e o tempo de permanência é determinado justamente pela razão que a fez entrar. Então faremos parte da vida de alguém enquanto essa pessoa precisa da gente ou e...
Odeio ser uma pessoa ansiosa, que droga! Estou uma pilha de nervos, mesmo que eu tenha tido a iniciativa de marcar essa conversa. Se eu fosse do tipo que costuma roer as unhas, estaria com os dedos sangrando agora, foram dois longos dias de espera.
Claro que foi bom para que eu pudesse pensar melhor em tudo, afinal, são cinco anos para passarmos a limpo. Estou parada há uns bons cinco minutos em frente à casa dele, minhas mãos suando, corpo tremendo. Se eu não soubesse a causa, poderia pensar estar febril. Coragem Catherinna! Seus pais não educaram uma covarde! Quando crio coragem de bater à porta, uma senhora de sorriso simpático abre e me convida a entrar.
— Senhorita Catherinna, eu presumo?
— Sim, sou eu mesma. — Retribuo seu sorriso.
— Me chamo Dulce, sou a governanta e babá da pequena Olivia.
— Muito prazer Dona Dulce...
— Tia bonequinhaaaaaa! — Somos interrompidas pelo gritinho da pequena que corre até mim.
— Olá minha pequena fadinha! Que saudades de você! Como você está linda!
Digo a pegando no colo e enchendo de beijos em suas bochechas rosadas, fazendo que ela sorria ainda mais e se agarre ao meu corpo como um chimpanzé. Deus! Ela tem um cheirinho tão bom! Nunca vou me cansar dele.
— A namorada do papai vem aqui hoje, sabia? Mas ele disse que não pode chamar mamãe, só depois. Quando que a sua namorada chega papai?
Ela fala tão rápido que, quando absorvo o que ela disse, o ciúme me domina. Noto a presença do Lucca apenas quando ela direciona a pergunta para ele. Dominada pelo sentimento, não consigo controlar as palavras que saem da minha boca no instante seguinte.
— Não sabia que esperava alguém, podemos conversar outro dia, sem problema.
Se ele está esperando a "namorada" não tenho o que fazer aqui, não há necessidade de conversarmos agora. Deus! Eu só quero sumir! Vejo que ele abre um sorrisinho de satisfação em seus lábios e rapidamente responde.
— Não há mais ninguém para chegar, você é nossa única convidada.
A informação me deixa um pouco confusa. Se eu sou a única convidada, por que a pequena mencionou a tal namorada? Antes que eu consiga dizer qualquer outra coisa, Lucca se aproxima e me cumprimenta.
— Olá Catherinna, que bom que veio!
— Olá Lucca, obrigada por concordar com meu pedido.
— Fico feliz que o tenha feito. Na verdade, precisamos terminar aquela conversa de qualquer forma.
— Sim, precisamos...
— Já pode almoçar tia bonequinha? Tô morrendo de fome! — Liv nos corta.
— Podemos sim amor. — Lucca a responde para em seguida acenar em direção a outro ambiente, provavelmente a sala de jantar.
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