57. Catherinna

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— Ele concorda!

A voz dele me deixa momentaneamente desconcertada, não sei o quanto ele ouviu da nossa conversa. Pelas lágrimas que vejo em suas faces, eu diria que ouviu bem mais do que eu gostaria nesse momento.

Queria ter tido tempo para conversarmos, explicar que amo essa pequena como se ela realmente fosse minha, mas, se ele decidisse que não gostaria que ela se referisse a mim dessa forma, iria respeitar, mesmo que me doesse negar algo a pequena.

Não quero que ele pense jamais que eu estou tentando de alguma forma retirar sua autoridade de pai ou ocupar um lugar que não é meu, mas foi mais forte do que eu, não consegui evitar me derreter de amor por aquela garotinha me chamando de mamãe de forma tão natural, como se sempre o tivesse feito.

— Lucca! Eu... — Começo a dizer na tentativa de me justificar, mas sou calada com um beijo seguido por uma declaração de amor.

— Eu te amo!

— Papai príncipe! — Ele retira a pequena dos meus braços e seca o seu rostinho.

— Oi pequena princesa! Posso saber o que minhas meninas estão fazendo? — Enquanto ele distrai a pequena eu vou até o forno, aproveitando para me recompor.

— A mamãe fez um "montããão" de coisas gostosas pra gente.

— A mamãe fez é?

— Siiimm, mas eu que ajudei...

— E você ajudou direitinho? — Ela confirma com a cabecinha.

— Sabia que pode chamar mamãe agora papai?

— É mesmo?

— A mamãe que disse... A Liv pediu...

— Se a mamãe Cathy disse, então você pode, ela sabe das coisas!

— E a mamãe Cathy não briga igual a Clarissa, a mamãe Cathy ama a Liv, sabia papai?

— Sim meu amor, a mamãe e o papai te amam demais!

Fico ouvindo a interação dos dois e a cada resposta que Lucca oferece para a pequena, me apaixono mais por ele. Estou receosa quanto ao emocional da minha menininha, ela está tão radiante com o fato de poder me chamar de mamãe que acha um jeitinho de encaixar o título em cada uma das sentenças que profere. Me emociona sentir a força do laço que nos une, mesmo que não tenhamos o mesmo sangue.

— Agora já pode comer a sobremesa mamãe? — Pergunta ansiosa.

Descobri que a pequena tem algo em comum comigo, ama pudim de leite, mas infelizmente não vou poder fazer a sua vontade nesse momento, pelo menos não hoje.

— Ainda não minha fadinha, primeiro o jantar, afinal, você não disse que fizemos um montããão de coisas gostosas? Precisa provar de tudo, não é? — A pequena acena em concordância.

— O cheiro está divino meu amor, estou morrendo de fome! — Lucca diz, chamando nossa atenção.

— Vamos torcer para que o gosto esteja bom também! Lucca, eu preferi servir nosso jantar aqui mesmo, sabe que não estou acostumada com essas coisas, na minha família sempre nos reunimos na cozinha, mas se quiser, posso transferir tudo para a outra mesa, não quis me meter no funcionamento da sua casa...

— Está tudo perfeito, você é perfeita amor! Não vê a perfeição? Um jantar em família, preparado pela minha mulher, na nossa cozinha... Te amo minha Catherinna.

Tem como esse homem ser mais perfeito? Ele me inclui em tudo que fala, nossa casa, nossa família, nossa cozinha. E por mais incrível que possa parecer, mesmo que não estejamos casados, e que ele ainda não tenha me feito sua, de corpo, porque de alma sou desde que o conheci, me sinto parte dessa casa, dessa família.

Assim é...Destino?Histórias para pegar e não largar. Descubra agora