Ainda estou me sentindo nervosa com o convite que acabei de receber. Honestamente não sei o que esperar dessa conversa, o sentimento é ambíguo e me deixa cada minuto mais ansiosa.
Talvez ele queira falar sobre o que aconteceu, tenha algum receio de ser interpretado mal e a história acabar caindo nos ouvidos da sua mulher. Não que esse seja o caso, para mim, foi um momento especial, era tudo que eu precisava para conseguir seguir em frente.
Procrastinei o máximo possível. Pensei em desistir muitas vezes nas últimas horas, mas analisando por outra ótica, essa pode ser a oportunidade que inconscientemente pedi ao universo para poder conversar com ele. Preferi esperar o horário de encerramento das consultas, assim não seríamos interrompidos, salvo alguma emergência. Então, agora estou aqui, prestes a bater na porta, com as mãos molhadas devido ao nervosismo. Seja o que Deus quiser!
— Com licença Lucca, posso entrar? — Ouço a voz rouca autorizar minha entrada e abro a porta.
— Entre, por favor, Catherinna. — Ele se levanta e vem ao meu encontro. Sem que eu espere, me cumprimenta com um beijo no rosto (atitude que certamente tingiu minhas bochechas de vermelho devido ao constrangimento) e sinaliza para que eu me sente.
— Obrigada!
Agradeço me sentando em uma das poltronas, enquanto ele ocupa a que está ao lado. Nunca ficamos tão perto assim, exceto no dia do abraço, e essa proximidade está mexendo comigo, levando minha ansiedade e nervosismo a níveis pouco saudáveis.
— Catherinna, eu gostaria de conversar com você sobre algo muito importante para mim, tudo bem? — Ele começa.
— Claro Lucca, e me chame de Cathy. — Sorrio nervosa.
— Tudo bem, Cathy. Quero te contar sobre a minha vida antes de nos conhecermos. Creio que já tenha ouvido falar sobre meu casamento com Clarissa.
— Nada muito específico, mas sim, sei sobre seu casamento. — Tive o desprazer de conhecer sua esposa, completo mentalmente.
— Então, irei resumir para você. Clarissa, a mãe da Olivia me traiu da maneira mais horrível que você possa imaginar. –Ele começa e decido não interromper seu relato, a menos que realmente seja necessário — Fiz uma viagem a pedido do meu pai, fui participar de um congresso na Itália, na época minha então esposa, estava grávida. Houve um imprevisto e o congresso acabou um dia antes do esperado, então adiantei a minha volta sem avisar ninguém, queria fazer uma surpresa e aproveitar um pouco com minha família antes de voltar ao trabalho no hospital. Quando cheguei em casa, ironicamente, o surpreendido fui eu. Entrei sem fazer barulho, pois não queria acordar minha mulher grávida, mas ao abrir a porta do nosso quarto, percebi que ela não estava sozinha na cama, meu melhor amigo de infância, a quem eu considerava como irmão, fazia companhia a ela.
Conforme ele vai relatando, meu coração se aperta por saber que ele já passou por uma situação desse tipo. Como essa mulher teve a capacidade de fazer isso com um homem como ele? Ainda por cima grávida! E o melhor amigo dele? Imagino a decepção!
— Meu Deus Lucca! Não precisa continuar... — Deve ser doloroso relembrar uma situação como essa.
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Assim é...Destino?
ChickLitAs pessoas não entram na vida da gente por acaso, cada uma tem um motivo para estar nela, e o tempo de permanência é determinado justamente pela razão que a fez entrar. Então faremos parte da vida de alguém enquanto essa pessoa precisa da gente ou e...
