Nunca gostei daquela víbora que um dia foi casada com o meu menino precioso, a única coisa boa que ela nos deu foi a nossa pequena Olivia. Minha intuição de mãe nunca falhou, sabia que ela, de alguma forma, iria causar um estrago na vida do meu Lucca.
A soberba e a ostentação sempre estiveram presentes em seus olhos. Ela não dava amor ou carinho para o meu menino, mas ele parecia enfeitiçado, iludido pela ideia de um amor de conto de fadas, amor como o que eu tenho com meu Anthony.
Não permiti que ele se casasse no religioso com ela, pois, o juramento perante Deus é sagrado, e Ele que me perdoe, mas como mãe, sabia que aquele enlace não era para sempre e que ela não o amava, meu filho que estava cego. Sempre tive a certeza de que meu Lucca merece e iria encontrar alguém digna de acompanhá-lo diante do altar.
Quando ele nos contou da traição que sofreu, senti como se um pedaço do meu coração estivesse sendo esmagado ao ver a dor em seus olhos. Não pela imunda que o enganava, mas pelo melhor amigo de infância e a possibilidade da nossa pequena não ser sua filha.
Graças a Deus a pequena é nossa, ele diz que nem DNA precisou porque teve a confirmação que precisava e o exame era desnecessário. Fisicamente a pequena não se parece em nada com a genitora, pois aquele ser não merece o título de mãe, já que nem a própria filha ela permitia que a chamasse assim.
Meu marido e minha filha insistem que ela se parece muito com a irmã do Lourenzo, meu genro querido, uma das pessoas mais especiais que Lucca trouxe para nossas vidas, e confesso que estou louca para conhecer a moça, e comprovar pessoalmente o que dizem.
Lembro-me daquele período pós-separação, quando meu filho decidiu se refugiar em um hospital do interior por alguns meses, disse que precisava de um tempo. O dia em que ele nos comunicou que havia encontrado a mulher da vida dele, fiquei espantada, eufórica e preocupada na mesma medida.
Ele jogou um balde de água fria em nossas expectativas quando disse que precisava se manter afastado dessa mulher. Na mente dele, ela não merecia ser jogada em um relacionamento com uma pessoa com a carga dele. Na ocasião acabei dando-lhe um conselho e quase me arrependi, ele interpretou como foi conveniente e decidiu que iria esperá-la pelo tempo que fosse necessário, e se fechou para relacionamentos. Até agora.
Hoje estamos todos reunidos em nossa casa, Lucca disse que quer nos apresentar alguém muito especial. Diz ter certeza de que irei amar conhecê-la e que será minha nora muito em breve. Deus! Eu só espero que não seja outra Clarissa o iludindo! Faltam apenas os três chegarem, Lucca, Liv e a moça desconhecida.
— Vovó! — Meu mini furacão corre até nós e pula em meus braços para que eu a encha de beijos, mas Lucca ainda não está em meu campo de visão.
— Oi meu amor! Posso saber por que demoraram tanto? A vovó estava morrendo de saudades!
— O papai foi na casa do dindo buscar minha tia... A casa do tio dindo é "beeeem" longe sabia vovó? — Não entendo o que o Lucca foi fazer lá se Enzo já está aqui com minha filha.
— Como assim buscar a tia? Louise já está aqui com o dindo Enzo, minha princesa.
— Aiiii vovó! — Ela diz revirando os olhinhos. — Não essa tia, a outra, a minha tia bonequinha, namorada do meu papai, aquela que vai ser minha mamãe, mas só depois, o papai que disse.
Ela fala tudo de uma vez, deixando-me quase tonta com suas palavras. Ainda estou processando as informações quando Lucca entra acompanhado de uma linda moça. Não preciso nem ser apresentada a ela para ter certeza de que se trata da irmã do Enzo. A semelhança com a nossa pequena é de fato impressionante!
— Família, chegamos! — Lucca diz divertido, chamando a atenção de todos para eles.
— Mãe! — Ele diz se colocando em minha frente, enquanto desço Liv no chão. — Quero que conheça o amor da minha vida, minha boneca, Catherinna! — Ele diz e vejo a moça corar as faces constrangida. — Amor, essa é aquela que você julga ser a pessoa mais importante na família, dona Francesca, minha mãe!
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Assim é...Destino?
ChickLitAs pessoas não entram na vida da gente por acaso, cada uma tem um motivo para estar nela, e o tempo de permanência é determinado justamente pela razão que a fez entrar. Então faremos parte da vida de alguém enquanto essa pessoa precisa da gente ou e...
