Relapse

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Shegaaayyy mais cedo de nooovo pra vocês, to em prova mas nao aguento nao vir postar ne kkkk Então, a partir de agora nós vamos ficar em 2019 até que aja segunda ordem, se houver. Esse capítulo vai trazer uma cena que vcs ja viram em outro capitulo, quem lembra vai se ligar. 

OBRIGADA PELA DIVULGAÇÃO que eu vi que rolou no twitter por favor não parem e façamm mais essa pobre escritora agradece. 

Perdoem meu surto na ultima vez, não desistam de mim e não deixem de comentar por favor, eu adoro os comentários de vcs leio todos.

Chega de falação, vamos pras músicas desse capítulo q estão na play do spotify da fic:

-> Coping - Rosie Darling

-> Come On Get Higher - Matt Nathanson

Vejo vcs no fim tem recado importante!  o/

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Setembro 2019

Existem circunstâncias que a vida não prevê, que simplesmente chegam, sorrateiras como um bandido, sem aviso, que não tocam a campainha ou pedem permissão para entrar, invadem sua casa e quando você menos espera estão ao seu lado na cama. Alessandro não era uma dessas circunstâncias, mas se alguém perguntasse, Camila não saberia dizer ou explicar como ele havia parado ali outra vez: ao seu lado na cama.

Nada havia mudado, nem ao seu redor, nem em seu interior, ambos, de alguma forma, sabiam e sentiam isso, mas algumas coisas precisavam ficar no passado. Teriam um filho, Camila precisava dos cuidados que não estava tendo, andava bebendo e fazendo tudo que seu corpo pudesse aguentar pelo simples fato de não saber da gravidez.

Alessandro acordava em mais um dia e tentava tocar os cabelos dela, mas ela travava sua mão no mesmo lugar num gesto seco e até bem engessado para o que um dia já foram e já tiveram. Precisava deixar bem claro seus limites e como tudo permanecia igual, o único lugar que ele estava habilitado a encostar com gestos de carinho era sua barriga, porque ela não seria a mulher a proibi-lo de tocar o próprio filho.

E ele o fez, como fazia todas as manhãs nas quais estava em casa, conversou com a barriga como se pudesse ser ouvido, sorridente, cantando e contando como seria divertido o dia. Camila estava tão ansiosa que não sabia o que sentir, não podia ao menos se dar ao prazer de sorrir para aquela cena, e engoliu em seco quase recriminando-o quando recebeu um beijo em sua pele acima do umbigo. Apenas levantou rápido.

— Tchau, Alê.

— Já vai sair? — Foi deixado de bruços sozinho na cama desarrumada. — Pra onde vai? — Ela parou no mesmo ponto do quarto, apenas cogitando não ser rude, mas ele se adiantou. — Eu sei que não é da minha conta. Só quero saber se você vai viajar igual da outra vez. Ou se posso te esperar pro jantar.

— Você não precisa me esperar para jantar. — Sua resposta fora bem mais profunda do que ele havia perguntado, com certeza mais do que ele gostaria. Apenas assentiu e a observou enquanto se arrumava para sair.

Devagar, a colher tilintava sobre a porcelana bem feita, cujos detalhes não seriam vistos por ela àquela distância. Mas algo no barulho chamava sua atenção como se desorganizasse seus pensamentos e a chamasse para fora daquela consulta. O terapeuta continuava tentando rodar sua xícara de chá. Será que ele achava que isso a ajudaria?

— Será que pode parar de fazer esse barulho? Eu já perdi onde eu estava. — Ela quase explodiu ao finalmente pedir.

— Mas é claro. — O psicólogo colocou o pequeno objeto no armário ao seu lado. — Você falava sobre o sonho, sobre o bebê e isso ainda lhe deixar confusa. E com toda a questão da fuga, se sentir de muitas formas. — Recuperou o ponto. — Mas isso são coisas que já estamos tratando de qualquer forma. Então, prossiga. — Ele cruzou as pernas.

Change Of Time (Finalizada)Onde histórias criam vida. Descubra agora