LC.
Depois de uma hora e uns trinta minutos a cerimônia do batismo terminou, para a minha felicidade e do Henri.
A gente é dois esfomeado, pô. Assim que terminou, a galera mais próxima já marchou pra goma do Ht e da Drika.
O melhor ainda tava por vim, pô. Vai rolar aquela social de lei com os mais próximos.
Chegando lá, fui pro banheiro dar um mijão e quando saí fui pra laje. Tinha três mesas, uma posta, outra era de comida e bebida, e outra era a mesa da pivetada.
-Ih, olha quem tá aqui.-Puxei um cacho do cabelo da Luma que tava sentada na mesa dos pivete.
Luma: Esses fãs encubados.-Suspirou e rolou os olhos antes de subir na cadeira e se jogar nos meus braços.
-Isso porque eu sou o fã, imagina se fosse tu.-Arrumei o cabelo dela atrás da orelha e ela desfez o abraço rindo, enquanto voltava a se sentar.
Porra, a mesa dos pivete tava uma confusão só mano. Todo mundo falando ao mesmo tempo, mas a voz que mais se ouvia era a do Henri exigindo que os amigos tratassem ele como rei porque senão ele ia expulsar todo mundo, vê se pode.
Saí de lá e fui andando na direção da mesa arrumada. Quando sentei do lado da Mariana ela já revirou os olhos, ala pareceu até a Luma.
-A...-Nem terminei de falar e ela já respondeu.
Mariana: Cala a boca, tô sem paciência pra te aturar hoje.-Bufou, se levantando e foi lá pra baixo.
Porra, não aguentava mais ser maltratado. Papo reto.
Levantei também e fui atrás dela que tava escorada na parede, olhando a vista lá de fora através da janela no corredor.
-Qual foi?-Me apoei na parede também, ficando de frente pra ela.
Mariana: Me deixa em paz, Lucca. Pelo amor de Deus.
-Tu vai ficar assim comigo até quando, mano?
Mariana: Pra sempre, me deixa.-Falou mais baixo, e uma lágrima escorreu do olho dela.
-Fica assim não, preta.-Me aproximei e levei a minha mão o rosto dela, ela se afastou na mesma hora.-Até quando tu vai fugir de mim, cara?
Mariana: Até você parar de ser cínico e fingir que a nossa história teve um final feliz.-Falou antes me dar as costas e caminhar pra sair daqui.
-Quer saber?-Perguntei, fazendo ela parar de andar e escutar.-Eu tava sim cagando pra esse assunto, porque eu não queria causar a porra de uma intriga entre tu e a tua coroa.
Mariana: Como assim?-Recuou alguns passos.
-Eu não tô querendo culpar ela, tá ligada? Até porque eu sou homem suficiente pra bater no peito e assumir os meu b.o, tudo que eu falei pra tu foi por minha conta.-Passei a mão no cabelo, me lembrando daquele dia.
Flashback on.
Saí do banheiro já trajado e quando fui passar a toalha na cabeça pra secar o cabelo, escutei o meu celular tocando.
Ia ignorar, mas vi que era a preta e atendi sem nem hesitar.
-Qual a boa, minha preta?-Falei assim que atendi e escutei ela fungar.-Ou, tá tudo bem?-Fiquei preocupadão.
-Oi Lucca, não é a Mari não. É a Lúcia.
-Ah, sim. Aconteceu algum bagulho? Tá tudo bem?-Já não era normal a mãe dela estar me ligando, pelo celular dela então...
-Sim, aconteceu.-Suspirou antes de dar continuidade.-Eu não sei se a Mari já comentou contigo que ela tinha concorrido pra ganhar uma bolsa de estudos pros Estados Unidos, o sonho dela sempre foi estudar lá.
-Tô ligado.-Falei lembrando que ela já tinha mandado esse papo, mas falou que nem botava fé que ia conseguir.
-Ela conseguiu, ela passou. Eles contactaram a gente tem uns dias já.
-Papo reto, tia?-Perguntei felizão mermo.-Pô, ela merece demais. Ela nem comentou nada comigo...
-Porque ela não quer aceitar.
-Ih, como assim? Esse sempre foi o sonho dela, por que desistir do nada?
-Por você, ela quer desistir do sonho dela por você, Lucca. Eu não posso ficar sentada vendo ela cometer essa loucura.-Chorou e eu fui sentar na minha cama.
-Como assim? Ela disse que ia brotar aqui hoje, vou falar com ela e convencer ela a ir tia, a senhora tá certa pô.-Passei a mão no cabelo.
-NÃO!-Falou rápido.-Eu agradeço a sua boa intenção, Lucca. Mas se você quiser ajudar vai ter que ser do meu jeito, eu conheço a filha que tenho e sei que se ela souber que tu sabe ela vai continuar irredutível. Mesmo se você falar de boa com ela é capaz dela nem ligar.
Mentindo a tia não tava, a preta era teimosa quando queria. E quando metia algo na cabeça, pra tirar era foda...
-O que a senhora quer que eu faça então?
-Cê tem que terminar seja lá o que for isso que vocês têm, Lucca. Sei lá, inventa alguma desculpa convincente porque ela também não é burra. Ela não pode saber que tu sabe Lucca, não esquece.
-Jaé tia, juro que não vou deixar ela desistir do futuro dela por mim.-Passei a mão no rosto, limpando rapidamente a lágrima que desceu.
-E Lucca?-Me chamou.
-Pode falar.
-O que Deus uniu ninguém separa, se for pra vocês voltarem a estar juntos mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer.-Falou e desligou rápido do nada.
Joguei o meu celular longe e levantei da cama, fui pegar uma sacola e comecei a caçar todas as coisas que eram dela, pra colocar lá.
Flashback off.
-Foi isso aí que rolou, esse é o grande motivo de todo bagulho que eu falei pra tu naquele dia.-Dei de ombros, olhando pra vista lá de fora.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Nosso Reinício. ‐ Livro II
Romance+16| Reinício: Ato ou efeito de reiniciar, de iniciar novamente, de dar início mais uma vez; recomeço. Nossa história não terminou do jeito que a maioria termina, com um final feliz, mas você está de volta e eu vou correr atrás do nosso reinício. 2°...