O Capuz Branco e o Armário Velho

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No Palácio Presidencial, Larissa andava pelos corredores quando ouviu uma conversa entre seu pai e Bryan James próximo ao salão principal.

- Quanto tempo você ainda quer? - Perguntou Crawford.

- Um mês será sulficiente para treinar os novatos.

Depois do ataque a capital, na noite da serimônia de posse presidencial, muitas pessoas ficaram revoltadas e correram para se alistar no exercito e lutar contra a resistência.

- Do que mais vai precisar?

- Artilharia e apoio aéreo para reconhecimento do local.

- Algum blindado?

- Não. Seriam inúteis naquele terreno pantanoso.

Crawford pôs a mão no ombro de Byan e disse:

- Estou lhe confiando um dos maiores rigimentos de todo o exercito; Não me decepcione.

- Não se preocupe. Vou lhe trazer a cabeça do diego em uma bendeja. E isso vai enfraquecer todos os outros movimentos de resistência.

Depois de ouvir tudo isso Larissa saiu, sorrateiramnete, do palácio e se dirigiu para a cidade. Entretanto os dois continuaram a conversa sem terem percebido nada.

- E quanto ao recrutamento obrigatório? - Perguntou Bryan.

- Daremos início assim que você começar sua missão. Dessa vez vamos recrutar homens e mulheres nas vilas próximas ao Vale do Fim Do Mundo...

No dia seguinte, Arthur se preparava para partir rumo ao vilarejo Arnus, junto com Hanz e Iroha, que acabam o convenceram a deixá-los ir após vencerem uma discussão que durou horas.

Ambos usavam capas pretas com capuz, que pertenciam a Hanz. Por algum motivo ele tinha várias delas guardadas.

Ao saírem da casa, um grupo de pessoas os aguardavam no lado de fora; entre eles estava Thúlio, que se aproximou de Arthur, o encarou e, por fim, sacou uma pistola calibre nove milímetros.

As pessoas que observaram se assustaram e deram um passo atrás.

- Tenham cuidado. - Disse Thúlio ao entregar a arma para Arthur.

Ele acenou com a cabeça e os três partiram.

- Eu achei que ele fosse atirar em você. - Iroha sussurrou.

- Tenho certeza que ele tem amor a vida. - Arthur respondeu.

Depois de cruzarem o riacho da vida em um barco a remo, os três caminharam por quase oito horas, até que ficaram frenta à gigantesca foleresta de carvalhos negros.

Iroha e Hanz permaneciam lado a lado, enquanto Arthur estava mais a frente observando a vastidão escura e temebrosa que tinha a sua frente.

- Você está bem? - Perguntaram a ele.

- Eu me sinto em casa. - Respondeu.

- Mas não está. - Iroha tomou a palavra - Sua casa é no vilarejo com a gente.

Permanecendo em silêncio, Arthur deu os primeiros passo adentro da grande floresta.

Ao cair a noite, os três pararam para descansar e acenderam uma pequena  fogueira, já que as noites na floresta de carvalhos negros eram bem frias.

Aos poucos, um nevoeiro tomou conta do local, como era costume na região. O vento se acalmou e um silencio extremo tomou conta do lugar.

De forma repentina, uma pessoa vestida com capuz branco cruzou o campo de visão de Arthur, a qual apontou, imediatamente, sua pistola. Só que antes que podesse reagir, ela havia sumido.

SOMBRAS DO DESTINOOnde histórias criam vida. Descubra agora