Véspera da invasão

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一 Millize! 一 Arthur entrou de repente em sua sala.

一 O que foi? 一 Ela levou um susto 一 Não vê que estou organizando tudo para partirmos?

一 Eu preciso que me empreste a companhia panzer. 一 Foi direto ao ponto 一 Tenho certeza que eles não serão tão úteis para você.

一 Está louco? 一 Gritou 一 Vocês já tem meus melhores soldados e ainda quer que eu lhe ceda um sexto do meu contingente?

一 Sim. 一 Respondeu 一 E também irei me atrasar para a operação de invasão. Por isso, comecem sem mim.

一 O que você tem em mente, Arthur? 一 A comandante parecia brava.

一 De acordo com o relatório de seu precioso e misterioso informante. 一 Ele segurava uma prancheta 一 A base Marchel guarda cerca de sessenta por cento dos equipamentos inimigos; e isso inclui os tanques de guerra.

一 A base Marchel é muito bem protegida. 一 Disse a comandante 一 Não dá pra entrar lá sem sofrer grandes baixas.

Arthur sorriu e disse:

一 Você me subestima, comandante...

一 Isso será muito arriscado para a companhia panzer; não podemos arriscar perdê-la.

一 Eles não vão dar um tiro sequer sem antes entrar nos blindados.

一 E como pretende invadir a base sem eles?

一 Eu treinei os melhores soldados dessa província e sei que eles darão conta.

Milizze respirou fundo e olhou em seus olhos.

一 Espero não me arrepender por confiar demais em você. 一 Disse ela.

Arthur retribuiu o olhar e respondeu, em tom sério:

一 Você não vai.

Depois disso ele deu as costas e saiu do centro de comando.

Fora do prédio estava uma multidão de soldados prontos para marchar contra a capital; o grande ataque finalmente estava prestes a acontecer.

Ele caminhou entre aquelas tropas até se encontrar com seus soldados e, em seguida, os guiou ao local onde a companhia panzer estava.

Era quase oito da noite. As luzes da cidade estavam apagadas e um silêncio ensurdecedor tomou conta do lugar.

Apesar do céu estar estrelado, um tempo frio se formou, aumentando ainda mais o nervosismo.

À frente de todos, Arthur observava seus soldados. Porém alguns rostos diferentes e familiares surgiram no meio deles.

一 Era só o que me faltava. 一 Sussurrou.

Depois se dirigiu até eles e perguntou:

一 O que fazem aqui?

Iroha tomou a frente e respondeu:

一 Nós também vamos lutar!

Atrás dela, Gabrielle, Beatriz, Thúlio, Hanz e Ví acenaram com a cabeça em concordância.

一 De jeito nenhum! 一 Disse Arthur 一 Isso será uma guerra de verdade; muitas pessoas irão morrer.

一 Nós entendemos os riscos...

一 Não. Vocês não entendem. 一 Continuou 一 Pois são apenas um bando de adolescentes e um velhote. 一 Ficou alguns segundos em silêncio 一 Mesmo assim, não posso que nada de ruim aconteça com nenhum de vocês.

一 Mesmo tendo lhe culpado pela morte de todos os outros? 一 Iroha perguntou com os olhos lacrimejando.

一 Isso não importa, para mim. 一 Respondeu 一 Vocês podem me odiar o quanto quiserem...

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