O Centro Da Tempestade

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Quando os disparos cessaram, tudo que restou no lugar onde Arthur estava foi uma cortina de fumaça a qual cobria toda a visão.

Logo os soldados shurenses começaram a comemorar gritando:

一 Acabou!

一 Vencemos o Fantasma.

Crawford observou aquela cena, durante alguns segundos, e depois deu as costas e partiu rumo ao porto da cidade. Porém, depois de apenas alguns passos, ele percebeu que os soldados ao redor começaram a olhar para o céu.

De repente, um vento estranho começou a soprar suavemente e as nuvens começaram a se mover de forma estranha, formando uma espécie de funil exatamente sobre o local onde Arthur estava.

Em seguida, relâmpagos de cor avermelhada começaram a se enraizar entre as nuvens seguindo das bordas até o centro, onde se formava o funil.

一 Não! 一 Crawford sussurrou assustado 一 Não era para ele conseguir fazer isso.

Então o general correu em direção ao porto enquanto gritava para os soldados:

一 Continuem atirando!

Os soldados shurenses novamente apontaram suas armas, mas antes que conseguissem atirar, um poderoso relâmpago de cor vermelha incandescente saiu do centro do funil e foi diretamente ao chão, causando uma onda de choque que fez com que a fumaça se dispersasse e todos aqueles soldados caíssem.

No centro de tudo estava Arthur, com seu corpo envolto por uma corrente elétrica semelhante aos relâmpagos que se enraizavam entre as nuvens.

Sua capa e capuz se soltaram à medida em que seus pés não tocavam mais o chão.

一 Ele está absorvendo a tempestade! 一 Gritaram os soldados.

Depois disso, Arthur estendeu a mão direita em sua direção e, imediatamente, um raio abriu uma cratera no meio deles. E em seguida, ergueu a mão esquerda, arrancando todas as armas e objetos metálicos de suas mãos, uniformes e tudo que estava ao redor.

Um poderoso vendaval o cercou à medida que seus pés se afastavam do chão.

一 Mandem os tanques atirarem! 一 Gritaram!

Mas antes disso, eles começaram a ser arrastados e, dessa forma, esmagaram vários dos soldados que estavam no caminho.

Logo um som de metal contorcido ecoou pela cidade. A gigantesca máquina de mineração estava sendo despedaçada...

一 Fujam! 一 Gritaram os soldados ao começarem a correr.

No entanto, vários raios começaram a cair, deixando a maior parte deles carbonizados.

Na entrada da cidade, Diego ficou paralizado ao ver o que estava acontecendo.

Arthur flutuava no centro da tempestade, indo cada vez mais alto, enquanto um envolto de raios protegia seu corpo e o vendaval destruía os restos das ruínas que havia na cidade.

一 Que merda é essa? 一 Borges gritou 一 Aquele é o Arthur?

一 Façam o que for, mas não se aproximem dele. 一 Disse Christian.

一 Então qual o plano? 一 Hélder perguntou.

一 O porto. 一 Diego respondeu 一 Se tiverem tentando tirar os prisioneiros daqui, com certeza vai ser pelo porto.

一 Isso mesmo. 一 Christian retomou a palavra 一 Mas nós temos que contornar.

一 Aquilo é um tanque de guerra? 一 Perguntou Hélder ao ver um grande veíclulo ao lado de Arthur 一 E tá flutuando?

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