Batalha em Niran

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Na noite do dia seguinte, Arthur e seu grupo chegaram nas proximidades da cidade de Niran.

De um ponto alto eles observavam seu imenso território a qual era iluminado por algumas lâmpadas e um incêndio no centro da cidade.

一 Eles têm energia, mas parecem estar sendo constantemente atacados. 一 Arthur sussurrou.

一 Vamos aproveitar e entrar logo na cidade. 一 Disse Thúlio ao se aproximar.

一 Não mesmo. 一 Arthur o barrou.

一 Por que não?

一 Pode acontecer de eles nos confundirem com os boinas vermelhas.

Naquele instante, um vento forte soprou e as nuvens que cobriam o céu deram espaço à lua, a qual brilhava intensamente.

Iroha fechou os olhos e deixou o vento balançar seu cabelo, enquanto sua pele era iluminada pelo luar.

Arthur a olhou por alguns segundos, mas logo desviou seu olhar.

一 Qual o plano para amanhã, depois que a gente entrar na cidade? 一 Gabrielle perguntou.

一 Não morrer...

一 Eu gostei desse plano. 一 Sorriu. 一 Mas esperava um pouco mais de detalhes.

一 São terras desconhecidas. 一 Arthur exalou um grande suspiro. 一 Podemos dar de cara com a resistência ou com os boinas vermelhas. E os dois podem atirar na gente.

一 Você é muito pessimista. 一 Gabrielle disse sem tirar os olhos da direção da cidade.

一 Desculpa. É força do hábito...

Depois disso, eles foram dormir e deixaram Arthur sozinho observando a cidade.

Logo a noite se passou e, no nascer do sol, o som de uma leve troca de tiros os acordou.

Hanz levantou rapidamente, olhou ao redor e viu Arthur no mesmo lugar que tinha ficado na noite passada.

一 Que belo início de dia, não é? 一 Disse ao se aproximar.

一 Essa cidade é horrível.

一 Verdade.

Niran era a cidade mais antiga de Rio Pardo e, provavelmente, a mais antiga de todas as doze províncias. Foi nela onde o primeiro rei estabeleceu seu reinado e construiu um castelo, que foi usado por todos os seus descendentes até ser destruído na Primeira Grande Guerra Civil. Porém suas ruínas ainda ocupavam o centro da cidade.

一 Ok. Vamos nessa. 一 Arthur gritou.

Pouco tempo depois o grupo desceu a colina, entrou na cidade e, em fila, seguiu por uma longa e deserta rua.

Arthur seguia na frente, sendo seguido por Thúlio e logo atrás Iroha andava distraída admirando os belos e antigos prédios da cidade. A maioria tinha cerca de quatro andares e os fazia se sentirem minúsculos e vulneráveis ao caminhar entre eles.

一 Parece que as batalhas não foram intensas por aqui. 一 Disse Beatriz que estava entre as últimas pessoas do grupo.

一 Arthur, o que acha de você subir nos prédio? 一 Disse Thúlio. 一 Acho que teria uma boa visão lá de cima.

Após cruzar os braços e analisar a situação ele respondeu:

一 É uma boa idéia.

一 O problema é como fazer para subir.

一 Isso é moleza...

Com um único chute Arthur arrancou fora a porta de um dos prédios. Depois subiu as escadas e teve acesso ao telhado.

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