O bombardeio se extendeu ate as duas horas da madrugada. E como resultado, a região do Vale do Fim do Mundo virou um lamaçal coberto por troncos de aévores quemados e uma fumaça que se assemelhava a uma densa neblina.
Bryan James comandava tudo de uma clareira nos arredores do pântano, no lugar mai seguro possivel para ele.
Mais adentro da floresta estavam quarenta equipes de artilharia operando seus gigantescos canhões e, no limite entre floresta e lamaçal havia a linha de frente a qual era composta por recrutas recem alistados.
- Enviem primeiro o pelotão de reconhecimento para averiguar a região. - Bryan deu a ordem por rádio - Quando eles retornarem, enviem a equipe de recrutas para o combate.
Dessa forma, um pelotão de duzentos soldados avançou pelo lamaçal e sumiu na fumaça.
Durante uma hora não se pôde ouvir nada; nem tiros, nem gritos e nem sequer uma resposta do pelotão de reconhecimento.
Vendo a demora, Bryan ordenou que a primeira equipe, que era composta por quase cinco mil recrutas avancasse imediatamente.
O esperado era que as tropas de Diego tivessem sido pegas de surpresa pelo bombardeio. sendo assim eles provavelmente teriam sofrido um golpe terrivel nssas primeiras horas.
Imediatamente, eles começaram a avançar pelo terrível lamaçal, que em alguns lugares cobria os joelhos. O tempo estava frio e a fumaça não os permitia ver longe.
Um silêncio total havia tomado toda a região, onde só se podia ouvir o som do vento que soava com um assobio.
De repente um soldado gritou:
- Inimigo a frente.
Depois ele e seu grupo atiraram, mas não houve resposta do outro lado.
- Cessar fogo! - Gritou o comandante.
Todos ficaram imóveis até que a fumaça ficou menos densa e várias cabeças enfiadas em estavas poderam ser vistas.
- É o pelotão de reconhecimento! - Os recrutas ficaram apavorados.
O cenário em que estavam era propício a que, em qualquer momento, um soldados da resistência surgisse do meio da lama e cortasse suas gargantas.
No entanto, as ordens foram para continuarem avançando. E assim eles cruzaram o local onde as duzentas cabeças eram exibidas, fincadas em estacas, no meio do lamaçal.
Poucos metros a frente, em um buraco escondido no meio de todo o campo, uma metralhadora era apontada para aqueles recrutas que mesmo indefesos, continuavam avançando e cumprindo suas ordens.
Um pouco atrás da metralhadora, Diego observava tudo, já preparado para o que viria.
- Atirem! - Deu a órdem.
Imediatamente a metralhadora disparou rajadas as quais atingiram a primeira linha em cheio e deixou o restante dos inimigos desesperados.
Em seguida surgiram vários outros soldados que, surgindo inesperadamente de dentro de buracos escondidos atiraram no restante da equipe, causando grandes baixas.
Os gritos junto com os tiros eram ouvidos de longe e calsavam pavor em todos.
Além de não conseguir combater a defesa da resistência, os recrutas nem sequer puderam recuar rapidamente, por conta do lamaçal a qual dificultava a locomoção.
Metralhadoras, fuzis e morteiros dizimaram a equipe inteira deixando as outras tropas apavoradas e Bryan James furioso.
- Iniciem um novo bombardeio agora! - Gritava.
- Mas senhor, nossos recrutas ainda estão lá.
- Não importa! - Bryan respondeu - Eu estou ordenando...
Ainda na mesma posição, Diego continuava observando o andamento da batalha a qual estava resultando em uma vitória fácil.
- Eles enviaram amadores para nos combater. - Disse D'Lucas ao se juntar a ele.
- Eles ainda nos bubestimam...
Logo ecoou novamente um som como o de uma chaleira com água fervente.
- Voltem para a caverna! - Diego ordenou.
Em seguida, projéteis de artilharía voltaram a explodir em meio ao lamaçal e entre os recrutas da primeira equipe, acabando com eles por completo.
Durante o ultimo mês, Diego havia ordenado cavaassem túneis entre as cavernas e expandissem além delas, o que facilitou a locomoção e resultou na construção de um poderoso fort subterrâneo, cheio de entradas e saídas escondidas a qual dava acesso a toda floresta.
As tropas de Diego estavam completamente protegidos e poderiam voltar para suas posições rapidamente, disferente do exercito da capital, que precisava atravessar o lamaçal.
- A gente precisava mesmo empalar os primeiros soldados daquela forma? - D'Lucas perguntou para Diego assim que entraram na caverna.
- Precisava sim. - Respondeu - A moral deles foi completamente destruida depois que viram aquilo.
- Você realmente encorporou o espírito do Arthur. - O dargento demonstrou uma feição triste - Em que ponto nós chegamos, não é...
- Percisamos ganhar essa guerra.
- De que adianta ganhar essa guerra se perder sua humanidade.
- O Arthur não se importou de virar um monstro. - Diego limpou a lama do rosto.
- Ele não virou um monstro por escolha. - Christian tomou a palavra ao se aproximar - Obrigaram ele a se tornar um...
- O Arthur está morto. - D'Lucas deu as costas e saiu - Espero que você volte ao normal antes que seja tarde, Diego...
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SOMBRAS DO DESTINO
RomanceApós a eclosão de uma guerra, o jovem Diego se viu obrigado a lutar para que além de salvar sua vida ele pudesse reencontrar seu amor. Porém as coisas não saem como o planejado, um acontecimento muda o rumo de tudo e faz com que segredos sejam revel...
