Capítulo 13

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Pov Narrador

Após ajudar sua mãe com as compras day voltou para seu quarto ela só havia esquecido que ainda estava com seu celular e que ela precisava guardar ele imediatamente. Day nem sempre acreditava na existência de um Deus, mas nesse momento ela orava para que, se Ele existisse, não permitisse que sua mãe descobrisse que a mesma pegou o celular escondido mesmo estando ciente que está de castigo.

Ela estava nervosa, nunca havia sido tão descuidada assim, quando pensou em colocar seu celular dentro da gaveta de sua escrivaninha ela ouviu o grito de sua mãe.

— Dayane de Lima Nunes - a mais velha berrou fazendo day sentir um frio subindo pela sua espinha.

— Droga... - murmurou e começou a ouvir os passos de sua mãe indo em direção ao seu quarto.

Não havia saída para ela além de mentir, como sempre, colocou o celular em cima da mesa e se sentou abriu livro de história e seu caderno bem na hora que sua mãe entrou no quarto.

— O que você pensa que está fazendo? - a mulher reclamou assim que encontrou a morena com o celular na mão.

— E-estudando... - disse tentando manter a tranquilidade.

— Dayane melhor você não mentir para mim. Eu já disse que você está de castigo e sem celular - se aproximou da mais nova e arrancou o celular de sua mão.

— Mas eu preciso dele para um trabalho - tentou se defender e parecer convincente.

— Quer fazer trabalho? Pesquise num livro, mas você não vai ficar com seu celular até a segunda ordem, e melhor você não ousar pegar nele de novo se não eu tiro de você pelo resto do ano. - falou de forma firme e definitiva e saiu para terminar o jantar.

Dayane bufou e se jogou em sua cama, queria conversar com a Carol mas agora não teria mais como. Pegou seu violão e ficou tocando até pegar no sono, para day as coisas seriam mais fáceis se ela dormisse e não acordasse nunca mais...

***

— Oi day... - Carol falava tímida, ela estava linda naquela manhã, seus cabelos estavam perfeitamente cacheados e caiam como cascata por cima de seus ombros. Day saberia dizer que ela era a coisa mais linda que já viu mesmo sem nunca ter conhecido outros lugares.

— Oi Cah! Tudo bem? - perguntava nervosa, ela nunca admitiria isso mas desde que conheceu a Carol ela não sabia nem como se respirava mais.

— Eu tô, eu queria conversar com você, uma coisa séria - disse deixando a day tensa e estática em seu canto.

O que Caroline queria conversar com ela? Será que elas não poderiam mais ser amigas? A day gostava muito da companhia da Carol, seria impossível ver ela todos os dias e não poder conversar com ela nem acompanhar ela até em casa... Mas ela sabia que não obteria nenhuma resposta se ficasse quieta.

— O que? Pode falar - respondeu com a voz um pouco falhada.

— Eu não sei bem se é realmente isso que eu tô sentindo, eu nunca me senti assim por ninguém, mas acho que eu... Acho que eu estou apaixonada por você - respondeu e day abriu e fechou a boca algumas vezes sem saber o que falar - tudo bem se você não sentir o mesmo, eu vou entender! Eu só queria que você soubesse, porque você é uma pessoa incrível, e seria impossível alguém não se apaixonar por você, e mesmo que você não sinta nada a gente ainda vai continuar sendo amigas certo? - Caroline falava rápido e de forma nervosa gesticulando muito e day percebeu que precisava dizer algo antes que ela pensasse algo que não deveria.

— Carol! Respira - falou e a ruiva soltou o ar que estava preso - eu também gosto de você - disse enquanto coçava a nuca em sinal de nervosismo - gosto desde a primeira vez que te vi.

Elas sorriram uma para outra, e como um ímã que se atrai por outro, seus corpos começaram a se aproximar, Carol desviou os olhos para boca de day que fez o mesmo, o que aconteceria dali para frente iria mudar totalmente a relação delas, e elas queriam isso, queriam ser mais que amigas.

— Day!

— Hm? - resmungou sem tirar os olhos de sua boca.

— Day! - repetiu e a morena olhou nos olhos da ruiva.

— O que foi? V-voce mudou de ideia? - perguntou nervosa.

— DAYANE - a voz rapidamente mudou e day percebeu que tudo não passava de um sonho...

Em um pulo ela abriu os olhos e acabou caindo no chão foi quando percebeu que estava em seu quarto e quem lhe chamava era sua mãe.

— Você vai se atrasar para o colégio, se arruma e vá tomar seu café da manhã que ontem você foi dormir sem jantar - disse a morena ainda tentava se situar.

Ela não esperava sonhar com a Carol, mas sabia que aquilo não era bom sinal.

— Está bem, eu já vou - falou para que sua mãe pudesse sair do quarto e deixar ela sozinha refletindo sobre o sonho que teve.

— Não demora. Bom dia - disse e saiu fechando a porta e deixando a morena com uma bunda doendo e uma mente confusa.

Caroline estava começando a ocupar muitos os pensamentos da morena, mas o que ela podia fazer? Carol era simplesmente divertida, lhe entendia, e conversar com ela era tão fácil, nunca havia se sentido assim e não queria perder isso, mesmo sabendo que seria difícil por causa da sua mãe exigente e dos pais preconceituosos de Caroline, mas valia a pena... Ou será que não?

(não) Te amo Histórias para pegar e não largar. Descubra agora