Capítulo 24

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Capítulo XXIV

Por Lin Dami

Pouco mais de uma semana passada, suas feridas mostravam-se em uma melhora considerável. Jun Woo trocava-se sozinho e podia perfeitamente caminhar por onde desejasse. Fato era que não deveria forçar seu corpo principalmente na região do abdômen onde a lança de Vincenzo havia sido enfiada. A ferida ainda estava sensível e não estava completamente fechada. Levaria mais algum tempo para que Jun Woo pudesse de fato dizer que estava recuperado.

 Levaria mais algum tempo para que Jun Woo pudesse de fato dizer que estava recuperado

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-Está cozinhando o que? -pergunta apoiando se na soleira da porta da cozinha.

- Não queira saber! - digo duvidando do fato dele comer carne de caça

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- Não queira saber! - digo duvidando do fato dele comer carne de caça. -Sei que gosta de caçar, mas não sei se gosta de comer sua caça...

Ele ri e me faz rir também porque sabia que ele havia sentido uma pontade de duplicidade na minha fala, no entanto, não era uma metáfora. Referia-me a caça no sentido real da palavra, visto que preparava uma ave caçada pela manhã.

- Você caçou? -ele surpreende se com o fato. - Realmente? Eu duvido...

Um sorriso lento se desenha em meus lábios enquanto o observo puxar a cadeira com a calma insolente de quem acredita estar no controle. O arrastar da madeira contra o piso ecoa pelo ambiente silencioso, marcando sua presença com um toque de provocação. Ele se senta com naturalidade, cruzando uma perna sobre a outra, os olhos fixos em mim, acompanhando cada passo que dou em direção à porta de saída - como se estivesse esperando meu próximo movimento com o prazer silencioso de um caçador entediado.

Meus dedos deslizam firmes sobre o corpo da espingarda calibre 28, apoiada junto à parede. Pego-a com precisão e familiaridade. O metal frio encontra minha pele, despertando uma tensão sob os dedos. Engatilho com um estalo seco e definitivo, que rompe o silêncio como um aviso.

Então, me viro devagar, os ombros relaxados, mas o olhar firme. Ergo a arma com ambas as mãos, posicionando-a com exatidão, a coronha firme contra meu ombro, o cano apontado diretamente para ele. Meus olhos encontram os dele - e por um instante, tudo parece suspenso. Não há palavra, apenas a promessa de que o próximo som poderá ser o último.

Um fim para RecomeçarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora