Capítulo 37

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Capítulo XXXVII

Por Lin Dami

A recepção dos acionistas da Chaebol acontecia nos jardins luxuosos da mansão do presidente da empresa - o mesmo homem que estava prestes a sofrer um golpe arquitetado por JunWoo. Aquele seria o momento decisivo: ele perderia a votação e, junto com ela, suas ações seriam redistribuídas entre os demais acionistas, chantageados com maestria por JunWoo, que seria eleito o novo presidente. Essa festa não era apenas um evento social; ela definiria o futuro da Babel... e do meu presidente.

Fui acompanhada por um dos policiais da minha equipe, sob o pretexto oficial de que precisávamos investigar um suspeito presente na festa. Por dentro, eu nutria uma esperança silenciosa de cruzar com JunWoo, mas ele se camuflava com perfeição entre os convidados. Mesmo eu, que conhecia cada movimento dele, não conseguia encontrá-lo no meio daquela multidão. A intuição me dizia que algo em seus planos havia mudado, mas uma certeza firme permanecia: ele estaria observando tudo, de algum lugar, atento e pronto para agir.

Então, um convidado inesperado fez sua entrada, rompendo a atmosfera controlada do evento. E naquele instante, soube com clareza que JunWoo não teria sangue frio suficiente para perder aquela chance - a oportunidade pela qual ele havia esperado tanto para finalmente concretizar sua vingança.

Ali, com seu sorriso desafiador e aquele jeito cínico que fazia arrepios na espinha, Vincenzo se destacava. Vestindo um terno impecável, o cabelo alinhado com precisão cirúrgica, ele conversava descontraído com um grupo seleto de pessoas, dominando o ambiente com sua presença.

 Vestindo um terno impecável, o cabelo alinhado com precisão cirúrgica, ele conversava descontraído com um grupo seleto de pessoas, dominando o ambiente com sua presença

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Eu o reconheceria de longe e uma parte de mim desejava que JunWoo conseguisse se vingar, mas também, que ele agisse com mais cautela. Sinceramente, eu temia por ele. Temia por tudo o que Vincenzo poderia fazer.

Vergonhosamente, desejei que JunWoo pudesse se manter em anonimato, seguro, longe dos olhos de todos - mas, principalmente, longe de Vincenzo. Aquele homem era capaz de destrui-lo de maneiras que eu mal conseguia imaginar.

No entanto, enquanto minha mente tentava se preparar para o pior, algo chamou minha atenção.

Outra pessoa, com um traje impecável, cercado por um grupo risonho e falante. A figura alta e imponente, o movimento gracioso de seu corpo, as orelhas largas que se destacavam sobre a multidão... Não havia dúvida. Era ele. JunWoo. E, para meu horror, estava ali, sorrindo e bebendo tranquilamente com uma taça nas mãos, totalmente à vontade. Ao lado dele, ao lado de Vincenzo!!! Ao lado daquele que eu acreditava ser seu maior inimigo!!

A dúvida, a decepção, o confronto entre tudo que eu sabia e acreditava ser verdade, me tomou. Eu havia sido usada e enganada. A dor se espalhou por mim como um veneno que eu não sabia que estava tomando. Ele tinha me proibido de ir à festa, me dizendo que seria mais seguro assim, mas... por que??

E se não o bastante, estava com outra? Uma mulher abraçada por ele pela cintura sorria e brincavam cúmplices. Como ele podia agir dessa forma?

Onde estava o plano de ficarmos escondidos, de nos mantermos seguros? Ele havia se revelado, e não só para a sociedade, mas para Vincenzo, seu pior inimigo. O homem que o destruiu, que o levou à morte - àquele que o despedaçou de todas as formas possíveis. Eu sabia o quanto ele havia sofrido, pois fui eu quem o ajudou a se reerguer. Eu sabia o que isso significava, e ainda assim, ele se expunha de maneira tão irresponsável, tão desrespeitosa.

Era como cair do alto, do precipício em que me atirei sem hesitar, sem pensar nas consequências. Eu havia me jogado por ele, e mesmo sem esperar algo em troca, o mínimo que eu esperava, era que ele tivesse contado sobre seus planos, sobre Vincenzo, sobre aquela mulher...eu acreditei no seus gestos, acreditei nas poucas palavras que ousou mencionar. Mas, vendo a forma que ela tocava e acariciava sua pele com a liberdade de quem o possui, percebi que havia vivido uma mentira. Cada gesto deles me cortava como lâminas afiadas, e a dor de presenciar tudo escancarado em minha cara me destruiu por dentro. O choque de perceber que, para ele, talvez nunca tivesse sido real o que existia entre nós, me levou ao chão.

Eu nunca havia sido sua... Em nenhum sentido, nem seu amor...muito menos sua parceira, sua cúmplice...para ele, eu era um nada... iludida e sozinha, iludida e vazia...

O chão parecia me engolir, puxando-me para uma escuridão sem fim

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O chão parecia me engolir, puxando-me para uma escuridão sem fim. Eu sentia meu corpo ceder, como se cada fibra do meu ser estivesse sendo desfeita, lentamente, pela dor que me consumia por dentro.

Cada respiração era um esforço, cada pensamento uma lâmina afiada cortando minha mente. Eu sabia, sem dúvida, que não teria forças para me reerguer. O peso da traição, o vazio que me envolvia, tudo parecia esmagador demais. A verdade me sufocava: eu estava perdida, irreparável.

Mas então, no meio daquele abismo, algo mudou. Um movimento, uma presença. Algo que, como uma centelha na escuridão, me deu a ilusão de uma chance.

Alguém reapareceu, e, com isso, surgiu uma possibilidade que eu não ousava mais acreditar.

Uma oportunidade de tentar escapar daquela dor, daquele peso, daquela imobilidade emocional que me aprisionava. Mesmo que, momentâneamente.

Eu não sabia ao certo o que ele queria, nem o que ele representava mais para mim, mas naquele instante, ele era a única saída.

Ele era tudo o que restava entre mim e a completa rendição. Talvez fosse um erro, talvez fosse mais uma ilusão, mas, naquele momento, não me importava. Eu apenas sabia que, com ele, havia uma chance de me libertar do chão que me prendia, uma chance de sair dessa espiral de sofrimento antes que me afogasse por completo. Havia uma chance de volta por cima, de vingança... De causar dor em que me feriu.

E foi ele quem me estendeu a mão para me reerguer do chão

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E foi ele quem me estendeu a mão para me reerguer do chão...

...

Data de publicação: 16/05/2024

E então minha gente?

Que acharam deste capítulo curtinho, mas .... como podem defini-lo?

Um fim para RecomeçarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora