Capítulo XVIII
Por Lin Dami
Cheguei à casa de campo no fim da tarde. Desliguei a última música que ainda tocava, e naquele instante, percebi que meu estado de espírito já não era mais o mesmo. Algo em mim havia mudado. Eu estava tensa, inquieta, sem saber exatamente o que esperar daquele encontro. A verdade é que nada daquilo fazia parte do que eu havia planejado. Desde o início, meu desejo por JunWoo fora puramente carnal - bruto, urgente, inconsequente. Queria apenas seu toque, seu corpo, e depois o silêncio, o esquecimento. Anonimato. Nada além disso.
Mas agora, ali estava eu... prestes a cuidar de suas feridas, a lidar com sua dor, com sua presença constante. E só naquele momento me dei conta: haveria convivência. Haveria proximidade. Algo íntimo, pessoal - porém não do jeito que eu havia idealizado. Eu queria o fogo, e não as cinzas. Queria o instante, não o depois. Mas o destino, cruel ou irônico, havia me empurrado para algo muito mais profundo... e eu não sabia se estava pronta para isso.
Contudo, é preciso agir - e compreender que investigar a vida de alguém pode revelar segredos valiosos. Descobrir mais sobre a infância de JunWoo, especialmente ao lado de sua mãe, me fez perceber o quanto a vida foi dura com ele.
Lembrava-me quando estivemos juntas e ela revelou sobre seu passado.
-Ele tinha apenas 5 anos quando aquela mulher o roubou de mim e assim o perdi para sempre.
-Mas, você me disse que ele foi morar com o pai, então como ele foi sequestrado?
- Aquela mulher que o roubou havia doado o filho para uma família italiana. Ela estava doente e fez isso num ímpeto de loucura, quando se deu conta levou meu filho embora para substituir aquele que ela havia doado. O meu pequeno JunWoo foi tirado de mim por aquela mulher louca!
-Mas, e como ele foi morar com o pai?
-Pai?! Aquele homem era um demônio e não um pai. Eu tentei proteger meu filho, mas foi impossível! Nós tivemos apenas um caso, mas Jun Woo foi fruto desse erro... ele me ajudou financeiramente para eu cuidar de JunWoo e então quando soube do sequestro, resolveu tudo e dizendo que eu não saberia cuidar do nosso filho o levou embora e o criou. Sem amor, sem o meu amor de mãe. Por isso ele é como é...por isso ele se comporta assim! Foi criado por aquele pai que nunca soube ser! Um doente que acabou sendo morto da pior forma...
Não que era aceitável suas atitudes, mas ele havia sido privado de cuidados e amor a vida toda, então quando sua mãe aceitou ajudar a cuidar de JunWoo, a vi como uma aliada.
Quanto a ele vendo sua vida em risco eu não tive alternativas a não ser resgatá-lo. Se eu acho honroso quem ele é? Talvez sim, talvez não!
Eu só acho admirável! Ele é alguém que não tem medo de ser quem é!
No mínimo corajoso demais pra levar adiante tudo que se passava em sua mente perturbada.
O levei para cabana em Seoraksan e o deixei sob cuidados de sua mãe por alguns dias, enquanto voltava para Seul para resolver minha vida. Pedi afastamento do serviço e sigilo sobre meu local de descanso.
Quando retornei a cabaca, fui recebida junto a notícia do que havia acontecido na noite anterior. JunWoo havia saído e tomado chuva o que fez com que suas feridas se infeccionassem e sua melhora regredisse.
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Um fim para Recomeçar
FanficUma das características fundamentais de um psicopata é a indiferença pelos sentimentos alheios, a incapacidade de se preocupar com as consequências de suas ações, sejam elas físicas ou emocionais. Sob essa perspectiva, surge uma dúvida inquietante:...
