Uma das características fundamentais de um psicopata é a indiferença pelos sentimentos alheios, a incapacidade de se preocupar com as consequências de suas ações, sejam elas físicas ou emocionais.
Sob essa perspectiva, surge uma dúvida inquietante:...
Ir para Seul nos deixou tentados a correr mais riscos, o que culminou com a nossa volta para a capital em mais algumas noites para conversarmos com os possíveis aliados. Alguns dias nos separávamos para resolvermos situações diferentes, mas em todas nos encontrávamos para voltarmos juntos para Seoraksan.
Daquela vez, iriamos preparar o terreno para conversar com o Senhor Choi. Sabíamos que seu ponto fraco era seu filho arteiro que amava se envolver em confusões e atrapalhar a imagem de boa família.
No entanto, ChoiSan -seu filho- estava sumido e não poderíamos ficar sem seu apoio - ou melhor, seu descuido- contudo, Jun Woo tinha uma ideia de onde poderia encontrá-lo.
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Aquele jovem gigolô gostava e presava por uma bela mulher para apimentar sua boa vida, mas quando abusava das extravagâncias sua família o escondia prezando pelo nome da família. Era só descobrir onde ele estava e usar as provas contra ele para obrigar seu pai a fazer o que queríamos.
As garotas da casa de acompanhantes o conheciam bem, já que a boa aparência atraia olhares de muitas mulheres. No entanto, ele tinha uma garota em especial que sempre o servia e sabia de seus esconderijos.
-Eh, espero que não esteja com saudades daqui! - digo enciumada lembrando o quanto ele já havia se divertido com as garotas daquela casa de acompanhantes.
-Só de uma garota em especial! - dispara- Mas, não se preocupe. Ela sumiu, desapareceu como pó! Então não existe ninguém além de você!
Eu não podia compreender o que senti. Se era raiva por ele ainda não me reconhecer ou me vangloriar por tê-lo conquistado na cama. No fim, eu podia sentir ciúmes de mim mesma, mas o que vi pouco tempo depois que chegamos me deixou louca. Fora de mim. Eu conversava com a dona da casa do lado de fora enquanto ela tragava um cigarro atrás do outro.
-Vejo que você conseguiu o que queria. Vi com quem chegou!
-E eu espero que você saiba guardar segredo a meu respeito.
-Não se preocupe benzinho. Não sou esse tipo de mulher, dessas que puxam o tapete de alguém. Se você conseguiu o que planejava é porque é boa no que faz. Fique com seu presidente, mas oh, lembra o que te disse sobre ele ser disputado? Veja lá! -diz ela soprando a fumaça do cigarro na direção oposta a mim.
Ele só podia estar querendo me ver perder o controle - como se já houvesse algo em mim que ainda fosse controlável. E então eu o vi. No meio dela. Daquela loira! Claro… tinha que ser uma loira. Alta, esguia, com aquele ar de superioridade barata que só quem é paga por hora sabe fingir. Poderia ser qualquer uma, mas não - era uma acompanhante, óbvio. Vi os dedos dela se arrastando pelos ombros dele como se ele fosse um presente embrulhado só pra ela. Como se eu não existisse. Como se eu não estivesse ali, atravessando o estacionamento como um vendaval prestes a virar furacão. Meu sangue fervia. Meu peito ardia. Aquela lombriga de peruca ia se arrepender de ter cruzado o meu caminho.