Capítulo 38

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Capítulo XXXVIII

Por Jun Woo

Jamais desistiria dos meus planos. Estava tudo pronto - cada detalhe meticulosamente calculado. Mas foi no instante em que o segurança sussurrou algo ao meu ouvido que percebi: eu já não tinha controle de nada. E naquele segundo congelado no tempo, soube que precisava escolher.

Eu não havia arquitetado o que faria depois de confrontar Vincenzo, tampouco imaginei como seria a vida após a retomada da Babel. Mas havia uma certeza inabalável: eu não deixaria Dami partir. Esperava poder tê-la de volta, reviver o que existiu entre nós na cabana, mesmo que o mundo desmoronasse ao redor. Porque, apesar dos riscos, do caos, das perguntas sem resposta… nosso lance era a única certeza que me restava. Eu simplesmente não saberia existir sem aquela mulher imprevisível!

Eu só precisava resolver aquelas pendências que a minha honra cobrava

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Eu só precisava resolver aquelas pendências que a minha honra cobrava. Matar Vincenzo e retomar meu poder com minha Babel era o meu fim para recomeçar. Depois eu me doaria completamente a Dami. Porque, no fundo, tudo o que eu queria era continuar exatamente de onde paramos - com a mesma força, a mesma intensidade, aquela conexão arrebatadora e absurdamente real.

 Porque, no fundo, tudo o que eu queria era continuar exatamente de onde paramos - com a mesma força, a mesma intensidade, aquela conexão arrebatadora e absurdamente real

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Mas tudo o que me restou foi assistir Dami se precipitar... e colocar tudo a perder.
Ela estava ferida - disso eu não tinha a menor dúvida. Eu havia sido duro deixando a sozinha na cabana, mas era um meio de tentar fazer ela desistir de nós. E, sinceramente, preferia vê-la irritada e me odiando por alguns dias do que em risco naquela maldita festa. Tudo estava sobre meu controle. Era assim que devia ser porque o que Dami não sabia era que eu já havia retomado boa parte da minha rede. Meus contatos estavam de volta, minha segurança pessoal era novamente conduzida por profissionais treinados, e meus informantes me mantinham a par de cada passo de Vincenzo - e daquele novo nome que começava a surgir nas sombras.

Minha situação com a polícia também estava avançando. Com as conversas corretas e com os promotores certos, eu estava negociando minha dívida com a justiça. E sim, eu enfrentaria os processos - associação criminosa, assassinatos, corrupção. Eu aceitaria pagar por tudo o que fiz e ao me apresentar espontaneamente, conquistei o direito de responder em liberdade.

Não era isso que ela queria? Honestidade?
Pois que fosse. Eu me permitiria... por ela. Para ela.
Para, finalmente, ser dela.

O poder voltava as minhas mãos à medida que eu ia me sentindo forte o suficiente para poder correr atrás do gato que sentia-se saciado numa ilha longe dali

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O poder voltava as minhas mãos à medida que eu ia me sentindo forte o suficiente para poder correr atrás do gato que sentia-se saciado numa ilha longe dali.

Vincenzo só não podia esperar era que eu estava forte, me sentia violento como um cão de caça! Tanto, que quando soube que ele saíra da ilha - estava em Seul para negociações com outros advogados a respeito de um divórcio - e estaria na festa da Chaebol, eu não exitei em me vingar de uma vez por todas dele. Acabar logo com aquilo e voltar para o meu lar, para meu aconchego tão apreciado. Aquela festa, era a minha única oportunidade antes de Vincenzo voltar a se entocar! Há, e o rato era eu! Tá bom!!

 Aquela festa, era a minha única oportunidade antes de Vincenzo voltar a se entocar! Há, e o rato era eu! Tá bom!!

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Aquele verme imprestável ia pagar - finalmente. E eu não perderia mais um segundo em circo ou fingimentos: a morte seria certeira. Minha reinserção na sociedade aconteceria naquela noite; Vincenzo seria pego de surpresa e eliminado antes de ter qualquer chance de se preparar. Simples, limpo, definitivo.

- Pago honestamente, mas não necessariamente preciso me arrepender... - digo em voz baixa, quase debochando de mim mesmo, enquanto as lembranças pós‑Dami batem como socos. O peito ferve; sentimentos se confundem numa briga de conduta moral.

O essencial, no entanto, era tirá‑la dali. Afastei‑a para que pudesse voltar ao anonimato sem qualquer ligação comigo. Minha confiança estava sólida, mas a presença dela era um ímã para distrações - e eu não podia me permitir escorregar. Ela não deveria se envolver. Era um trabalho que eu tinha que fazer sozinho.

Só que não contava em ser testado tão brutalmente.
Fui empurrado para escolher: retomar a Babel, vingar‑me de Vincenzo ou salvar Dami de um fim que ela definitivamente não merecia.

...

Data de publicação: 18/05/2024

Hum, temos então um vilão confessando seu amor? Era isso que vocês queriam? Me digam que sim...pq é muito gostoso esse homem malvado apaixonado!

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