Capítulo 26

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Capítulo XXVI

Por Lin Dami

Havia passado os dias seguintes pensando sobre todos os conflitos que me rodeavam. Eu desejava JunWoo, tinha sonhos e planos românticos para nós, mas eu sabia que me envolver tanto com ele era um erro imensurável. Eu já caminhava por trilhos distantes demais, tinha que recuar porque ceder a ele, sem esperanças de um futuro, me mataria.

Era uma luta que meu interior não encontrava respostas se não viesse diretamente de JunWoo. Ele era a resposta, ele precisava ser verdadeiro comigo ou eu enlouqueceria.

À noite, aquecida pelo brilho trêmulo da lareira na sala, eu fingia ler, mas sabia que não disfarçava. Havia um tempo considerável que JunWoo estava sentado à minha frente, fixando seus olhos intensos no meu rosto. Aquele olhar penetrante me consumia como se tentasse decifrar cada pensamento que eu escondia.

O calor da chama criava um círculo íntimo ao nosso redor, envolvendo-nos em uma atmosfera quase suspensa no tempo, onde cada suspiro parecia mais audível, e cada movimento, carregado de significado. Ainda assim, uma linha invisível - suave, porém firme - separava nossos mundos: respeito, medo, incerteza, tudo isso me fazia controlar cada gesto, cada olhar.

Minutos passaram como horas, e eu sentia a tensão crescer, quase sufocante, entre nós. Meu coração disparava, mas meus dedos continuavam virados nas páginas do livro que eu fingia ler, tentando encontrar refúgio nas palavras que não lia de verdade. Era uma batalha silenciosa, um jogo de resistência onde eu tentava, contra todas as forças, não sucumbir ao magnetismo daquele olhar.

Finalmente, sua voz quebrou o silêncio denso, suave e hesitante, como um sussurro que se esgueirava pelo fogo crepitante, trazendo uma verdade velada e impossível de ignorar.

-Então até quando me manterá preso sobre seu domínio? - perguntou sarcasticamente fazendo me revirar os olhos entediada da duplicidade de suas brincadeiras.

-Então até quando me manterá preso sobre seu domínio? - perguntou sarcasticamente fazendo me revirar os olhos entediada da duplicidade de suas brincadeiras

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- Eu não disse que está preso! - digo erguendo meu olhar para ele- Sob meu domínio aí depende de você, eu o domino de alguma forma?

- Quem sabe! - diz entortando a boca - Sendo policial você certamente conhece muitas formas de dominar um homem! Talvez se me mostrasse algumas, eu poderia dizer se estou ou não de fato preso em suas mãos!

-O que você quer? - pergunto um tanto estressada com suas palavras sugestivas, mas tão cheias de frieza. Se me queria, então fosse claro, fosse sincero.

- Pelas minhas contas, estou há quase um mês me recuperando dessas feridas, mais o tempo que fiquei preso...meu corpo está cansado! Tenso!

O encaro cética. Ele realmente estava me propondo algo! Ele aproximou-se e colocou as duas mãos uma em cada lado da poltrona, aproximou seu rosto de mim e após encarar-me por alguns segundos diz:

-Posso ver que deseja o mesmo, então, por que estamos perdendo tanto tempo nesse joguinho bobo?

- Por que? - digo aproximando-me de seus lábios. Eu estava sedenta para beijá-lo. Seus lábios tortos me atraiam como um imã. - Porque eu quero muito mais do que isso. Eu sou ambiciosa e reconheço! Não percebe que eu quero o seu coração!?

Um fim para RecomeçarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora