Uma das características fundamentais de um psicopata é a indiferença pelos sentimentos alheios, a incapacidade de se preocupar com as consequências de suas ações, sejam elas físicas ou emocionais.
Sob essa perspectiva, surge uma dúvida inquietante:...
Ondas de calor e desejo me tomavam. Eu mal compreendia porque conquistá-la me deixava tão excitado, mas eu desejava ter aquela mulher novamente. Saborear seu corpo doce e macio como um pêssego suculento mais uma vez. A testosterona berrando em minha corrente sanguínea pedia que eu mostrasse que poderíamos aproveitar aqueles dias na cabana com beijos longos e suaves e sexo picante.
Dami despertava em mim uma carência em ter aquele corpo novamente e grau de desejo jamais experimentado. Ela me deixava frustrado por desejá-la tanto, por ser dependente daquele corpo, mas por outro lado podia ser a abstinência!- pensei eu.
Só podia ser fruto do desejo que ela representava. Corromper a policial! Quanto mais ela se recusava - mesmo sabendo eu o quanto ela já havia se entregado- mais eu a queira. E eu não aceitaria um não, uma recusa!
- Não consigo me controlar assim perto de você!- digo sentindo meus músculos mais íntimos latejarem e sem pensar mais pego sua mão e a levo até meu órgão pulsante na tentativa que ela aceitasse acalmá-lo. O toque de sua mão acalmaria momentaneamente aquela agitação. Ela tinha que aceitar!
...
Por Lin Dami
Aquilo - por hora - estava fora de cogitação. Eu sabia exatamente qual o passo seguinte se aceitasse tocar em seu corpo.
Eu não resistiria!
Ele me deu liberdade para isso, mas eu não poderia aceitar as tentativas dele. Ainda não! Por enquanto não. Eu queria seu coração primeiro. Ou ele inteiro, ou... Melhor nada mais. Eu tinha consciência que havia ido longe demais e sairia ferida de tudo aquilo.
Ele só me usaria como um refúgio temporário para a sua ânsia selvagem, para depois me abandonar sem hesitar, como quem se livra de um objeto quebrado. E eu, eu o queria inteiro - não em pedaços, não de passagem - queria cada parte dele, a alma crua, o fogo que consumia seu olhar. A cada dia que passava, essa necessidade crescia dentro de mim, feroz e insaciável, me rasgando por dentro.
O pior que eu sabia que estava sendo cruelmente egoísta, desejando algo que ele jamais poderia me dar, mas já era tarde demais para recuar. Eu havia me lançado no abismo sem nenhuma rede de segurança, presa à ilusão de um “nós” que talvez nunca existisse.
Agora, só restava agir com frieza e cálculo, porque se havia uma chance - mesmo mínima - de tê-lo para sempre, eu precisaria ser a caçadora implacável, paciente e letal. Com o coração em punho, puxo minha mão, pronta para enfrentar o que vier.
-Então você culpa seus hormônios? Bem típico de um doente que nunca se culpa...seja honesto ao menos com você!
Ele franze o cenho e vai para o quarto, em segundos escuto o barulho do chuveiro sendo ligado. Eu sabia que embora estivesse ali para ajuda-lo eu não passava de um prazer no infortúnio. Alguém que o serviria enquanto ele se recuperava, depois seria descartada, isso se eu não acabasse morta pelas suas próprias mãos, mas nunca fora esse meu plano.
No entanto, caí no descuido - ou talvez de forma inconsciente, querendo - ir até o quarto arrumar uma troca de roupa e permitir por um segundo imaginar como seria viver uma vida com ele. Um sonho proibido, feito de esperanças que eu sabia, no fundo, que só me levariam à ruína.
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