I am the sun, you know you need me
And you might get burned if you take too much
Don't get addicted 'cause, I'm gonna fade you like that rush
Is that blood on me or blush? - Savage from Bahari
Eu disse a Ciryss que não iria, eu não prometi a Zayan que não iria.
Ainda tinha tempo de mudar de ideia, pois eu não estava no Cazz Stop, estava batendo na porta de Eric, usando um vestido de seda curto e vermelho, saltos dourados e brincos pendendo da minha orelha.
Ele abriu a porta, seus olhos não encontraram os meus, encontraram a curva da minha cintura primeiro, minhas pernas depois, e por ultimo meu rosto.
-- O que você está fazendo? -- Era uma pergunta muito boa, muito boa mesmo, daquele tipo de pergunta que não se tem uma resposta de tão boa que ela era.
-- Não sei. -- Lhe disse a verdade, eu tinha dirigido pela rua que dava ao Cazz Stop, a única boate boa por aqui, depois de algumas tentativas falhas de evocar a suposta magia que Zayan disse o ter queimado, mas por algum motivo o carro me levou até a casa dele, e meus pés me levaram até a sua porta.
-- Quer ir em uma festa? -- Perguntei, sem saber se eu torcia por sim ou por não, completamente alheia ao fato de que Ciryss estaria lá.
-- Você usou alguma coisa? -- Você usou alguma coisa? A semelhança da pergunta na voz de Zayan ecoou na minha mente como um feitiço.
-- Hmm não. -- Franzi a testa, quase ofendida. Por que todo mundo presume que eu tô sempre sob a influência de algo?
Eric não estava de pijama, estava de calça jeans e uma blusa branca casual, um movimento atrás da porta o fez a fechar atrás de si.
-- Sabina, acho que você deveria voltar por onde veio. -- Ele estava me expulsando? Seus olhos estavam tensos, sua voz estava metódica, controlada.
E ele parecia não querer me ver.
Eu terminei as coisas com ele, e ele passou um tempo tentando começar elas de novo, até atingir um ponto de equilíbrio em que o tentar dele se tornou mais sutil, como se tivesse deixado de orar por um milagre, mas ainda sim esperasse que as orações já feitas o fizessem acontecer. Nada parecido com agora.
-- O que voc-- Comecei, sendo interrompida logo em seguida.
-- Eric, não estou achando! -- Alguém gritou de dentro da casa. Não alguém, Rirena.
Eu o olhei espantada, ele me olhou arrependido. Mas arrependido de que eu tivesse descoberto?
Isso me fez rir, rir alto, descontroladamente, como se mãos invisíveis tivessem me feito cosquinhas. Mas eis uma coisa sobre cosquinhas: não são legais, a risada nunca é de alegria, é de panico.
Ele cobriu minha boca com a mão enquanto os olhos azuis dele me cobriam desesperados. Seu braço agarrou a minha cintura e me puxou para perto quando Rirena se aproximou da porta dizendo:
--Eric? O que foi?
-- Nada. -- Ele se apressou na resposta. -- É só uma encomenda. Eu já entro. -- Seus ombros relaxaram apenas um pouco quando os passos ficaram distantes novamente.
Ele realmente estava fodendo ela. E com esse vestido vermelho, eu realmente parecia uma encomenda. Não pude evitar de pensar que se talvez a resposta dele tivesse sido diferente, e Rirena não estivesse lá, eu teria me tornado de fato a encomenda.
-- Volte pra casa, depois conversamos. -- Ele tirou a mão da minha boca devagar, com receio de que eu falasse alto demais.
-- Não temos nada para conversar, Eric. -- Minha voz saiu ríspida, revelando mais do que deveria.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Cheserie Box
RomanceChaserie não é uma caixa de Pandora, mas para o azar de Sabina Canter, a semelhança entre o tamanho da cidadezinha e os segredos guardados com o vento alegam que poderia ser. Uma vez em que olhos verdes de berilo espreitam entre o vão da port...
