As mãos de Eric corriam livres pelas minhas coxas, meus seios ainda escondidos pelo vestido. Os lábios dele se moviam frenéticos, desejosos, como se tivesse tido uma oportunidade única na vida e não quisesse perder. Eu sorri contra a boca dele, o que o fez me apertar em seu colo.
Eu me mexia cada vez mais que sua boca fazia um caminho apressado por todo o meu pescoço, voltando para o meu queixo, sua barba por fazer raspando a minha bochecha.
Eric tirou a mão da minha coxa para a levar ao porta luvas do carro, e xingou baixinho quando não encontrou o que queria em seu bolso.
Eu ri de novo, me esfregando mais um pouco no corpo rígido dele.
-- Não vamos precisar. -- Eu disse saindo de seu colo e voltando para o banco do passageiro. Eu não tinha intenção de transar com ele.
-- Então o que foi isso? -- Eric estava ofegante e parecia irritado ao colocar a blusa novamente. Eu por outro lado fiquei confusa.
-- Um beijo. -- Respondi como se fosse obvio. -- Por acaso se esqueceu o que é um beijo?
Ele não riu. Também não teve tempo de responder quando seu celular tocou, o atendendo com pressa, e nervoso.
-- Oi. -- Ele me olhou apreensivo. -- Sai para abastecer, já estou chegando. -- Ao desligar o celular, tive tempo de ver quem era. Mas Rirena estava na casa de Ciryss.
-- Espere, espere, espere. -- Falei tentando raciocinar. -- Você passou na casa de Ciryss para buscar Rirena, me viu saindo e decidiu me dá uma carona ao invés de pegar sua namorada? -- Era quase inacreditável. Quase, se não fosse de Eric que eu estava falando.
-- Rirena não é minha namorada. -- Ele suspirou. Eu sorri ao perguntar:
-- E Rirena sabe disso?
-- Não é da sua conta. Nem mesmo se ela fosse minha namorada. -- Eric começou a dirigir para a minha casa.
-- É claro que é da minha conta, eu estava rebolando em você a três minutos atrás enquanto tem outra aluna te esperando pra fazer o mesmo. Não vou me prestar ao papel de amante.
Ele riu de forma exasperada ao fazer uma curva fechada.
-- Você pareceu se acomodar muito bem a esse papel no passado.
Me serviu como um tapa, ao ponto de que eu precisasse de alguns minutos para pensar no que falar. Eric me olhava com o canto do olho como se quisesse pedir desculpas.
-- Você me manipulou, Eric. -- O olhei com raiva. -- Você mentiu para mim!
-- E já me desculpei.
-- Como? Me dando notas boas como se fosse um pagamento por sentar em você sempre que pedia? -- Ele pareceu abalado, mas cerrou o maxilar e apertou o volante com força.
-- Meu deus, Sabina. Supera isso!
-- Você ainda me procura no colégio como se estivesse atrás de uma dona, e ainda me dá notas boas como se fosse um pedido de desculpas decente! Se escuta Ciryss, é você quem nunca superou.
Ele puxou o freio de mão. Eu estava sem cinto. Minha cabeça bateu no painel do carro e sangue escorreu pela minha testa.
Susto, choque, os dois ou um dos dois me mantiveram parada, e Eric irritado demais para se importar. Ele virou o rosto para mim devagar ao perguntar:
-- Do que você me chamou? -- A raiva gelada no tom de voz dele rivalizava com o azul frio de seus olhos, com a ponta de seus dedos agarrando meu queixo.
-- Do que... como assim--
Mas parei de murmurar quando seu outro punho cerrado, como se precisasse socar alguma coisa, ameaçou meu rosto, e então me dei conta.
Eu o chamei de Ciryss. Teria me dado um tapa na testa pelo vacilo, mas Eric não merecia meu remorso, ainda quando era ele quem parecia querer me dar um tapa.
-- Sai do meu carro. -- Ele disse antes que eu se quer tivesse a chance de responder, me soltando com brutalidade o suficiente para bater a cabeça de novo na janela, mas acho que eu não queria responder de qualquer forma.
Apenas tentei imitar o ódio que tinha em seu rosto ao descer do carro. Pelo menos eu estava na esquina de casa.
Eric arrancou a partida sem cerimonia e com uma violência que diria a qualquer um que estava com raiva. Revirei os olhos, sentindo a cabeça doer, ao chegar na porta da minha casa.
E eu tenho quase certeza que não a deixei escancarada como ela estava agora.
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Cheserie Box
RomantikChaserie não é uma caixa de Pandora, mas para o azar de Sabina Canter, a semelhança entre o tamanho da cidadezinha e os segredos guardados com o vento alegam que poderia ser. Uma vez em que olhos verdes de berilo espreitam entre o vão da port...
