capítulo 11: uma ilusão?

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Alan

Louisa?

Que porra era essa?

E olha que eu nem tinha fumado um baseado aquela noite.

As luzes eram praticamente escassas, mas eu tinha reconhecido Louisa ali.

Era alguma espécie de miragem?

Alucinação causada pelo álcool?

Mesmo em meio à bagunça, ela parecia delicada.

Linda.

E sim, era definitivamente coisa da minha cabeça.

Louisa não frequentaria aquele tipo de lugar.

Eu estava tão obcecado que já estava até imaginando coisas.

Porra!

Donna me tirou do transe, segundos depois.

— Alan, eu não estou me sentindo bem. — ela lamentou, posicionando-se na minha frente.

Eu me retraí um pouco quando ela me tocou.

Donna tinha vindo com algumas garotas e curtia esse tipo de evento desde que soube que eu participava deles. De toda forma, suas companhias desapareceram. Ótimas amigas!

— Me leva pra casa, por favor. — implorou, fazendo um pequeno bico. — Janet e Mia sumiram. Estou sozinha e preciso muito de uma carona. Por favor. Sinto que posso desmaiar a qualquer momento.

— Não quer ir para o hospital?

— Não. Só quero ir para casa. Ficarei melhor assim que estiver lá.

Os caras ao meu redor nos olharam com diversão, principalmente Colton.

— O que tá sentindo?

— Febre e tontura. — disse e decidi conferir.

Toquei seu rosto e pescoço.

Sim, realmente estava muito quente.

Além disso, o semblante de Donna parecia pálido.

Eu perceberia se ela estivesse mentindo.

Mesmo que não goste da minha irmã, romanticamente falando, peço que a proteja se for o caso, principalmente quando eu estiver em Londres. Cuide da minha irmãzinha, amigo. Daniel disse na noite passada.

— Eu vou te levar para sua casa, Donna. — ela sorriu brevemente em agradecimento. — Entra no carro. — abri a porta para ela, que entrou rapidamente.

Despedi-me dos caras e depois sentei atrás do volante, com Donna ao meu lado.

Ela suspirou e dei partida no carro.

Pela janela, observei a multidão sendo deixada para trás.

Por conta da pouca iluminação e quantidade de pessoas na frente, não consegui avistar a suposta Louisa, então supus que era mesmo uma ilusão.

Em instantes, estava correndo em direção à residência da família Henderson.

— Tem uma garrafinha de água no porta-luvas. Pode pegar, se quiser.

Donna fez exatamente isso, bebendo o conteúdo da garrafa.

— Muito obrigada. — ela sussurrou em agradecimento.

— Hm, por nada. — eu disse simplesmente e continuei dirigindo.

Como era monossílabo sempre que Donna tentava iniciar uma conversa, ela acabou desistindo e ficou em silêncio até chegar em casa.

Beijos RoubadosOnde histórias criam vida. Descubra agora