capítulo 37: suspeita

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Hamburgo, Alemanha

Alan

— Que gênio você! — Noah zombou no momento que voltamos para o hotel. Estávamos em uma reunião chata minutos atrás e tive que suportar cada segundo. — Que tipo de cara esquece a porra do celular em outro país?

— Culpa do meu pai que ficou me apressando. — sussurrei para que o velho não ouvisse. Estávamos em uma espécie de cassino no momento e isso dentro do próprio hotel. — De qualquer forma, estou ansioso sem aquele celular.

— Provavelmente está cheio de mensagens e ligações. Você é louco.

— Realmente sou. — sorri brevemente, encarando a vista lá de fora pela enorme janela de vidro.

Durante a noite, eu conseguia observar as luzes da cidade. Era uma vista privilegiada, mas minha cabeça não estava ali.

Desde que aquela viagem teve início, eu não parava de pensar em Louisa.

Minha Louisa.

O que ela estava fazendo agora?

Também pensava em mim? Sentia minha falta?

Ou continuava me desprezando com todas as forças?

Porra, eu não via a hora de estar em casa.

Ao invés de estar me divertindo naquele país, eu apenas me sentia frustrado. E sem o celular tudo piorava. Meu pai até que se mostrou uma boa companhia assim como Noah, mas...

Eu queria voltar logo pra Chicago e falar com Louisa.

Sentia falta dela.

Se estivesse com meu celular, poderia olhar nossas fotos. Poderia me torturar observando seu número de contato, pensando se ligava ou não. Mas fui estúpido o suficiente para esquecer a porra daquele aparelho assim que saí às pressas para o aeroporto.

Eu tinha bebido algumas doses de vodca em um bar até que me lembrei da merda da viagem através de uma ligação do meu pai. Desse modo, chequei o relógio e saí às pressas daquele lugar. Na pressa pra banhar e me vestir, só peguei a mala que a empregada tinha arrumado e saí.

Faltava pouco tempo para o avião decolar, mas cheguei a tempo. Esperei um sermão do meu pai pelo atraso, mas surpreendentemente não veio. Então seguimos viagem.

E no meio do caminho, lembrei que deixei o celular em cima da minha cama.

Fodido esquecimento!

E agora eu estava incomunicável.

Literalmente.

Agradeci quando aquela viagem chegou ao fim.

E então... eu estava livre para voltar para casa.

Horas depois, eu estava de volta a Illinois e nem disfarcei meu sorriso quando avistei a cidade pela janela do avião.

Estava finalmente em casa.

Cada vez mais perto de Louisa.

Minha princesa.

Assim que cheguei à mansão, procurei meu celular.

Como meu pai tinha ligado para casa anteriormente, pedi que ele avisasse Claire sobre manter o aparelho carregado.

Suspirei de alívio no momento que estava com o celular na mão.

Meus olhos se depararam com uma enxurrada de mensagens e ligações perdidas.

Surpreendentemente Aaron também me ligou.

Beijos RoubadosOnde histórias criam vida. Descubra agora