No meu apartamento, encarei o teto do quarto e soltei um suspiro pesado.
Merda!
Será que eu tinha arruinado tudo com Louisa?
Por que não me controlei?
De qualquer forma, seria impossível com ela em meus braços.
Eu a toquei.
Imaginei as coisas sujas que faria com ela caso estivéssemos em um quarto.
Imaginei seus gemidos doces enquanto eu entrava nela.
Minha ereção não desapareceu quando Louisa se afastou.
Eu tive que tomar um banho frio ao chegar em casa. Tive que me aliviar no banheiro enquanto imaginava Louisa se tornando minha em diversas posições.
Porra, eu estava louco.
Completamente louco.
Louco por ela.
Com o celular na mão, pensei em enviar uma mensagem, mas desisti.
Eu precisava por minha cabeça no lugar e pensar coerentemente; pensar como o antigo Alan descompromissado e que não era obcecado por uma boceta.
Mas...
Eu tinha mudado.
E isso desde que Louisa entrou na minha vida.
Doce tentação.
Horas depois, meu celular vibrou com uma mensagem.
Quem seria?
Encarei a tela após tocá-la.
Donna.
O que ela queria?
Sem hesitar, abri a mensagem.
Ampliei meus olhos em seguida.
Que porra era aquela?!
Aquilo estava realmente acontecendo ou era coisa da minha cabeça?
— Apenas um pequeno presente. Espero que tenha uma ótima noite.
Em seguida, ela enviou fotos.
Seis, no total.
Donna me enviou fotos do seu corpo enfiado em uma calcinha e sutiã minúsculos. Para provar que era ela, seu rosto atrevido estava estampado em cada imagem.
Ao invés de despertar desejo em mim, aquilo apenas me deixou surpreso e aborrecido.
O que deu nela?
Donna tinha me surpreendido com sua atitude atípica.
Muito.
Eu não podia negar que Donna tinha um corpo legal, mas eu não fiquei excitado. Imaginei que sua intenção era me provocar de alguma forma.
Digitei algo rapidamente.
— Ficou maluca? Não envie mais essas fotos ou algo do tipo. Tô avisando.
Ela visualizou, mas não respondeu.
Com um suspiro irritado, deixei o celular de lado e voltei a encarar o teto.
Donna realmente tinha conseguido me deixar desconfortável.
#*#
Domingo
Louisa
Não!
De novo não!
Por que meu vizinho não podia simplesmente deixar o volume mais baixo? Que custo teria?
Pelo jeito as coisas estavam verdadeiramente animadas, considerando os ruídos de risadas, urros, e conversas. Nem a música era capaz de inibir isso.
E eu apenas queria dormir.
Era pedir demais?
Eu definitivamente deveria comprar protetores auriculares ou...
Chamar a polícia.
Sim, era uma boa ideia.
Mas...
Ao invés disso, eu me ergui daquela cama ainda enfiada em meu pijama folgado e com estampa de coelhos. Com as pantufas nos pés, eu caminhei até a porta da sala.
Após abri-la, eu me vi no corredor.
Sim, eu iria bater naquela porta até alguém abrir e parar com a barulheira.
Sem hesitar, esmurrei a porta.
Esperei algum sinal.
Nada.
Apenas mais barulho.
Com um suspiro frustrado, voltei a bater.
Bem forte.
Alguém abriu a porta.
Finalmente.
Recuei alguns passos, sendo alvo do olhar de uma garota de cabelos castanhos com algumas mechas azuis.
Ela não parecia nada feliz em me ver ali e não amenizou o descontentamento.
— O que você quer?
— Eu... eu apenas quero que abaixe o volume da música. Está bem alta. Não estou conseguindo dormir. Aposto que os demais vizinhos também não.
A garota riu.
Sim, ela riu bem alto.
— Isso é alguma piada? — disse com desdém. — Eu não ligo se você não consegue encontrar a porra do sono. Na verdade, nem sou a moradora deste apartamento.
Ignorando sua grosseria, questionei:
— Então quem é o dono? Posso falar com ele? — tentei bisbilhotar algo lá dentro.
Com o cenho franzindo, apenas observei uma grande semiescuridão. Luzes neon estavam por toda parte e aquilo incomodou meus olhos.
Pelo movimento lá dentro, havia uma boa quantidade de pessoas.
— Claro. — disse alto para ser ouvida. — Vou chamá-lo. Só não sei se ele vai ficar feliz em te ver aqui... atrapalhando nossa diversão. — fechou a porta na minha cara.
Que falta de educação! — pensei.
Minutos.
Esperei vários minutos até que o morador do imóvel viesse me atender.
Nada.
Imaginei que aquela garota me enganou, então voltei a bater naquela porta.
Diversas vezes.
Eu era insistente e acreditei que foi isso que irritou a pessoa do outro lado.
Alguém abriu a porta bruscamente.
Meus olhos espantados migraram para a figura na minha linha de visão.
Olhos escuros miraram meu rosto confuso.
Olhos que eu conhecia bem.
A indiferença presente ali deu lugar para o espanto.
— Que porra...?!
— Você?!
— Lou?! — Alan questionou embasbacado, como se eu fosse uma miragem.
E eu...
Eu estava em choque.
🔥🔥🔥
MARATONA 2/4
VOCÊ ESTÁ LENDO
Beijos Roubados
RomanceFilho de alguém rico e influente de Illinois, Alan Gustafson não se encaixava na imagem de garoto certinho e não fazia muito esforço para mudar isso, mesmo que ainda se importasse com o julgamento do seu pai exigente. Quando ele conheceu a humilde L...
