capítulo 19: tutor atraente

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Louisa

Por volta das 23h, eu me ergui daquela cama e atravessei o apartamento até a porta da sala. Eu a abri e sorrateiramente saí dali.

Eu me sentia em um daqueles filmes de suspense.

Com a mochila, eu me esgueirei até a porta da frente e bati.

Alan abriu a porta em instantes e entrei.

Antes que eu pudesse raciocinar, Alan já tinha me puxado para ele e estava me beijando com desespero.

Muita intensidade.

Eu me derreti em seus braços enquanto o beijo se aprofundava.

Só paramos quando perdi o fôlego.

— Trouxe tudo o que precisa? — Alan questionou, vendo-me puxar os livros da mochila.

— Sim, tudo. — respondi animada, depositando os materiais sobre o sofá.

Em instantes, eu estava imersa nos estudos.

Alan me explicava algumas coisas e apreciei aquilo. Ele inclusive me revelou como funcionavam as provas e em quê eu deveria ter conhecimento.

— Sério. Conheço alguns macetes legais. Vão te ajudar. — relatou e anotei tudo o que pude.

Eu estava empolgada.

Em algum momento, deixei os livros de lado para que Alan pudesse me beijar. Era um beijo gostoso e profundo. Eu estava amando, sobretudo os toques de Alan sobre meu corpo.

Ele era intenso.

— Você disse que tinha alguns macetes legais. — suspirei, enquanto Alan beijava e chupava meu pescoço. Eu estava arrepiada e apreciando seu toque. Ele parecia longe dali enquanto me tocava. — Pode revelá-los pra mim? — pedi, fechando os olhos e suspirando enquanto Alan me beijava.

Longos minutos depois, ele sussurrou contra meu ouvido:

— Claro que posso. — e então voltamos aos estudos.

Alternávamos entre olhares, toques, beijos e concentração naqueles livros.

Era um momento favorável e eu estava amando.

Meu rosto ardia enquanto eu sentia os olhares possessivos de Alan.

Algumas vezes sua mão boba escapava para meu traseiro ou seios e não reclamei. Outras vezes, ele roubava beijos e eu apenas me rendia.

Com isso, as horas passaram rapidamente e infelizmente tive que voltar para casa.

Guardei os livros e me despedi de Alan.

Ele me deu um último beijo intenso e segui para meu apartamento.

Enquanto eu estava em minha cama, não parava de sorrir e pensar em meu tutor atraente.



#*#






Nos dias seguintes, as aulas particulares continuaram.

Eu só esperava mamãe dormir e logo seguia para o apartamento do meu vizinho.

Alan parecia adorar me ter ali e até conversávamos algumas vezes.

Acabei revelando como perdi meu pai e Alan confessou ter um pai distante.

— Ele era legal antes da minha mãe ir embora. — desabafou enquanto eu estava deitada em seu torso. Estávamos no sofá e os livros estavam espalhados no tapete. A mão de Alan afagava meus cabelos e costas.

— Sua mãe foi embora? — ergui o rosto e Alan parecia tenso.

— Sim. — segundos depois, Alan revelou algo que eu não esperava.

Fiquei sabendo que ele flagrou sua mãe traindo seu pai quando era apenas uma criança. Seu pai viu tudo segundos depois e explodiu. O amigo do seu pai evitou que ele fizesse uma besteira.

— Noah segurou meu pai até que ele se acalmasse mais. No mesmo dia, mamãe arrumou as malas e foi embora com o amante. Ela nem olhou para trás.

— Sinto muito. — acariciei seu rosto, sentindo seu olhar sobre mim. — Você é muito forte. Eu te admiro muito por isso.

— Acha mesmo? Eu queria que meu pai tivesse sido também, mas ele mudou bastante. Tornou-se um cara ranzinza pra caramba e que não esquece o passado. Sorte que ele encontrou a Gwen.

— Gwen?

— Sim, minha atual madrasta.

— Pela sua cara, ela deve ser ótima.

— Sim, ela é. Minha irmã Eleanor gosta muito dela. E eu não tenho nada contra.

— Que bom que muitas coisas deram certo no final. Espero que seu pai um dia melhore. Ele deve ter ficado bem magoado depois da traição.

— Ele ficou. Espero mesmo que melhore um dia.

Louisa suspirou, concordando.

— Por que você não mora com seu pai e o restante da sua família?

— Às vezes vou lá. Não gosto muito. Eu aluguei esse apartamento e vivo aqui. Como toco em uma banda e tenho alguma ajuda de custo, aluguei esse lugar pra ter alguma privacidade. Gosto de ficar sozinho algumas vezes. Na casa da minha família, eu não tinha tanta privacidade. Sempre estava cheia de visitas e com o humor do meu pai era bem ruim ficar lá. Ele não sabia que eu tinha alugado um apartamento, mas depois aprovou. Eu consigo manter esse imóvel com algum dinheiro de apresentações com a banda e de apostas em algumas corridas. Agradeço o fato do aluguel não ser caro.

O aluguel realmente não era caro. Na verdade, aquele conjunto de apartamento era bem simples e cabia no orçamento. Se fosse rico, Alan provavelmente não viveria ali. Eu imaginava que não. Isso só provava o quanto era simples.

— Então você queria alguma privacidade. — constatei. — Você me parece super independente. — comentei, admirada.

— Acho que sou um pouco. — disse, levando seus dedos até minha bochecha.

— E tem uma banda. — eu não fazia ideia disso antes.

— É. Sou baterista. — disse surpreendendo-me. — Qualquer dia desses, vou te levar pra assistir uma apresentação da FAL. Significa Forever Alone and Lost e é o nome da banda da qual faço parte com mais quatro amigos. Posso te apresentar a eles qualquer dia também.

— Eu ficaria lisonjeada. Quero muito ver a apresentação da banda também e como você... — eu me calei tímida e Alan me encarou com divertimento.

— Como eu...?

— Como você se parece tocando uma bateria. — confessei timidamente.

— Você me verá tocando em breve. — de repente, Alan me pegou de surpresa ao nos virar naquele sofá e ficar sobre mim, entre minhas pernas. Eu o encarei com os olhos amplos e com a respiração ofegante. — Eu vou tocar apenas para você. E assim poderá me observar com atenção. Aposto que vai gostar.

— Acho que vou gostar. — sussurrei e Alan encarava meus lábios com intensidade.

— Você é tão linda.

Meu corpo esquentou com o elogio.

Eu não me achava tudo isso, mas eu gostava quando ele dizia. Eu me sentia especial.

— Obrigada. — sussurrei. — Você é lindo também. Muito lindo.

Ele revelou seu sorriso perfeito.

Em seguida, tocou minha bochecha e seu olhar continha diversos sentimentos.

Alan não hesitou e inclinou seu rosto.

Segundos depois, estávamos nos beijando profundamente; como se precisássemos daquilo pra respirar.





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MARATONA 2/5










Beijos RoubadosOnde histórias criam vida. Descubra agora