capítulo 5: aparição surpreendente

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Dia seguinte...

Louisa

Na escola, peguei minha bandeja e segui para uma mesa disponível no refeitório.

Em silêncio, comi a carne (Pot Roast) acompanhada de uma salada deliciosa. Enquanto outros alunos reclamavam da falta de sal ou algo do tipo, eu não deixava de agradecer. A refeição realmente estava muito boa e eu jamais desprezaria comida.

Mamãe sempre me ensinou a apreciar as coisas simples. A ter respeito e ser gentil. Desde que morávamos em Cleveland e nos mudamos para Chicago, ela me ensinava muitas coisas. Papai também, e eu sentia muita falta dele. Lamentava sua morte injusta, considerando que ele estava apenas indo para o trabalho e não devia ninguém. Lamentava o fato de que ele não estava mais por perto para me fazer sorrir com suas piadas fora de contexto.

De toda forma, eu agradecia por ter uma mãe especial e tão boa quanto meu pai.

— Cara, o pega foi muito bom. — um garoto disse na outra mesa e eu consegui ouvir.

— Foi mesmo. — outro comentou. — Muita adrenalina. E muitas garotas gostosas também. Espero que tenha outro racha em breve.

Racha.

Corrida clandestina, na verdade.

Ouvi boatos de que a polícia detestava essas corridas e queria prender os responsáveis. Mesmo assim nunca foram pegos. As corridas de motos ou carros eram arriscadas, tanto para quem estava na direção quanto para quem poderia estar transitando normalmente pela rua.

Era esse tipo de evento que fazia sucesso na escola. Mas tudo às escondidas. Eu sabia que muitos alunos frequentavam esses eventos noturnos e ilegais. Muitas pessoas do meu bairro também.

De toda forma, aquela não era minha forma de diversão. Eu preferia ambientes calmos ao invés da baderna ou perigo. Era melhor evitar confusão e apenas viver calmamente.

Terminei de almoçar e agradeci quando o intervalo acabou. Voltei para a sala de aula após escovar os dentes no banheiro e dei toda minha atenção à disciplina ministrada, sem me preocupar com os ruídos dos alunos barulhentos.

Após a aula, segui para a biblioteca e passei algum tempo ali antes de ir para casa.

Minha mãe estava me esperando com um sorriso radiante e apreciei o gesto.

— Mãe! — eu a abracei.

Ela parecia bem, já vestida em sua camisola. Seu rosto não estava mais tão pálido e ela parecia muito bem de saúde. Sinal de que o tratamento estava fazendo efeito. Apreciei muito isso.

— A senhora já jantou? — eu disse enquanto me afastava para meu quarto.

— Ainda tá cedo. Vou jantar quando você voltar da loja. — gritou para ser ouvida. — Preparai uma refeição deliciosa. Você vai amar.

— Aposto que vou. — eu disse entusiasmada. — Amo sua comida. — gritei, dentro do quarto.

— Eu sei que ama, Lou. — ela disse convencida do outro lado e sorri enquanto tirava meu uniforme.

Enrolada em uma toalha, segui para o banheiro no final do corredor e me banhei. Minutos depois, eu estava enfiada em um vestido acima dos joelhos, azul claro e sem muitos detalhes. Fiz pequenas tranças e elaborei um penteado bonito, de modo que o restante do meu cabelo continuava solto. Ele caia sobre meus ombros e passei um pouco de perfume e batom fraquinho.

Após me despedir da minha mãe, segui para a loja onde trabalhava e Giovanni me cumprimentou educadamente antes de sair para descansar.

Fiquei sozinha naquela loja e logo estava atendendo os clientes.

Beijos RoubadosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora