Capítulo 26 - O Tubo (b)

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Ibiza – 16:30

Gibs, Mind e Keep tomam seus postos na Bodokan aportada no cais de Ibiza. Ligados os instrumentos e painéis de apoio, é tempo de levantar vôo:

— Turbinas principais em 85% de atividade. Energia auxiliar em stand by. – Anuncia Mind ao comandante fanfarrão, Gibs. Keep analisa os gráficos com as previsões de gastos de tempo e fluxo de energia da nave:

— Chegamos em 25 minutos na entrada do Tubo – Estação: Ibiza, Capitão.

O italiano Fanfarrão, Gibs, está empolgado com a aventura:

— Alçar Vôo. Coordenadas aplicadas, fiquem atentos para a barreira da Força internacional, tem Cybrons por toda parte nessa joça. Simbora!!!

FUSHHSHX

A nave decola e segue até a zona de transição de Ibiza, uma periferia de prédios velhos e condomínios funcionais, os chamados Blocos. Não muito longe dalí, deixada para trás no quarto do Hotel Sea Gate; Amanda Walker está deitada na cama depois de lavar-se. Penteados os pelos de seu corpo de mulher e com ele desenhando uma sombra quase translúcida sobre o lençol branco. Outras sombras crescem ao ponto de darem lugar ao quadril feminino cheio e definido. Deitada, Amanda se esgueira até alcançar a mochila dada por Voguel dias atrás na LENA. Tirou de lá o Manual do Dr. Wishonsky. Ao abrir Lia com a curiosidade aguçada:

Capítulo XXXVI – Guia prático do salto de teletransporte.

Existem três categorias de salto quântico aplicados ao referencial humano. O Teletransporte; o Salto intradimensional, O salto temporal e salto interdimensional. No tele transporte o sujeito pode experienciar o primeiro nível de colapso da forma de onda em partícula. Cada átomo do seu corpo é separado e integrado ao campo eletromagnético, as partículas vibram em uma frequência não direcional atingindo em frações de nano milésimos de segundos a forma de onda. É nessa manifestação que o sujeito passa do mundo material para o vortex intradimensional que é película divisória entre a realidade e a interface do campo unificado...

Knock Knock

Alguém bate na porta

— Quem é?

— Sou eu, Beka. Posso entrar?

— Claro. Entra.

Beka abre a porta e vai direto na cama da colega que está bem a vontade em seu pijama de corações rosa e branco. Sem cerimônias Beka deita transversalmente de barriga para baixo próxima e paralelamente a cabeceira com os pés de Amanda pressionando delicadamente suas costelas. Amandinha, encostada na cabeceira, está digitando uma mensagem para Keep e não esquenta com a presença da intrometida aos seus pés. Beka que também está com um smartphone em mãos lendo as notícias escolhe roupas para comprar pela internet.

— E aí? O que você vai fazer no tempo livre?

— Sei lá... Ficar lendo...

— Que livro é esse? Deixa eu ver.

Beka estende a mão para pegar o livro, deixado de lado minutos atrás, mas é impedida pela rapidez das mãos de Amanda que surrupia o livro do seu lado da cama.

- Ainda não terminei de ler, mas toma... te empresto por cinco minutos apenas... - disse estendendo a mão virando o rosto para seu celular.

Longe dali, navegando na Bodokan, a três quilômetros da barreira de cybrons, Keep recebe a mensagem de texto da amiga.

Amanda: Fala... Ficou puto comigo? Nem olhou na minha cara quando saiu no Armazém. Te fiz alguma coisa?

Keep: Não! Não tô chateado. Só preocupado e disfarçando. Estamos em uma operação muito delicada com toda a revolução comprometida. Fiquei ansioso; você sumiu e não dava sinais.

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