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Aidan Gallagher

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Aidan Gallagher

        Eu olhei para meu tio, incrédulo.

         — O quê? Eu me casar? Isso não pode ser verdade.

         Meu tio Tom não parecia nem um pouco surpreso. Ele estava sério, com a postura firme de sempre, mas o motivo do seu pedido não era o que eu esperava. Eu já sabia que algo estava errado, mas não imaginei que fosse tão drástico: meu visto havia expirado. Sou canadense e, por lei, não posso trabalhar aqui sem um visto válido. Para conseguir continuar na empresa, tinha uma solução óbvia para ele... um casamento.

        — Você está nesse projeto há meses, ficou tão focado nisso que esqueceu de renovar o visto. Se for embora agora, vai perder a    chance de assumir o cargo que sempre quis. Sem contar que você é essencial para a empresa.

Eu respirei fundo, tentando processar o que ele estava dizendo.

         — Não, não posso fazer isso. Nem namoro eu tenho, e agora você quer que eu me case com uma desconhecida?!

Meu tio apenas me observou, impassível, como se tivesse dado a resposta para uma dúvida simples.

          — E qual seria a alternativa? Vai esperar um ano para conseguir um emprego novamente? Vai perder sua chance? — Ele me entregou uma pasta. — Revise esses relatórios. Já fiz minha parte, mas talvez você consiga enxergar algo diferente.

        Fui até a minha sala, com a sensação de que tudo já estava decidido. Não podia ir embora agora, não depois de tanto trabalho. E sabia que, se quisesse continuar aqui, não teria escolha.
        Quando entrei na minha sala, Nick estava sentado na minha poltrona. Ele era meu amigo há anos, e me olhou de forma desconfiada.

         — O que seu tio queria? — Ele perguntou, se levantando e me fazendo um espaço para eu me sentar. — Parece sério.

Eu me deixei cair na cadeira, exausto.

         — Vou me casar, Nick. Não sei com quem, nem como, mas tenho um casamento marcado... e eu sou o noivo.

         — Que maluquice é essa?
 
         — Eu preciso de nacionalidade americana para continuar trabalhando aqui. O jeito mais fácil é me casar com uma americana.

Nick balançou a cabeça, sem saber o que dizer.

         — Cara, você não tem outra escolha, né?

          — Ou isso, ou espero um ano para poder voltar.

          A conversa ficou em silêncio por um momento, até que eu abri a pasta que meu tio me entregou. Dentro, estavam os relatórios financeiros do contador, Ren Mccormack. Ren sempre teve uma mão firme nos números, mas algo estava estranho.

        — Relatórios do senhor Ren? — Nick olhou curioso. Eu assenti. — Aqui está o outro relatório que fiz, sobre os mesmos tópicos.

Franzi a testa. Algo não estava certo. Peguei os relatórios novos e comparei com os anteriores.

         — O senhor Tom pediu que eu fizesse esse relatório. Fiz junto com Ana. — Ele olhou para mim, sem entender. — Tem algo errado aí.

         — O que você está falando? — Perguntei confuso.

         — A diferença entre os números é muito grande.

Agora estava claro.

         — Ele está desviando dinheiro da empresa. — Concluí analisando os dados.

Mais isso que meu tio deixa em minhas mãos para ser resolvido.

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Ellie Mccormack

         Eu estava sentada na sala de aula, anotando tudo o que o professor dizia sobre desenho artístico, quando alguém bateu na porta.

          — Com licença, a aluna Eleanor Mccormack, o reitor deseja falar com você.

Eleanor... era assim que me chamavam na faculdade, mas todo mundo me conhecia como Ellie, apelido dado por minha melhor amiga. Eu gostava do apelido. Me dava uma sensação de leveza, como se não fosse tão séria quanto o nome completo sugeria. Levantei-me rapidamente, sem saber o que esperar dessa visita. O reitor sempre foi educado comigo, mas um encontro sem explicações nunca era bom.
       Ao entrar na sua sala, ele me olhou com um sorriso gentil, mas sua expressão logo se tornou mais séria.

         — Aconteceu alguma coisa?

Ele me fitou por um tempo antes de responder.

         — Eu que pergunto, Eleanor. Você tem sido uma aluna exemplar, responsável... mas algo não está certo.

Eu me senti desconfortável, ainda sem entender o que estava acontecendo.

          — O que aconteceu?

           — Sua mensalidade... estão seis meses em atraso. — Ele me entregou alguns boletos em branco. — Eu sinto muito, mas até que o pagamento seja regularizado, você está temporariamente afastada da faculdade.

Eu não consegui acreditar.

        — Deve ser engano. Meu pai sempre pagou tudo em dia.

Ele me mostrou os comprovantes. O primeiro semestre estava completamente em aberto. Respirei fundo, tentando manter a calma.

         — Eu vou resolver isso. Amanhã mesmo o pagamento será feito. Ou... o senhor poderia me dar um prazo? Meu pai vai resolver isso.

O reitor suspirou.

         — Não posso fazer exceções. Se não regularizar o débito, você não poderá continuar aqui.

Meu coração afundou. Eu sabia que meu pai nunca deixaria algo assim acontecer, então aquilo devia ser algum tipo de confusão. Mas seis meses sem pagamento? Não fazia sentido.

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       Mais tarde, Ariel estava comigo, segurando minha mão e tentando me consolar.

         — Como assim te afastaram, Ellie? Esse é o seu último ano! Não pode perder isso!

Eu apenas balancei a cabeça, frustrada.

        — Se fosse um mês, até poderia ser engano. Mas seis meses? Não é só uma confusão...

 Mas seis meses? Não é só uma confusão

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