Aidan Gallagher

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Aidan Gallagher

              Ainda não consigo entender o que Ari quer tanto conversar comigo. Sei que deve ter relação com a conversa de ontem entre Eleanor e Ren, mas quem deveria me contar isso é a própria Eleanor.
             Nos sentamos no sofá. Ariel respira fundo e percebo que há algo errado. Não sei o que está acontecendo... nem com ela, nem com a Eleanor. Estou confuso.

             — Cadê a Eleanor? — pergunto, sentindo um aperto estranho no peito.

               — Ela está descansando no meu quarto.

              — Descansando? Ela tá bem?

Ariel me encara com os olhos marejados, e o coração dispara.

              — Não, Aidan… a Eleanor não está nada bem. — A voz dela falha. — Ren… ele bateu nela.

O quê?

A encaro sem acreditar, incapaz de processar aquilo. Não pode ser. Ren… não faria isso. Ele é o pai dela.

               — Bateu nela? Como assim? Ontem… antes de sair de casa, a Eleanor implorou para que eu ficasse e participasse da conversa. Ela até pediu, por favor… e eu…

               — Você não entende? Nunca reparou na relação deles? Ele sempre bateu nela. No dia em que ela se mudou pra sua casa, Ren já havia batido nela. Ela veio aqui pra eu cuidar dos ferimentos. Ele é tóxico… ao ponto de bater nela e depois beijá-la como se nada tivesse acontecido. Ontem… ele a agrediu com um cinto, Aidan. Esse homem não é um pai… é um covarde canalha.

Respiro fundo, sentindo meu peito apertar como nunca antes. Levanto, começo a andar pela sala, passando a mão pela cabeça, tentando encontrar um fio de razão, mas não consigo acreditar…

               — Por que ele faria isso? A Eleanor fez tudo o que ele quis… ajudou em tudo… Era errado, eu sei, mas… sempre foi o estopim que usávamos. Por quê, Ari? Por que ele agrediu ela?

Ariel respira fundo, com lágrimas deslizando pelo rosto:

               — O dinheiro… o dinheiro que seu tio deu a ela. Ren já tinha ido à sua casa pra falar sobre isso. Eleanor se negou a transferir a quantia, e naquele dia nada aconteceu porque eu cheguei a tempo… mas ontem… ontem eu cheguei tarde demais. — Ela chora, soluçando. — A verdade é que… ela tem medo dele… por tudo que ele já fez.

Me sento de novo, sentindo uma vontade enorme de chorar. Droga! Ela implorou pra eu ficar… pediu por favor… e eu disse que não devia me meter.
            Eu e ela contra o mundo? Como se… como se eu tivesse ajudado ela contra o próprio pai.

Como eu podia imaginar?

Ela só me contou do abuso… e…

               — Tudo o que ele fez com ela? — pergunto, com a voz falhando. — Você é a melhor amiga dela… sabe de tudo… me diz que não foi ele… que não foi ele quem… — engulo seco. — Ele não teria coragem… teria?

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