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Aidan Gallagher

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Aidan Gallagher

          Sempre costumo tomar café ali. Morar sozinho é um saco, e preparar comida é mais um detalhe que me cansa. Por isso, é mais fácil ir até a cafeteria, onde a única coisa que eu preciso fazer é pedir e sentar. Quando cheguei, fiz o pedido e olhei ao redor. Vi Eleanor distraída, olhando pela janela. Quando seu pedido chegou, aproveitei a oportunidade para me aproximar e, quem sabe, puxar um papo.

           — Tá sozinha? — perguntei, me aproximando da mesa.

Ela me olhou rapidamente e depois voltou o olhar para fora, como se as palavras dela não fossem tão importantes quanto o cenário à sua frente.

           — Estou com uma amiga, mas ela está meio ocupada agora — respondeu, levantando os ombros em um gesto quase indiferente. — Você... você quer sentar?

          — Achei que não ia perguntar — falei, já me acomodando na cadeira. — Como você está com isso? Nem nos conhecemos e teremos que nos casar. É estranho, né?

Eleanor respirou fundo, sua expressão fechada. Ela olhou para mim com um olhar firme, mas sem raiva, como se estivesse analisando a situação.

           — É muito estranho, acho que mais pra mim do que pra você, afinal, esse casamento é um interesse seu. — Ela deu um sorriso irônico, mas logo o retirou, como se fosse um reflexo involuntário.

           — Se eu tivesse escolha, isso não aconteceria — respondi, um pouco mais sério.

           — Você tem escolha, Aidan, eu que estou sendo obrigada a isso. — Não sei o motivo, mas a forma irônica que aquilo foi dito me incomodou.

           — Tá fazendo isso pelo seu pai, talvez compactue com ele. — Ela deu uma risada baixa, mas a risada não soou como uma que alguém daria se estivesse realmente se divertindo.

           — Se isso que você diz é verdade, deveria agradecer.

Eu franzi a testa, quase não acreditando no que ela dizia. Fiquei alguns segundos em silêncio, tentando controlar a irritação que começava a crescer dentro de mim.

          — Agradecer por ter sido roubado e ainda ter que ver meu tio te dar 300 mil? — Olhei para ela com os olhos estreitos, tentando entender aonde ela queria chegar com isso.

Ela se levantou da cadeira abruptamente, claramente irritada, e eu podia ver que a conversa estava tomando outro rumo.

          — Agradecer por eu não querer ver meu pai preso! Porque sinceramente, é isso que importa para mim no momento. E se não fosse por isso, você estaria indo direto para o Canadá, com volta prevista só daqui a um ano. — Ela me encarou séria, sua expressão me fez ficar como um idiota.

Eu respirei fundo, assentindo, sem mais palavras.

         — Não vai comer? — Perguntei, desconcertado.

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