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Aidan Gallagher

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Aidan Gallagher

              Onze anos? Ainda estou tentando processar o que Eleanor acabou de me dizer. Volto mentalmente às nossas conversas, às frases soltas que ela deixou escapar ao longo do tempo. Os "onze anos" estavam ali, camuflados nas entrelinhas. Agora, tudo faz sentido.

              — Você foi...

              — Chega de perguntas por hoje, Aidan. — Ela interrompe, sem sequer olhar para mim. Seus olhos fixos no vazio denunciam o peso que carrega. — Você não deveria saber disso. A pressão que estou sentindo me fez falar.

              — Eleanor... — Tento me aproximar, mas ela encosta a cabeça na poltrona, fechando os olhos e respirando fundo, como se buscasse forças para se manter firme. — Eu posso te ajudar em...

           — Como? Desistiria desse casamento para me livrar dessa pressão? — Ela abre os olhos, e neles vejo as lágrimas se acumulando. — É lógico que não. Não existe ajuda para o que já passou, Aidan. Já tenho 22 anos, não importa mais.

Abaixo o olhar, sentindo o peso daquela revelação. Será que o senhor Ren sabe? Ariel, com certeza, sabe. Quem mais conhece essa parte da história dela?

            — Não conta isso pra ninguém, tá? — Eleanor seca as lágrimas apressadamente, como se quisesse apagar qualquer vestígio de vulnerabilidade. Me aproximo, segurando suas mãos. — Eu não devia ter te contado — ela murmura, como se se arrependesse.

             — Tá tudo bem. Sei que já disse isso antes, mas vou repetir: eu vou cuidar de você. — Beijo suas mãos com delicadeza. — Independente do que aconteça, estarei aqui para te proteger. Ouviu, Eleanor Gallagher?

Ela assente, e o abraço que compartilhamos é mais do que físico; é um refúgio. Sinto seus soluços abafados em meu peito, e sem perceber, deixo escapar algumas lágrimas também.

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           Dia seguinte e eu estou na empresa, deixei Eleanor dormindo. Antes de sair, preparei um café especial para ela. Ontem foi difícil para mim, e imagino que para ela tenha sido ainda pior. Contar algo assim deve ser como arrancar um curativo de uma ferida antiga.

          — Tá me ouvindo, Aidan? — A voz de Ana me traz de volta à realidade. — Você parece distante.

            — Eu não tô bem. — Apoio a cabeça nas mãos, tentando organizar os pensamentos. — Me diz uma coisa, falta o quê para o casamento?

             — O bolo ficou por minha conta, então está tudo pronto. — Ela observa minha expressão cansada. — Só faltam os ajustes finais no vestido da Eleanor.

              — Ana... — Levanto a cabeça para encará-la. — Você conhece um tal de Anthony?

              — Depende. É um nome muito comum. Qual o sobrenome?

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