Que sorte a minha ter encontrado o grande amor da minha vida. Espero te fazer ainda mais feliz, realizar todos os nossos sonhos e constituir uma linda família.........
Lindo texto para um casal verdeiro,aqui esse não é o caso!
Fanfic
Livre
TrevodeQu...
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Aidan narrando
O relógio marcava cinco da tarde quando deixei a empresa. A ideia de preparar um jantar para Eleanor tinha se formado na minha cabeça desde a conversa com meu tio. Eu precisava quebrar aquela barreira entre nós, mostrar que, embora essa situação fosse imposta, ela poderia ser um pouco mais leve. Assim que entrei em casa, o cheiro de lavanda das flores na entrada se misturou ao leve aroma das sacolas de mercado que carregava. Marie, como sempre, estava finalizando a limpeza da cozinha.
— Marie, já pode ir. Está dispensada mais cedo, tá? — Deixei as sacolas no balcão.
Ela ergueu as sobrancelhas, curiosa.
— Mas quem vai preparar o jantar?
— Eu. — Apontei para mim mesmo com um sorriso presunçoso.
— Entendi… Quer ficar sozinho com sua noiva, né?
— Exatamente. Eleanor está precisando de algo mais singelo.
Marie sorriu com ternura, como se entendesse algo que eu mesmo ainda não compreendia totalmente.
— Tudo bem, senhor Gallagher. Até amanhã.
Quando fiquei sozinho, respirei fundo. A receita que escolhi era um risoto Caprese — simples, mas saboroso. Refoguei a cebola até dourar, adicionei o arroz arbóreo e, ao despejar o vinho branco, o aroma ácido e encorpado preencheu o ambiente. O som do líquido evaporando era quase relaxante. Enquanto o caldo de legumes cozinhava lentamente o arroz, subi para o quarto. Um banho quente ajudou a aliviar a tensão acumulada. Vesti uma camisa de linho branca e calça preta, algo confortável, mas apresentável. Não era um encontro romântico, mas sim um gesto de boa vontade. Voltei para a cozinha a tempo de finalizar o prato com tomates-cereja, manjericão fresco e queijo derretido. A mesa estava arrumada com simplicidade: velas baixas, guardanapos dobrados com cuidado e taças de vinho branco. O som da fechadura girando me avisou que ela havia chegado.
Ellie Mccormack
A conversa com Ariel ainda ecoava na minha cabeça. Sua proposta era tentadora, quase libertadora. Mas como deixar meu pai à mercê das próprias escolhas? Mesmo sabendo que ele nunca demonstrou o mesmo cuidado comigo, algo dentro de mim se agarrava à esperança de que eu pudesse salvá-lo. Quando entrei em casa, fui surpreendida por um cheiro delicioso e inesperado. Não era o perfume amadeirado que costumava marcar a presença de Aidan, mas algo mais quente, acolhedor.
— Aidan? — Chamei, confusa, ao vê-lo na cozinha, mexendo uma panela.
Ele se virou com um sorriso leve, a manga da camisa dobrada revelando os antebraços.
— Oi para você também. — Limpou as mãos no pano de prato. — Fiz um jantar pra você.
— Pra mim?
— Sim. Queria te deixar um pouco mais à vontade aqui. — Ele se aproximou, pegou minha bolsa com naturalidade e a colocou no sofá. Em seguida, me ofereceu uma taça de vinho branco, o dourado translúcido refletindo a luz suave das velas. — Vai ficar me olhando ou vai aceitar?
Pisquei, surpresa com a informalidade dele.
— Eu aceito. — Peguei a taça e dei um gole, sentindo o frescor cítrico do vinho.
— Vem, senta. Eu te sirvo.
Aidan puxou a cadeira para mim, um gesto que deveria ser banal, mas que, vindo dele, parecia carregado de significado. Ele estava tentando. Tentando me fazer sentir menos como uma prisioneira e mais como… uma escolha. Os pratos foram servidos com cuidado. O risoto tinha um aspecto convidativo, com o queijo derretido formando fios entre os grãos cremosos.
— Tá com uma cara ótima. — Comentei, pegando a colher. — Vai ficar me olhando ou vai comer?
Ele riu, relaxado.
— Experimenta primeiro. É um risoto Caprese. O arroz foi cozido no vinho.
Levei a primeira colherada à boca… e senti o sal explodir no paladar. Tossi levemente e, disfarçadamente, bebi um gole de vinho.
— E aí? — Ele perguntou, esperançoso.
— Só comendo pra saber.
Aidan, então, provou a própria comida… e imediatamente cuspiu no guardanapo, rindo de si mesmo.
— Droga. Exagerei no sal.
Levantei-me, pegando nossos pratos.
— Tudo bem. O que vale é a intenção.
Ele me seguiu até a pia, os olhos ainda brilhando de constrangimento misturado com diversão.
— Eu só queria te fazer sentir bem. Fiz tudo errado.
— Não fez, Aidan. — Me virei para ele, encostando o quadril no balcão. — Eu já me sinto bem aqui. Relaxa.
O sorriso dele desapareceu, dando lugar a uma expressão mais séria.
— Não, eu sei que não está. Essa situação é difícil pra mim, mas percebo que é ainda mais pra você. — Ele tocou meu rosto com a ponta dos dedos, como se eu fosse de vidro. — Vejo nos seus olhos que você está com medo.
Desviei o olhar, porque ele estava certo.
— Mas eu preciso da sua ajuda. — Continuou, a voz baixa, quase um sussurro. — E a única coisa que posso te dizer agora é: desculpa.
— Desculpa pelo jantar?
— Desculpa por te deixar com medo. — Aidan suspirou. — Você, pra mim, parece uma rosa sem espinhos. Delicada, indefesa… Se eu pudesse, te protegeria como a rosa do Pequeno Príncipe, guardada num vidro para que não se machucasse.
As palavras dele me atingiram como um soco no estômago. Ele não estava brincando. Não era charme ou tentativa de manipulação. Era genuíno.
— Eu sou uma rosa como qualquer outra, Aidan.
Ele balançou a cabeça lentamente.
— Pra mim, você é única. Porque foi escolhida para estar ao meu lado… e, sinceramente? Agradeço por ter sido você. — Os olhos verdes dele estavam fixos nos meus, cheios de algo que eu não sabia nomear. Certeza, talvez. E foi nesse momento que eu desisti da ideia de desistir. — Eu quero que seja você. — Ele finalizou.
E, pela primeira vez, eu não queria fugir.
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